/ a vida como ela é

19dez

As memórias que nós somos

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[Você pode ler esse texto escutando Million Reasons, da Lady Gaga]

Nos últimos dias eu fiquei pensando sobre experiências anteriores e como elas afetam nossa vida e nosso futuro. Todo mundo já teve medo de entrar numa relação pois estava, sem querer, imaginando que seria igual a última, não é verdade? E essa coisa de trazer lembranças do passado não é só de relacionamentos anteriores, acontece com o relacionamento atual, com amizade, com o trabalho e etc., pois são as memórias e as experiências que acabam nos formando.

Eu já tive medo em vários relacionamentos. No começo deles, na metade deles e no final de deles. Às vezes você passou por uma experiência muito ruim, acredita que já conseguiu deixar de lado, mas age como se aquilo ainda fosse sua realidade mesmo que “já tenha ficado para trás“.

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Sempre tentei deixar com que um relacionamento do passado não afetasse um relacionamento futuro, pois as pessoas não são as mesmas e devemos colocar em nossas mentes que as experiências do passado sempre nos ensinarão a ser melhores. Mas e se as memórias do passado e do futuro sejam sobre a mesma pessoa, a gente consegue deixar o “passado para trás” e viver como se essas memórias não existissem?

Eu não sei vocês, mas eu não consegui. A cada meia palavra dita, cada mancada ou vacilo, a cada falta de atenção tudo aquilo voltava e consequentemente me deixava mal. O pouco tempo que eu tive não deixou com que o passado ficasse para trás, eu precisava de mais tempo para que as coisas ficassem boas e que o passado não importasse mais.

Da mesma forma que não controlamos o tempo, também não controlamos nossos sentimentos, acabamos deixando que as coisas fiquem fora do controle e quando vamos notar, tudo acabou desmoronando. Pois nossas memórias são o que nós somos e em pouco tempo ninguém consegue apagar muita coisa. Mas a gente tenta, né?

12set

Update do projeto #32coisas

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Diferentemente do projeto anterior, eu não vou fazer posts únicos para cada coisa realizada na lista, pq né? Mas vou dar umas parciais, hoje é dia 12, faltam exatamente 12 dias para o fim do projeto, eu deveria estar louca, por que ainda falta muita coisa, mas se tem uma coisa que aprendi com esses 32 anos é ter calma.

Eu gosto de me desafiar, de colocar essas listas pra me tirar do limbo que eu mesmo crio, daquele conforto delicioso da rotina, ah eu descobri que eu adoro a rotina. Eu não gosto de mudar de caminho pra vir trabalhar, o waze diz que o caminho de sempre tá parado, mas eu olho e são 5 minutos de diferença, eu prossigo na mesma rota. Ah, eu adoro a rotina.

Mas vamos ao que interessa? Um update do que eu já consegui realizar nesse meio tempo:

01 – Terminar de ler #GirlBoss – olha, ainda tinha 50 páginas e eu honestamente li só por conta do projeto, por que o livro é muito fraco, cheio de lições de empreendedorismo que eu não queria ler. A história de como ela construiu a loja e tudo mais é bem interessante, mas só.

03 – Conhecer um restaurante novo – essa é a parte mais fácil do projeto né? Eu fui no restaurante O cupim com a Patty, o namorado dela e o Jader. O lugar é daqueles meio bar, meio restaurante, cheio de gente e que serve um cupim na telha que é de lamber os beiços, eu só demorei pra entender que tinha que comer o cupim com a mandioca juntos, porra, que delicia.

07 – Fazer uma hidratação power no cabelo – Sim, eu fiz, tava precisando viu? Eu fui no Jacques & Janine e fiz um procedimento chamado tratamento de luxo da marca Schwarzkopf, risos. Fez bem pro cabelo.

11- Mudar o corte de cabelo – No mesmo dia da hidratação fiz o corte. A Fernanda me deu um mega apoio e ficou pilhando pra eu cortar mais. Pela primeira vez fiz um corte radical, poderia até chamar de big chop hehehe. Acho que primeira vez na vida que cortei o cabelo tão curto. Ainda tô me acostumando com isso, mas tenho que confessar, eu curti pra KRLHO.

 

Uma boa mudança pra abrir a porteira de novidades que vem por ai! #32coisas

 

Uma foto publicada por Taína Sena (@tainasena) em

08 – Comprar a mesa pra casa – Depois de uma longa novela, finalmente eu comprei a minha mesa. Uma amiga indicou uma loja na Teodoro Sampaio e eu fui ver, adorei, ainda não recebi, mas em breve termos fotos!

12 – Me dar um presente MARA – Sim, foi ontem, eu estava de olho em duas coisas na Polishop – nunca pensei que iria gostar de coisas dessa loja. Comprei a panela que não gruda nada, aquela Flavorstone, eu já estava namorando ela bem uns 6 meses. Comprei também um troço de fazer cachos no cabelo pra variar o corte novo.

14 – Fazer mais uma road trip – Dirigir tornou-se uma coisa natural, mas ainda tenho muita cautela. Decidi da noite pro dia ir pra praia, consegui 2 dias de folga, reservei o hotel e parti! Fui pro Guarujá, minha primeira vez dirigindo prá lá. A ida foi meio longa, pois tinha trânsito, a volta tranquila, menos de 2 horas eu estava em casa.

17 – Ir numa balada latina – Eta que esse item foi uma delícia! No facebook a Jeh me disse que topava e coisa de 2 horas combinamos tudo (ela foi responsável por outro item aqui tbém). Fui no Rey Castro, o lugar é gostosinho, tem um monte de gente diferente, não é aquela coisa lotada louca e o ambiente é legal, tem uns casais mais assanhados, mas até ai normal.

18 – Assistir Stranger Things inteira – esse item foi fácil né? Matei em 2 dias, porra que série boa, intrigante e me deixou deveras ansiosa para os próximos episódios.

23 – Conhecer algúem do mundo virtual – A Jéssica é minha amiga virtual faz tempo, tem sei lá uns 3, 4 anos que a gente se segue no twitter e troca mega ideia. Vários crushs errados. Foi ela quem topou ir na balada latina. Adorei conhecê-la e foi aquela coisa, igualzinho no twitter, somos todas loucas. Plus que eu conheci o Danilo do twitter e a Juliana do MBA.

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28 – Começar aulas de francês – Baixei o duolingo de novo e comecei as aulas, por enquanto tá fácil, mas logo a língua começa a enrolar. Oui, Je suis uma femme.

Por enquanto é isso pessoal, obrigada por acompanhar!

29jul

Você precisa se dar uma chance

Jonathan Groff e Raul Castillo em cena da série Looking

[Você pode ler esse texto ao som de Livewire, do Oh Wonder]

Sempre que consideramos entrar num relacionamento ou consideramos conhecer e dar chance para alguém novo, nosso principal pensamento é “devo dar uma chance para essa pessoa?”, mas esquecemos que as vezes devemos nos dar uma chance e deixar de lado todos aqueles pensamos e ressalvas que fazem parte de nossa vida.

Esses dias li um texto excelente que falava sobre a nossa geração, essa geração que acredita ser mais fria, que acredita que vive num mundo sem amor e que leva a ferro e fogo a teoria dos relacionamentos líquidos. Após ler esse texto fiquei pensando que somos nós que escolhemos, somos nós que decidimos parar de responder, ignorar aquela pessoa, deixar o cara “fofo” de lado e não dar chance para aquele que está, literalmente, em nossos pés.

A gente passa por muitas experiências positivas e negativas em nossa vida amorosa e as vezes nos fechamos para algumas pessoas, não damos chance para que um novo amor possa acontecer ou para aquela pessoa que está na nossa. Eu sei que isso é muito complicado e nem sempre a pessoa que é apaixonada por nós consegue mexer com nossos corações, mas e se você dar uma chance? Não para a pessoa e sim para você.

Tenho uma amiga que era apaixonada pelo “cara ideal”, sim aquele cara! Ele era lindo, era inteligente e tinha todos aqueles artifícios que nos deixam super apaixonados, sabe? Mas ele não estava na dela como ela estava na dele, o que aconteceu? Ela acabou sofrendo e se frustrando, imaginando um relacionamento que não saiu da cabeça dela. E depois disso ela deu a chance para o rapaz que pedia sempre para sair com ela. Hoje estão casados e ela olha para trás pensando que a melhor coisa que fez foi dar a chance àquele rapaz.

O curioso é que nós não levamos isso a sério, mas nossas escolhas mudam muito nossas vidas. Imaginem se eu, você ou essa minha amiga estivesse ficado parada sem seguir em frente e sofrendo pelo “cara perfeito”, onde estaríamos agora? Continuaríamos sofrendo pelo cara perfeito.

O que eu quero dividir com vocês é que durante a busca por aquela pessoa que nos bagunce, acabamos perdendo pessoas que nos conforte, oportunidades que nos deixem bem e mais do que isso, acabamos deixando de lado uma possível felicidade. E não é para os outros que devemos dar uma chance e sim para nós mesmos.

19abr

Nada dura para sempre

ele não está tão afim de você-filme

Ginnifer Goodwin e Justin Long em cena do filme Ele Não Está Tão a Fim de Você, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Colors, da Halsey ♫]

Quando começamos um relacionamento colocamos muita expectativa naquilo e certas vezes acreditamos que esse amor vai durar para sempre. É muito bom acreditar que você encontrou alguém que vai dividir a vida com você, é incrível fazer planos enquanto olha para o lado e existe alguém lá. Não é bobeira acreditar em amor verdadeiro ou acreditar em alma gêmea. Eu não acredito mais, porém não acho que é besteira.

Eu já encontrei o amor verdadeiro algumas vezes e sempre achei que nunca amaria mais depois que esse amor acabou, mas logo depois estava eu lá apaixonado e rindo sozinho enquanto pensava no ser amado. Agora corta, vamos para o futuro ver o autor sofrendo pelo fim daquele amor verdadeiro e acreditando que jamais amaria de novo. Bobeira achar que não vai surgir uma nova pessoa que fará seus olhos brilharem e seu coração bater mais forte.

Hoje li uma frase no Facebook de uma cantora que sigo, que dizia “Nada dura pra sempre, os tempos mudam” e foi pensando nisso que resolvi dividir mais um capítulo da minha história com vocês aqui.

Eu estou apaixonado e como das outras vezes acredito que esse amor é real. Acredito que é aquele amor verdadeiro e que nunca sentirei igual, maior ainda que da última vez. Só que por alguns motivos essa relação não deu certo e estou tentando caminhar em frente, tentando não pensar no “poderia ter dado certo” ou “será que acabou mesmo?”, eu simplesmente tento não pensar e apenas estou seguindo em frente.

Como das outras vezes eu estou passando por uma situação complicada, é difícil ser rejeitado e ter que abrir mão daquilo que você acredita ser sua felicidade. Mas eu olho pra trás e penso “eu já senti isso antes”. E essa é a parte da vida que está me dando forças pra seguir em frente, afinal há dois anos estava eu triste pelo fim de um relacionamento e hoje aquilo é só uma lembrança legal de uma parte da minha vida.

Eu sou muito apegado a pessoas e por isso eu não gosto de concordar com certas coisas, mas eu concordo muito com essa frase e hoje consigo enxergar claramente que a vida é assim, nada dura para sempre. O seu amor não dura a vida toda, ele muda, ele se transforma. Claro que em alguns casos ele pode se transformar e continuar, mas em outros ele se transforma e acaba.

Para quem continua amando é mais complicado, a gente vai sofrer e eu gosto de sentir todas as fases de um relacionamento, desde o amor que tira você do chão até a parte triste. E ainda acredito que devemos passar por isso, o sofrimento nos ensina.

Só que hoje eu aprendi algo, a vida não acaba quando seu amor vai embora. A vida continua e você vai acabar encontrando outros amores e vai chorar de alegria e também de tristeza e aos poucos vai aprendendo a lidar com isso, pois as pessoas mudam e os sentimentos também.

Eu escrevi esse texto enquanto escutava Colors, da Halsey, e destaco essa parte que fala basicamente sobre mudanças:

You were red, and you liked me ‘cause I was blue
But you touched me, and suddenly I was a lilac sky
Then you decided purple just wasn’t for you

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

05abr

Você não merece isso

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Joseph Gordon-Levitt em cena de (500) Dias com Ela, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Livewire, do Oh Wonder. ♫]

As vezes a gente se pergunta o motivo de estar em certa situação, de estar em certo relacionamento ou determinado lugar, mas antes mesmo de tentar uma resposta para nossa própria pergunta já sabemos lá no fundo que estamos ali por uma escolha nossa. Nossas ações nos levaram até aquele determinado lugar, nos guiaram até aquele ponto, só que as vezes nem percebemos isso.

É muito difícil lidar com nossos sentimentos, amar é algo tão complexo que não deveria ser tão fácil. Acredito que deveríamos estudar anos e anos e após isso ganhar a liberdade para viver um amor. Assim seria mais fácil, erraríamos menos, aproveitaríamos mais. Mas se fosse assim não seria vida, não é? É esse tal de livre-arbítrio que fode tudo.

Parece meio óbvio dizer isso aqui, mas sabemos que todas as nossas ações tem reações. Nós escolhemos quem vamos encontrar, quem vamos namorar e quem vamos casar. Nós escolhemos entrar num relacionamento, nós não merecemos, sabe? Decidimos e essas nossas escolhas acabam nos levando a certos lugares incríveis, mas, muitas vezes, também podem nos levar a dor. Estranho isso, né? Eu e você causando nossa própria dor.

Claro que não é de propósito que o ser humano acaba se causando dor, mas é algo natural. Certo dia você vai chorar e sofrer por amor, pensar que nunca mais amará alguém e acreditará que tudo está acabado. E o pior é que isso é completamente normal, não merecemos, mas é normal.

Um dia levantei da cama, pensativo e fiquei observando o nada da janela do meu apartamento, pensando na minha vida, nas minhas escolhas e em como fui parar ali. Aquele homem estava confuso e não sabia o que fazer, ele só não queria sofrer. Sentou em seu sofá, rabiscou um papel no escuro com uma mensagem fofa e guardou, depois disso repetiu pra si mesmo diversas vezes “Eu não mereço isso” e foi dormir. Enquanto ele não conseguia cair no sono continuava repetir a frase “Eu não mereço isso” até que finalmente dormiu. E ao acordar a primeira palavra que disse foi a última que pensou.

O fato é que nossas escolhas nos levam a vários lugares, incluindo aqueles que não gostaríamos de estar. Sabemos que nem são tudo são flores e precisamos entender como andar por esses caminhos mais complicados, pois a culpa é nossa sim, mas fugir do sofrimento é besteira. É como se acovardar e mentir para si mesmo.

Nós não merecemos sofrer e estar numa relação infeliz, não merecemos a ingratidão ou traição. Apenas escolhemos entrar nesses caminhos, pois acreditamos que poderia ser dessa vez e em certos momentos até falamos o famoso “agora vai!”, mesmo quando não vamos a lugar nenhum.

Todo mundo merece ser feliz, independente de ter alguém ou não. Só precisamos fazer as escolhas certas e não as óbvias.

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