/ Posts por Jader Araújo

22dez

Eu não preciso de você

closer-natalie-portman

Natalie Portman em cena do filme Closer (2004), de Mike Nichols.

Você pode ler esse texto ao som de “Love, Love, Love“, do Of Monsters and Men. ♫

Por muito tempo achei que precisava de você, acreditei romanticamente que era você, mesmo sabendo de todas as nossas diferenças. Vi, por muito tempo, você me deixa de lado e quando eu ia embora, você voltava com medo de me perder pra sempre. Vi você sendo mais legal com todos e sendo rude comigo. Eu te observei tão de perto e cheguei à conclusão que não preciso de você.

É difícil tirar alguém da sua vida, é complicado esquecer uma pessoa e fingir que ela não existe, é cansativo, é chato, dói. Mas até quando continuaria doendo em mim enquanto te observava lidando com meu sentimento como se fosse qualquer coisa? Continuaria doendo até o momento que eu decidisse parar, decidisse tirar você daqui e deixar o espaço livre para conhecer outros lugares.

Dessa vez eu não chorei, não estou com aquela sensação que me tira a fome, mas me sinto derrotado. Não perdi para você, eu perdi para o meu sentimento, eu deixei que você ficasse indo e voltando como se a passagem da minha vida estivesse livre, como se a entrada fosse franca e você pudesse brincar à vontade. Eu perdi pra mim mesmo.

Se eu fosse analisar isso com um jogo, também teria perdido. Perdi, pois você sabe tudo que se passa na minha cabeça, você sabe tudo sobre meus sentimentos e eu não sei nada. Mais uma vez eu deixei que alguém fechado entrasse na minha vida e bagunçasse tudo. Eu falhei.

Mas como tudo é aprendizado eu coloco minhas falhas no papel e admiro-as por um segundo, depois amasso o papel e jogo fora. Sinto vergonha delas, sinto tristeza ao lembrar os meus erros, mas me sinto tão bem ao ter na minha mente a certeza de que eu não preciso de você, pois agora o desespero foi embora e deu lugar a solução.

Enquanto escrevo isso ainda penso na forma que direi que não quero mais tentar, não quero esperar e que não preciso de você. Acredito que por alguns dias vou me arrepender, mas logo passa. Uma vez passou, não lembra? Ai você voltou e tudo voltou junto, bagunçando meus sentimentos e minha vida. Mas faz parte, hoje contarei pra você que não preciso e não quero fazer parte da sua vida e que não quero que você faça parte da minha. E assim nós ficaremos felizes um dia, separados e felizes.

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você é Eles.

18dez

Quando custa beber no Skye Bar

Postado por às em Bebidas, Quanto custa?
Hotel-Unique-SkyeBar-quantocusta

Foto: Divulgação

No final de semana passado, a Taína e eu fomos no Skye Bar, a ideia é fazer um post para o Quanto Custa, só que um pouco diferente. Dessa vez o foco foi: drinks. Eu já tinha visitado o restaurante que fica no terraço do Hotel Unique, porém foi em um encontro e não valia para um post no blog, pois eu não consegui ficar analisando nada, né? Estava com o boy lá e não prestava atenção em muita coisa.

Chegamos umas 22h lá e pegamos uma fila com umas 20 pessoas, gringos, brasileiros, uma galera bonita. A fila andou rápido, pois subiam 9 pessoas por vez no elevador e não tivemos que esperar nada pra sentar, escolhemos a parte de dentro do bar, pois na beira na piscina, onde é aberto e conseguimos ver parte da cidade, estava cheio.

Celebrando

Uma foto publicada por Taína Sena (@tainasena) em

Pra começar escolhi um drink chamado Sweet Day (hummmmm), que custava 30,00 (a maioria custa esse preço), já a Taína pediu um mais forte, o Red Summer, um long drink que custava o mesmo valor. Não queríamos jantar, mas como estávamos num bar pedimos uma porção de bolinhos gourmet. Acredito que essa porção foi a única coisa que nos desapontou no lugar, custou 56 reais e veio 12 mini (mini mesmo, sabe?) bolinhos de dois sabores diferentes. Eram gostosos, mas achei caro. Preferia ter ficado só na bebida.

Na segunda rodada escolhemos outros drinks, eu peguei um Martini de pêra (nunca havia bebido um Martini) e a Taína (novamente) pegou um drink mais forte, o Sweet Heart, ambos custavam 30,00. Nesse momento levantamos e fomos para a parte aberta do bar, pra beber, conversar e admirar a vista. Nós queríamos tirar algumas fotos do lugar, mas a iluminação escura tirava todas nossas possibilidades e as fotos ficaram ruins. Pra finalizar pegamos uma cerveja cada um (de 15,00) e depois fomos para uma festa, não podíamos ficar muito tempo.

A Taína achou o lugar legal, mas ela esperava que fosse algo mais, mas isso é normal né? Os drinks custam em média 30,00, é praticamente o mesmo preço de beber algo assim nas baladas de São Paulo. No total gastamos 226,60 para os dois, contando todos os drinks, as cervejas e a porção de bolinhos. Achei barato e acredito que voltarei mais vezes, quem sabe com um grupo maior de amigos pra ficar mais tempo.

 

  Give me one good reason why I should never make a change.   Uma foto publicada por Jardinho (@jaderplanob) em

Serviço:
SKYE BAR
Terraço do Hotel Unique
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 – Jardim Paulista.

15dez

O poder de histórias como Jessica Jones

Postado por às em Feminismo, Relacionamento, Séries
cartaz-jessica-jones

Jessica Jones, Netflix 2015

Terminei a primeira temporada de Jessica Jones, nova série da Marvel com Netflix e conversando com duas amigas sobre o que a série representou pra mim, conclui que tinha uma ideia completamente diferente sobre a personagem. Eu sou fã da Marvel, adoro filmes de heróis, porém não conhecia a história dessa série, conhecia vagamente a personagem e fui correr pro Google quando o nome Killgrave apareceu, eu precisava conhecer o potencial do vilão para entender as chances da nossa heroína. Nesse momento eu ainda acreditava que Jessica Jones se tratava de uma série sobre o universo dos heróis, com poderes ou algo mais real (ainda dentro desse universo) como Demolidor, mas não.

A história de Jessica Jones é sobre o universo Marvel, porém também é sobre relacionamentos abusivos e violência contra a mulher. A todo o momento a série faz referências aos episódios do último filme dos Vingadores, inclui uma personagem principal de Demolidor e nos insere no mundo da Marvel, mesmo sem fazer isso abertamente. A diferença desse para os outros projetos da Marvel é que Jessica não usa capa, não usa uniforme. Diferente dos outros ela tem medo de se machucar, vive fugindo do seu agressor, teme por seus amigos e por sua família, ela é como muitas mulheres.

jessica-jones-krysten-ritter

Krysten Ritter em imagem da série Jessica Jones, Netflix 2015.

Eu conheço algumas Jessicas Jones, mulheres que viveram num relacionamento abusivo e se tornaram menores apenas para continuar com suas vidas. Meninas mais jovens e mulheres mais velhas que já passaram por situações horríveis, de vergonha, de agressões e que conseguiram tirar aquele vilão de suas vidas. Elas são como a heroína da série, só que sem a super força, só precisam de coragem para procurar ajuda e aceitar que isso não é uma fatalidade ou motivo de vergonha.

Eu me considero feminista, acredito em todo tipo de luta por direitos iguais e acho que conteúdo como Jessica Jones é muito importante para o momento que estamos vivendo. Estamos entrando no ano de 2016 e ainda precisamos lembrar-nos de coisas simples como respeito, vida em sociedade e de violência contra mulher. Complicado, não é?

Na série, somos apresentados pela personagem título que ainda foge de seu grande agressor. Killgrave é o cara mau, porém é um tipo diferente de vilão, ele é aquele namorado agressivo que não aceitou o fim de seu relacionamento, ele ainda quer chamar atenção e ter “sua amada” de volta, mesmo que para isso tenha que usar a força. É disso que a série fala, sobre um relacionamento abusivo, querer ter o poder sobre uma pessoa, sobre fugir de medo, sobre ter e não ter coragem.

O importante de Jessica Jones não é só inserir mais um personagem no universo Marvel e sim mostrar que é possível lutar contra seus medos, sejam eles dentro ou fora de sua casa. Eu estranhei bastante o andamento de Jessica Jones, porém adorei a série e acredito que ainda precisamos de muitos conteúdos como esse.

09dez

Deixe partir quem não quer ficar

Ryan Gosling e Michelle Williams em cena de Namorados Para Sempre, de 2010.

[Você pode ler esse texto ao som da música Sufoco, do Silva ♫]

Nunca pensei que te deixaria ir, que pararia de te procurar e teria em mente que não somos mais aquela dupla, que não somos mais parceiros. Nunca pensei que mesmo apaixonado por você eu não teria poder nenhum sobre essa relação. Hoje eu não tenho você quando quero e você só aparece quando tem vontade e assim nós ficamos. Cada um do seu lado, até você chegar e querer estar perto.

Pensei muito sobre nossa relação, de idas e vindas, e enquanto escutava uma música do Silva, entendi tudo. Eu me afoguei nesse tanto querer e essa vontade louca de ter você pra mim chegou a ser maior do que eu. E agora eu não só vou deixar você partir, eu vou partir. Vou tirar você daqui para deixar espaço para novas coisas, pessoas e experiências que podem me fazer bem. O espaço que você ocupa aqui dentro estará vazio, procurando se ocupar de algo que me faça bem, ou simplesmente se ocupará dos meus pensamentos bobos e ideias malucas, mas você não estará mais lá.

Essa ideia de querer alguém que não te quer é sufocante, chata e dolorida.

Já contei aqui sobre o quanto gosto de escrever sobre o amor não correspondido, sobre o quanto esse sentimento me da inspiração para criar novos textos e o quanto gosto disso, mas as pautas sobre você acabaram, você não é mais minha inspiração. Você não é mais “você”, agora já faz parte do “eles”, pois nosso capítulo está acabando.

Eu quis tanto estar com você, fiz de tudo para que desse certo, eu fui tudo que eu poderia ser e hoje não quero ser mais nada, na verdade eu quero apenas viver, não quero ficar parado enquanto tudo se move, enquanto o mundo muda. Pois em instantes não serei o mesmo e você continuará distante de mim. E por isso não tentarei mais nada, eu não quero sua sombra nos meus próximos relacionamentos, não quero você como objeto de decoração da minha vida.

Quando chegamos ao ponto de ser completamente verdadeiros com nós mesmos conseguimos nos livrar de sentimentos, coisas e pessoas que não estão nos fazendo bem, que estão nos deixando parados no tempo. Eu acreditava que seria triste deixar de gostar de você, que seria mais ou menos como enterrar o sentimento e eu odeio partidas, mas não é. A vida vai seguir e vou me apaixonar de novo. É como diz num episódio de Grey’s Anatomy, “O carrossel nunca para de girar. O carrossel não para de girar, e nós não queremos girar, e sim, seguir em frente.“, a frase é mais ou menos assim. Hoje eu chego à conclusão que precisamos seguir em frente, deixar o carrossel girando e não olhar pra trás.

01dez

Meus amores passageiros

Postado por às em Amor, Sexo
as-cancoes-de-amor-filme

Louis Garrel e Grégoire Leprince-Ringuet em cena de Canções de Amor, filme de 2008

[Você pode ler esse texto ao som de Amsterdam, do Imagine Dragons ♫]

Hoje eu me apaixonei. Sabe aquela coisa que sobe na gente quando estamos olhando pra pessoa? Não, eu não estou falando de tesão, estou falando de paixão mesmo. Aquela mistura do sentimento sexual com carinho. Eu o queria, queria ignorar todas as pessoas que estavam ali e ficar com ele, ali mesmo, sem pensar duas vezes. Sem pestanejar. Hoje eu me apaixonei.

Ontem eu me apaixonei. Foi lindo ver o sorriso dele enquanto eu o olhava, a barba não conseguia esconder as covinhas daquele riso tímido, ele não estava exatamente respondendo aquele meu amor passageiro, só estava contente em ver que alguém poderia olhá-lo daquela maneira. Eu queria sair dali e ir pra casa com ele, mas sabia que entre todas as opções, isso é impossível. Aquela breve paixão era só pra me alegrar (e alegrá-lo) nesse dia cinza de São Paulo. Mas foi real, ontem eu me apaixonei.

Amanhã vou me apaixonar. Provavelmente sairei de casa atrasado para o trabalho, não vou conseguir pentear a barba como quero, ela estará um pouco bagunçada, mas não eu ligo. Eu entrarei no segundo metrô que parar, pois o primeiro estará mais cheio e lá estará ele. Não é o mesmo de hoje e nem o mesmo de ontem, ele é diferente. Só que algo nele, diferente dos outros, me faz sentir aquela paixão. Não sei se será a barba ou aquele formato meio bagunçado do cabelo. Pode ser até a forma como ele lê o livro que estará em suas mãos, ou aquele brinco tímido e pequeno na orelha esquerda. A única certeza que tenho é que amanhã me apaixonarei.

as-cancoes-de-amor-filme2

Louis Garrel, Ludivine Sagnier e Clotilde Hesme em cena de Canções de Amor, filme de 2008

Todos os dias, encontramos diversas pessoas diferentes e algumas delas nos chamam muita atenção, nos fazem nos apaixonar por segundos ou minutos. Às vezes acontece aquele cena que dura apenas um instante, aquele momento que você olha uma pessoa e a segue com o olhar, sorri e continua seu caminho. Aquele instante de paixão significou tanto, fez você sorrir e respirar fundo. Comigo acontece sempre, sei que é meio que uma auto enganação, mas ao mesmo tempo é bom.

Esses amores passageiros, mais conhecidos como “amores de metrô” já fazem parte do meu dia-a-dia. Eu sempre brinquei nas redes sociais sobre os amores de metrô e ontem essa pauta foi indicada por um leitor do blog e eu pensei em escrever sobre. Todos os dias eu me apaixono nos metrôs da vida, são tantas pessoas diferentes, tantas histórias escritas naqueles rostos marcados pela vida. E eu adoro histórias e adoro imaginar o que eles estão pensando, eu gosto de olhar pessoas, gosto dessa sensação que a paixão passageira nos dá, gosto daquele sentimento de querer que vem e vai tão rápido que nem sabemos quando e onde vai começar e acabar.

Gosto de me apaixonar todo dia. Hoje eu me apaixonei e você?

Plugin creado por AcIDc00L: key giveaway
Plugin Modo Mantenimiento patrocinado por: seo valencia