/ Posts por Jader Araújo

21jan

Eu escolhi o amor

Ben Stiller em cena do filme A Vida Secreta de Walter Mitty, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Sou desse Jeito, do Silva ♫]

Eu sou uma pessoa muito difícil, descobri isso há algum tempo enquanto relembrava os meus relacionamentos e revivia algumas coisas. Caso você procurasse a palavra “teimosia” no dicionário acharia minha foto e minha bio. Como um bom taurino eu sou ciumento e teimoso, mas, ao mesmo tempo, eu odeio dormir sem fazer as pazes, odeio dormir com um sentimento ruim sobre a pessoa que eu gosto. E como vocês devem perceber essas duas características não batem e por isso estou tentando me ajudar, mudar e melhorar um pouco esse “meu jeitinho”.

Eu poderia falar apenas “Sou desse jeito” e não mudar por nada, ou por ninguém, mas isso seria tão burro do que mudar apenas para chamar atenção de outra pessoa, ou pra fazer alguém ficar.

Eu explodi muitas vezes, várias dessas sem um motivo aparente para isso e esse meu jeito fez com que amigos, namorados e até parentes ficassem longe por algum tempo. Claro que eu também queria essa distância, eu estava bravo e fiz com que isso acontecesse, mas até quando vale a pena deixar o orgulho tomar conta de seus atos?

Hoje sou um adulto, tenho minha casa, meu trabalho e pago minhas contas. Nessa fase da vida a gente senta, repensa sobre várias coisas que aconteceram, quais dessas não devem mais acontecer e segue em frente. É isso que estou tentando fazer agora, no lugar de todo o desgaste emocional e social, eu escolhi amar. Eu preferi o amor.

Não estou falando apenas do amor romântico, estou falando de todas as formas de amar, de amar um amigo, um familiar, um colega de trabalho. É muito mais fácil você receber e pagar com amor. Não estou dizendo que estou me transformando em um cara zen ou a pessoa perfeita, só estou tentando ser aquela pessoa que quer apenas o bem, que quer colocar a cabeça no travesseiro durante noite, dormir em paz e acordar bem.

Em um dia das últimas semanas eu dormi com um sentimento ruim, não consegui resolver o problema e fui pra cama, no outro dia eu não era esse cara que estava escrevendo, eu era o desespero em pessoa. Era triste, eu era a pior companhia que alguém poderia ter e hoje não quero ser esse cara novamente. Por isso, antes mesmo de entrar numa briga, eu vou pensar dezenas de vezes e ainda assim sair dela.

Ficar bem com as pessoas que você ama significa ficar bem com você e não tem nada mais importante que isso. Nesse momento estou dando sorrisinhos com o canto da boca, enquanto escrevo esse post, pensando em como é melhor estar bem e escolher o amor.

18jan

Ninguém pode te ensinar como (não) sofrer por amor

Postado por às em Amor, Feminismo, Relacionamento
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Joaquin Phoenix em cena do filme Her, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Supersymmetry, do Arcade Fire ♫]

É muito complicado quando um amigo, ou amiga, chega a você e diz: “o que eu faço para parar de pensar no fulano?”, eu sempre respondo “tenta fazer algo diferente, ocupar sua mente, vamos sair?” e assim tento ajudar aquele ser durante esse momento difícil, mas tudo que eu disse não passa de frases prontas que todo mundo está cansado de escutar. É claro que eu tento de todas as formas fazer com esse amigo não sofra e leve a vida adiante, mas até que ponto essas palavras funcionam?

Você está bem no trabalho, está muito feliz com o andamento da sua vida e começa até a fazer planos para o futuro: viagens, comprar um carro, trocar de apartamento, fazer um curso novo… Até que um dia chega uma pessoa na sua vida, uma pessoa que movimento tudo, bagunça tudo e te fazer sentir aquele sentimento que há tempos você não sentia. Aquela pessoa que emenda a sua alma novamente, sim aquela pessoa. E em meio a toda essa felicidade bagunçada a pessoa acaba indo embora, sem explicações, sem direito de receber uma resposta, apenas vai, pois o amor acabou. O que a gente faz?

Seus amigos (meus amigos, eu, seus irmãos…) falarão “calma, vai ficar tudo bem. Tenta esquecer o que aconteceu e bola pra frente”, mas você esquece? Não, você chora, tenta ocupar a mente fingindo que está pensando em outras coisas e não consegue. Você vai passar dias, semanas ou meses assim, pois não consegue controlar. Não é uma questão de escolha, de desligar uma válvula e seguir em frente, você imagina de todas as formas como seria se tudo fosse diferente, se tivesse mais uma chance. E às vezes você tem essa oportunidade, às vezes.

Quando a oportunidade não vem o que resta é lidar consigo mesmo, é encarar o problema e ir aos poucos diminuindo esse sentimento sem se forçar a nada. Não tente entrar em outro relacionamento apenas para “esquecer”, pois uma pessoa não consegue ocupar o buraco de outra, apenas você consegue ocupar esse buraco.

Esses dias vi um post de imagem e coloquei no Twitter, esse post falava sobre uma pessoa que teve o coração partido três vezes e o que ela fez em cada uma dessas situações. Na terceira, ela foi ver um filme. Apesar de não ser tão simples assim eu gostei muito da imagem, coisas assim dão uma forcinha pra gente mesmo sabendo como é esse sofrimento e conhecendo essa dor. Sabemos que chega a doer de verdade, entende que todo o choro é real, mas coisas fofas nos ajudam a trabalhar esse sofrimento.

O que eu gostaria de dividir com vocês é que ninguém pode parar essa dor, ninguém pode fazer você desligar e esquecer de um dia para outro, só você. A gente luta tanto diariamente e no final acabamos esquecendo que somos tão fortes e capazes de superar essas perdas.

Vai doer? Vai sim, vai muito.
Vou chorar? Vai sim, vai muito.
Vai passar? Vai sim.

A dor é passageira e ela nos dá algo que ninguém pode dar: a experiência. Ensine você mesmo a lidar com seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Só você pode se ajudar.

13jan

A gente deveria se perdoar

Postado por às em Relacionamento
Shailene Woodley e Miles Teller em cena do filme The Spectacular Now, de 2013.

Shailene Woodley e Miles Teller em cena do filme The Spectacular Now, de 2013.

[Você pode ler esse texto ao som da música Deixa eu te Falar, do Silva.]

Eu perdoei sua falta de atenção. Lembra quando ela me tirava do sério? Eu ficava bravo e sempre brigávamos? Era uma besteirada só, briga por uma coisa tão boba. Sua falta de atenção era totalmente ligada à minha chatice, lembra como eu era chato com isso? Fazia com que a gente brigasse, claro que alguns segundos depois estávamos bem e da mesma forma que você perdoava minha chatice eu perdoava sua falta de atenção.

Um dia você falhou comigo, prometeu algo e não cumpriu, fez com que uma parte de mim ficasse triste, me fez chorar. Meses antes eu disse algo que te deixou triste, que fez com que você repensasse toda nossa relação. Essas duas falhas, vindas de ambos os lados, nos machucou e nos distanciou um pouco. Continuamos sendo esses parceiros que somos, essa dupla que dava certo, mas sem aquele amor todo. Tempo depois, a gente estava fazendo planos de novo, de ficar juntos, viajar juntos. A gente se perdoou.

E hoje, novamente, estamos naquele ponto em que precisamos perdoar e aceitar o erro do outro. Aceitar que ninguém é perfeito, que as pessoas erram e que erros acontecem. Você não consegue saber o que estou sentindo e eu não consigo entrar na sua mente para ler seus pensamentos, então estamos os dois em pontos diferentes, com pensamentos diferentes e com ideias completamente distintas. Mas ainda assim, a gente deveria se perdoar.

O perdão não seria uma questão de obrigação, daquele momento de “precisamos ficar bem”, claro que não! É mais uma questão de “por que não?”, a gente se dá tão bem juntos, essa coisa que temos, essa parceria que faz da nossa relação algo tão especial merece esse novo suspiro. Não digo que mereça uma nova chance, pois sempre merece, o que merecemos aqui é ser feliz. A gente deveria se perdoar.

É tão difícil encontrar um amor, se conectar com alguém e se sentir bem quando aquela pessoa deita em seu peito, que é bobagem perder esse tipo de toque, esse tipo de relação, esse sentimento. O amor é fácil, nós que dificultamos tudo.

22dez

Eu não preciso de você

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Natalie Portman em cena do filme Closer (2004), de Mike Nichols.

Você pode ler esse texto ao som de “Love, Love, Love“, do Of Monsters and Men. ♫

Por muito tempo achei que precisava de você, acreditei romanticamente que era você, mesmo sabendo de todas as nossas diferenças. Vi, por muito tempo, você me deixa de lado e quando eu ia embora, você voltava com medo de me perder pra sempre. Vi você sendo mais legal com todos e sendo rude comigo. Eu te observei tão de perto e cheguei à conclusão que não preciso de você.

É difícil tirar alguém da sua vida, é complicado esquecer uma pessoa e fingir que ela não existe, é cansativo, é chato, dói. Mas até quando continuaria doendo em mim enquanto te observava lidando com meu sentimento como se fosse qualquer coisa? Continuaria doendo até o momento que eu decidisse parar, decidisse tirar você daqui e deixar o espaço livre para conhecer outros lugares.

Dessa vez eu não chorei, não estou com aquela sensação que me tira a fome, mas me sinto derrotado. Não perdi para você, eu perdi para o meu sentimento, eu deixei que você ficasse indo e voltando como se a passagem da minha vida estivesse livre, como se a entrada fosse franca e você pudesse brincar à vontade. Eu perdi pra mim mesmo.

Se eu fosse analisar isso com um jogo, também teria perdido. Perdi, pois você sabe tudo que se passa na minha cabeça, você sabe tudo sobre meus sentimentos e eu não sei nada. Mais uma vez eu deixei que alguém fechado entrasse na minha vida e bagunçasse tudo. Eu falhei.

Mas como tudo é aprendizado eu coloco minhas falhas no papel e admiro-as por um segundo, depois amasso o papel e jogo fora. Sinto vergonha delas, sinto tristeza ao lembrar os meus erros, mas me sinto tão bem ao ter na minha mente a certeza de que eu não preciso de você, pois agora o desespero foi embora e deu lugar a solução.

Enquanto escrevo isso ainda penso na forma que direi que não quero mais tentar, não quero esperar e que não preciso de você. Acredito que por alguns dias vou me arrepender, mas logo passa. Uma vez passou, não lembra? Ai você voltou e tudo voltou junto, bagunçando meus sentimentos e minha vida. Mas faz parte, hoje contarei pra você que não preciso e não quero fazer parte da sua vida e que não quero que você faça parte da minha. E assim nós ficaremos felizes um dia, separados e felizes.

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você é Eles.

18dez

Quando custa beber no Skye Bar

Postado por às em Bebidas, Quanto custa?
Hotel-Unique-SkyeBar-quantocusta

Foto: Divulgação

No final de semana passado, a Taína e eu fomos no Skye Bar, a ideia é fazer um post para o Quanto Custa, só que um pouco diferente. Dessa vez o foco foi: drinks. Eu já tinha visitado o restaurante que fica no terraço do Hotel Unique, porém foi em um encontro e não valia para um post no blog, pois eu não consegui ficar analisando nada, né? Estava com o boy lá e não prestava atenção em muita coisa.

Chegamos umas 22h lá e pegamos uma fila com umas 20 pessoas, gringos, brasileiros, uma galera bonita. A fila andou rápido, pois subiam 9 pessoas por vez no elevador e não tivemos que esperar nada pra sentar, escolhemos a parte de dentro do bar, pois na beira na piscina, onde é aberto e conseguimos ver parte da cidade, estava cheio.

Celebrando

Uma foto publicada por Taína Sena (@tainasena) em

Pra começar escolhi um drink chamado Sweet Day (hummmmm), que custava 30,00 (a maioria custa esse preço), já a Taína pediu um mais forte, o Red Summer, um long drink que custava o mesmo valor. Não queríamos jantar, mas como estávamos num bar pedimos uma porção de bolinhos gourmet. Acredito que essa porção foi a única coisa que nos desapontou no lugar, custou 56 reais e veio 12 mini (mini mesmo, sabe?) bolinhos de dois sabores diferentes. Eram gostosos, mas achei caro. Preferia ter ficado só na bebida.

Na segunda rodada escolhemos outros drinks, eu peguei um Martini de pêra (nunca havia bebido um Martini) e a Taína (novamente) pegou um drink mais forte, o Sweet Heart, ambos custavam 30,00. Nesse momento levantamos e fomos para a parte aberta do bar, pra beber, conversar e admirar a vista. Nós queríamos tirar algumas fotos do lugar, mas a iluminação escura tirava todas nossas possibilidades e as fotos ficaram ruins. Pra finalizar pegamos uma cerveja cada um (de 15,00) e depois fomos para uma festa, não podíamos ficar muito tempo.

A Taína achou o lugar legal, mas ela esperava que fosse algo mais, mas isso é normal né? Os drinks custam em média 30,00, é praticamente o mesmo preço de beber algo assim nas baladas de São Paulo. No total gastamos 226,60 para os dois, contando todos os drinks, as cervejas e a porção de bolinhos. Achei barato e acredito que voltarei mais vezes, quem sabe com um grupo maior de amigos pra ficar mais tempo.

 

  Give me one good reason why I should never make a change.   Uma foto publicada por Jardinho (@jaderplanob) em

Serviço:
SKYE BAR
Terraço do Hotel Unique
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 – Jardim Paulista.

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