/ Posts por Jader Araújo

19abr

Nada dura para sempre

ele não está tão afim de você-filme

Ginnifer Goodwin e Justin Long em cena do filme Ele Não Está Tão a Fim de Você, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Colors, da Halsey ♫]

Quando começamos um relacionamento colocamos muita expectativa naquilo e certas vezes acreditamos que esse amor vai durar para sempre. É muito bom acreditar que você encontrou alguém que vai dividir a vida com você, é incrível fazer planos enquanto olha para o lado e existe alguém lá. Não é bobeira acreditar em amor verdadeiro ou acreditar em alma gêmea. Eu não acredito mais, porém não acho que é besteira.

Eu já encontrei o amor verdadeiro algumas vezes e sempre achei que nunca amaria mais depois que esse amor acabou, mas logo depois estava eu lá apaixonado e rindo sozinho enquanto pensava no ser amado. Agora corta, vamos para o futuro ver o autor sofrendo pelo fim daquele amor verdadeiro e acreditando que jamais amaria de novo. Bobeira achar que não vai surgir uma nova pessoa que fará seus olhos brilharem e seu coração bater mais forte.

Hoje li uma frase no Facebook de uma cantora que sigo, que dizia “Nada dura pra sempre, os tempos mudam” e foi pensando nisso que resolvi dividir mais um capítulo da minha história com vocês aqui.

Eu estou apaixonado e como das outras vezes acredito que esse amor é real. Acredito que é aquele amor verdadeiro e que nunca sentirei igual, maior ainda que da última vez. Só que por alguns motivos essa relação não deu certo e estou tentando caminhar em frente, tentando não pensar no “poderia ter dado certo” ou “será que acabou mesmo?”, eu simplesmente tento não pensar e apenas estou seguindo em frente.

Como das outras vezes eu estou passando por uma situação complicada, é difícil ser rejeitado e ter que abrir mão daquilo que você acredita ser sua felicidade. Mas eu olho pra trás e penso “eu já senti isso antes”. E essa é a parte da vida que está me dando forças pra seguir em frente, afinal há dois anos estava eu triste pelo fim de um relacionamento e hoje aquilo é só uma lembrança legal de uma parte da minha vida.

Eu sou muito apegado a pessoas e por isso eu não gosto de concordar com certas coisas, mas eu concordo muito com essa frase e hoje consigo enxergar claramente que a vida é assim, nada dura para sempre. O seu amor não dura a vida toda, ele muda, ele se transforma. Claro que em alguns casos ele pode se transformar e continuar, mas em outros ele se transforma e acaba.

Para quem continua amando é mais complicado, a gente vai sofrer e eu gosto de sentir todas as fases de um relacionamento, desde o amor que tira você do chão até a parte triste. E ainda acredito que devemos passar por isso, o sofrimento nos ensina.

Só que hoje eu aprendi algo, a vida não acaba quando seu amor vai embora. A vida continua e você vai acabar encontrando outros amores e vai chorar de alegria e também de tristeza e aos poucos vai aprendendo a lidar com isso, pois as pessoas mudam e os sentimentos também.

Eu escrevi esse texto enquanto escutava Colors, da Halsey, e destaco essa parte que fala basicamente sobre mudanças:

You were red, and you liked me ‘cause I was blue
But you touched me, and suddenly I was a lilac sky
Then you decided purple just wasn’t for you

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

12abr

Você não me escolheu

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Relacionamento
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Andrew Lincoln em cena do filme Simplesmente Amor, de 2003

[Você pode ler esse texto ao som de Flesh Without Blood, da Grimes ♫]

Por muito tempo eu insisti na gente, por muitas vezes eu tentei fazer com que você sentisse o mesmo que sinto e acredito que quase chegamos lá, foi por pouco, mas você não me escolheu.

Eu não sei lidar com rejeição, na verdade eu acho que ninguém sabe. É difícil você amar alguém que não te dá isso em troca. E eu não falo de receber em troca um amor incondicional, apenas aquele amor do dia a dia, aquele carinho e atenção. Amar e não ser amado é viver sob a presença da ausência da pessoa, é complicado.

Passamos muito tempo juntos, eu te conheci e você acabou conhecendo cada detalhe meu, cada defeito e cada coisa boa, você conheceu os tons do meu sorriso e mesmo depois de tudo isso não me escolheu. Hoje você prefere ficar sozinho a ficar comigo e agora nós não somos (e não seremos mais) uma dupla.

Eu nunca vou te perguntar os seus motivos, eu não quero saber e muito menos tentar entender. Eu sei que simplesmente as pessoas não se apaixonam de volta, eu entendo que às vezes o amor acontece e às vezes não. É normal, triste, mas totalmente aceitável.

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Andrew Lincoln e Keira Knightley em cena do filme Simplesmente Amor, de 2003

E eu olho pra trás e vejo situações parecidas, onde eu era o “não escolhido”, mas essas situações foram tão poucas e tão pequenas que acredito que isso não tem nenhuma ligação comigo, o problema não sou eu. Simplesmente eu não fui seu vencedor e agora devo lidar com isso.

Quando me pego pensando nas opções que tenho a partir de agora eu fico triste, pois em todas elas não existe você, a sua presença não está lá. E o pior de tudo é que isso é bom, pois levará um tempo para que eu não pense mais em você e depois tudo terá acabado. Até nossa ligação (o meu amor por você) terá chego ao fim e depois disso eu poderei me reencontrar.

Agora nada mais importa na nossa relação, pois a cada dia ela vai existir menos e vamos chegar num ponto em que não conheceremos mais um ao outro. Nós dois seremos estranhos e nesse dia eu não vou mais lembrar que você não escolheu, pois isso não terá importância pra mim.

05abr

Você não merece isso

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Joseph Gordon-Levitt em cena de (500) Dias com Ela, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Livewire, do Oh Wonder. ♫]

As vezes a gente se pergunta o motivo de estar em certa situação, de estar em certo relacionamento ou determinado lugar, mas antes mesmo de tentar uma resposta para nossa própria pergunta já sabemos lá no fundo que estamos ali por uma escolha nossa. Nossas ações nos levaram até aquele determinado lugar, nos guiaram até aquele ponto, só que as vezes nem percebemos isso.

É muito difícil lidar com nossos sentimentos, amar é algo tão complexo que não deveria ser tão fácil. Acredito que deveríamos estudar anos e anos e após isso ganhar a liberdade para viver um amor. Assim seria mais fácil, erraríamos menos, aproveitaríamos mais. Mas se fosse assim não seria vida, não é? É esse tal de livre-arbítrio que fode tudo.

Parece meio óbvio dizer isso aqui, mas sabemos que todas as nossas ações tem reações. Nós escolhemos quem vamos encontrar, quem vamos namorar e quem vamos casar. Nós escolhemos entrar num relacionamento, nós não merecemos, sabe? Decidimos e essas nossas escolhas acabam nos levando a certos lugares incríveis, mas, muitas vezes, também podem nos levar a dor. Estranho isso, né? Eu e você causando nossa própria dor.

Claro que não é de propósito que o ser humano acaba se causando dor, mas é algo natural. Certo dia você vai chorar e sofrer por amor, pensar que nunca mais amará alguém e acreditará que tudo está acabado. E o pior é que isso é completamente normal, não merecemos, mas é normal.

Um dia levantei da cama, pensativo e fiquei observando o nada da janela do meu apartamento, pensando na minha vida, nas minhas escolhas e em como fui parar ali. Aquele homem estava confuso e não sabia o que fazer, ele só não queria sofrer. Sentou em seu sofá, rabiscou um papel no escuro com uma mensagem fofa e guardou, depois disso repetiu pra si mesmo diversas vezes “Eu não mereço isso” e foi dormir. Enquanto ele não conseguia cair no sono continuava repetir a frase “Eu não mereço isso” até que finalmente dormiu. E ao acordar a primeira palavra que disse foi a última que pensou.

O fato é que nossas escolhas nos levam a vários lugares, incluindo aqueles que não gostaríamos de estar. Sabemos que nem são tudo são flores e precisamos entender como andar por esses caminhos mais complicados, pois a culpa é nossa sim, mas fugir do sofrimento é besteira. É como se acovardar e mentir para si mesmo.

Nós não merecemos sofrer e estar numa relação infeliz, não merecemos a ingratidão ou traição. Apenas escolhemos entrar nesses caminhos, pois acreditamos que poderia ser dessa vez e em certos momentos até falamos o famoso “agora vai!”, mesmo quando não vamos a lugar nenhum.

Todo mundo merece ser feliz, independente de ter alguém ou não. Só precisamos fazer as escolhas certas e não as óbvias.

07mar

Love e o amor não correspondido

Postado por às em a vida como ela é, Amor, Séries

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[Você pode ler esse texto ao som de Love Yourself, do Justin Bieber  ♫]

Nesse final de semana terminei de assistir a série Love, da Netflix. Fiquei com vontade de ver pelo trailer que era super bonitinho e tinha uma pegada legal, tipo era divertido. Pensei, vamos lá. Série foi criada Judd Apatow com roteiro do próprio e de Paul Rust, que é protagonista da série ao lado da ótima Gillian Jacobs. Para quem não conhece, Judd Apatow é super ligado à comédia, porém seus trabalhos sempre tem um toque melancólico, mostrando um pouco da realidade da nossa geração, principalmente da geração daqueles que já passaram dos 30 anos. Entre seus trabalhos estão os filmes Missão Madrinha de Casamento, Mesmo Se Nada Der Certo e até alguns episódios da série Girls. O cara é bom.

Comecei a ver a série esperando uma pegada mais cômica e fofinha, porém fui levado para um ambiente diferente e ao mesmo tempo super igual a tudo que eu já havia vivido, tanto que essa semana fiz um post em meu Facebook fazendo um resumo da série e comparando com as coisas da vida, pois a série é o retrato dos nossos relacionamentos de hoje em dia: quero você, você não me quer, quanto te quero você não quer mais.

A série Love, da Netflix, é tipo a vida. É mais ou menos assim:Te quero quando você não me quer.Você me quer quando não te quero.Ai eu te quero quando você não quer.E então você quer quando não te quero…

Publicado por Jader Araújo em Domingo, 6 de março de 2016

Fiz esse post antes mesmo de terminar de assistir a série, pois já estava completamente dentro do espírito e me via muito nos personagens Gus e Mickey. Eles acabaram de sair de relacionamentos problemáticos (ela estava com um viciado e estava quase se tornando uma e ele morava com uma garota manipuladora e não era correspondido) e se conhecem por acaso num mercado de posto de gasolina. A dupla não se apaixona a primeira vista, porém Gus vê em Mickey uma mulher louca e divertida, além de linda, e ela vê um nerd que pode ser legal passar um tempo (como amigo), mas paixão ali não existe. Até que ela decide dar uma chance para que ele entre em sua vida. Rola sexo, rola beijos, encontros e eles começam a se conhecer. Nesse momento que fiz um paralelo com a vida e os relacionamentos.

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Enquanto Mickey decide dar uma chance para que Gus entre em sua vida, ele começa a perceber que sua vida é muito mais ampla e pode ser muito mais divertida do que estar apenas ao lado dela. Eles são diferentes, tem visões diferentes sobre a vida e gostam de coisas completamente distintas.

No começo de tudo eu me vi no Gus, o cara deslocado que sonha em escrever seus roteiros e encontrar alguém legal para se apaixonar, mas depois eu estava no lugar de Mickey, uma garota que mete os pés pelas mãos e acaba fodendo tudo, incluindo o relacionamento com ele. Ela é um tanto descontrolada e não sabe agir quando não está ganhando o jogo, assim acaba colocando tudo a perder. Quem nunca? Eu sempre.

A série é divertida em muitas partes, a gente consegue tirar uns sorrisos e, além disso, dar algumas gargalhadas, mas ao mesmo tempo ela consegue dar aquele toque na gente e nos deixar com aquele aperto. Love mostra que nossas escolhas nos levam a diferentes lugares, nossas tentativas de “deixar com que tudo fique bem” podem ser frustradas, podem dar errado e podem deixar tudo pior do que estava.

Eu tive raiva da Mickey, odiei o Gus e me apaixonei pelos dois ao mesmo tempo. Eles são iguais a mim, eles têm medo de tentar, medo de errar e ao mesmo tempo se jogam com tudo naquilo que acreditam que pode dar certo e se ferram.

A série Love é uma caricatura da geração que hoje tem 30 anos e ainda não sabe o que está fazendo da vida. Tipo eu.

02mar

Pra você guardei o amor

Postado por às em a vida como ela é, Amor, Música
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Ethan Hawke e Julie Delpy em cena do filme Antes da Meia-Noite, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Por Onde Andei, do Nando Reis ♫]

Sempre temos uma música para certos momentos da vida, não é? A música feliz da balada com os amigos (aquela “nossa música”), aquela canção triste da Adele que marca o fim de algo ou aquela feliz que fala com a gente e nos faz pensar em coisas boas e gostosas. Eu tenho várias músicas e o melhor disso tudo é que elas marcam momentos da minha vida, fases e sempre que as escuto volto no passado e me pego dando pequenos sorrisos.

Mas tem aquela música que é diferente, aquela que faz você ter fé no amor e na vida, que te deixa sonhando acordado e te faz corar de tanta felicidade. Bobo isso, né? Mas é tão real. Esses dias eu me peguei escutando Nando de Reis de novo, sempre vai e volta esse meu amor pelas canções desse ruivo, e me lembrei de que quando era mais jovem e escutava aquele refrão:

“Pra você guardei o amor que nunca soube dar. O amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar…” .

E pensava no amor, no meu grande amor, aquele que ainda não aconteceu, aquele que deve chegar e fazer com que tudo faça sentido. Eu era mais jovem e fantasiava isso de um modo que tão fofo, era meio bobo mas tão bonito ao mesmo tempo.

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Quando me lembrei dessa ligação que sempre fiz entre Nando Reis e amor, pensei em você. Não sei se voltei alguns anos e me peguei pensando no amor romântico como quando era mais jovem, mas eu pensei em ti. Ao mesmo tempo em que fiquei meio louco com a conclusão desse sentimento, eu sorri. Aquele moço mais jovem que sonhava em descobrir o amor que via nas letras de Nando Reis, havia descoberto esse amor fora delas.

É estranho finalmente você sentir algo que você achava que não sentiria, que você acreditava que viveria apenas no imaginário, apenas ao escutar uma música.

Tem outra música que me faz lembrar muito desse sentimento chamado amor. Tenerife Sea, do também ruivo Ed Sheeran – que já foi tema de post aqui no blog – é uma música que traduz muito bem o sentimento do amor. Tanto que já cheguei a falar que gostaria de amar alguém como amo essa música. Hoje, não sei se faria essa comparação de um sentimento com uma canção, mas ela meio que traduz o que é o amor pra mim. Tipo, aceitar as imperfeições do ser que você ama.

A loucura de tudo isso é chegar a conclusão que eu possa realmente estar sentindo aquilo que as músicas do Nando Reis me faziam acreditar que sentiria, que aquele sentimento finalmente chegou a mim. Pois se eu penso em você enquanto escuto Nando Reis, é por algum motivo.

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