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06nov

Meu primeiro investimento fora da poupança

Postado por às em Dinheiro
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photo by google

Eu tenho certeza que você já deve ter lido muito sobre os problemas da poupança e que com essa crise econômica e política ela é um fator negativo, que na verdade com a inflação alta, você está perdendo dinheiro, a informação está correta, mas vamos lá, você que está ai começando o seu plano de guardar dinheiro, deve seguir forte e não pensar: “ah já que está ruim, melhor eu postergar isso!” eu sei que muita gente pensa assim. Melhor você guardar o seu din din lá todo mês e depois que criar o hábito migrar para outros investimentos.

Eu tenho um perfil muito conservador e confesso, tenho muita dificuldade de entender sobre os investimentos, eu leio muito, sério, muito sobre títulos do tesouro, FII´s, ações, tudo mesmo sobre renda fixa e variável, obviamente meu perfil é sempre pra renda fixa, mas não é fácil pra mim entender tudo que envolve estes lances.

Considerando o atual cenário eu resolvi me arriscar e contei com a ajuda de um amigo que conversando, indicou investir no tesouro direto, então eu super pesquisei e vi que primeiro a gente precisa abrir uma conta numa corretora, procurei a indicada por ele, tudo pela internet, rápido e fácil, obviamente eu pesquisei sobre a idoneidade da corretora, e o mais legal foi que para muitos casos eles não cobram corretagem e taxas de administração, então eu tomei coragem!

Analisei como anda a taxa Selic (14,25%) e como existe um título público chamado Tesouro SELIC, eu fui atrás e aparentemente ele é mais simples, tem rentabilidade diária, flexibilidade de retirada, e quanto mais tempo você deixa, menos imposto de renda você paga, comprei então meu primeiro título público! Me senti muito maravilhosa!

Depois do primeiro mês eu analisei a rentabilidade e vi que mesmo que se eu quisesse retirar o dinheiro de um mês para o outro, tendo que pagar o valor mais alto de imposto de renda, vale mais a pena que a poupança, bem mais, já até fiz minha segunda compra!

Então se você assim como eu fica inseguro em relação a sair da poupança, talvez esse seja o melhor momento para tentar novos horizontes, com segurança sempre!

21out

Você é mais importante que seu trabalho

Postado por às em Dinheiro, Trabalho

Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

[Você pode ler esse texto ao som de Paris, do Magic Man ♫]

Sempre que me perguntam “quem é o Jader”, respondo aquele blá blá blá que não diz nada sobre mim. Que sou publicitário, tenho 28 anos, trabalho com cinema… Esses dias, parei para pensar sobre esse tipo de resposta e sobre o que realmente sou e pensei que eu poderia responder que tenho 28 anos, sou bastante bobo, adoro beber, me apaixono muito rápido mas costumo demorar para esquecer um amor, não gosto tanto de chocolate quanto poderia e adoro reunir meus amigos para falar bobagem. Esse sou eu, o publicitário que trabalha com cinema está comigo apenas 8 horas por dia (as vezes um pouco mais), de segunda a sexta. Ele deve ser uma pessoa, mas eu sou outra.

O meu eu quando está no trabalho pode ser engraçado e rir de vez em quando, mas ele tem relatórios e resultados para entregar, ele é um cara legal (até demais), mas pensa em números e resultados o tempo todo. Já o meu verdadeiro eu ri e fala bobagens, ri de memes na internet e compartilha vídeos de cachorrinhos goleiros no Facebook, pensa como esse cara é muito mais legal que o outro, não é?

O nosso trabalho é muito importante, ele não apenas faz com que nossas contas sejam pagas, ele faz com a gente se sinta funcional, parte dessa máquina louca que chamamos de sociedade. O nosso trabalho nos leva para Paris, pra Barcelona (e eu adoro viajar), mas até quando você vai acreditar que seu trabalho é a coisa mais importante da sua vida? É nesse ponto que a gente erra. Você vive trabalhando para um dia viver, mas e se esse dia não chegar?

Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

Eu assisti aos filmes da série “De Volta para o Futuro” e não tinha parado para pensar, no auge dos meus 12 anos, como seria o ano de 2015, quando Marty McFly chega ao futuro. Hoje é esse dia. E o que mudou? Nada, ainda estamos trabalhando demais e vivendo de menos. Como disse meu amigo Alysson no tweet abaixo: nós estamos errando.

A verdade é que você é mais importante que seu trabalho, se você não está lá não tem outra pessoa no seu lugar, as vezes nem existe uma pessoa que sabe fazer tudo que você faz, que consegue pensar da mesma forma que você e executar o trabalho tão bem quanto nós mesmos. Sabe? Você tem pensar o quanto esta sacrificando da sua vida para viver o seu trabalho, para ser aquele eu que nem é tão divertido assim, que não pode ser bobo e rir com os amigos.

Eu adoro meu trabalho, gosto muito do que faço, mas sou bem mais importante que ele. Cheguei no ponto da minha carreira que é assim que penso e acredito que todos nós deveríamos pensar assim. Da mesma forma que é importante pra você ter um trabalho, é importante e essencial para seu trabalho ter você lá e se não for importante existe algo de errado.

06out

Impostos, rendimentos e poupança, você analisa?

Postado por às em Dinheiro, Você rica
Woman Counting Money --- Image by © Kate Mitchell/Corbis

foto by © Kate Mitchell/Corbis

 

Você tem se planejado financeiramente para qualquer imprevisto na sua vida? Eu sempre me pergunto por que as pessoas não tem um plano financeiro, eu sei a resposta, nunca existiu esse tipo de educação e as que se planejam são por instintividade ou aquele lance de amar guardar grana.

Esses dias o Jader me disse que eu penso muito nos impostos, confesso que é verdade, um exemplo disso é que na semana passada uma amiga veio nos perguntar sobre uma proposta de trabalho, minha primeira análise foi ver que a mudança salarial era de 3 para 4k, mas que na verdade ela planejava fazer uma proposta para 5k, eu então comentei que ela mudaria completamente a faixa de Imposto de renda, saindo de 15% para 22,5% e com base nisso, ela deveria considerar os cenários para efetivar tal mudança, uma vez que esse novo trabalho não oferecia um plano de saúde e o VR era bem baixo.

Ela está analisando, mas eu observo que a maioria das pessoas não tem essa preocupação em relação aos impostos ou pensam em fazer um plano de “segurança” e a maioria das vezes isso se dá por falta de informação e por achar que não dá. Sempre dá, é uma questão de se planejar.

Os especialistas em finanças recomendam que sempre tenhamos uma reserva financeira de 6 meses de salário, para qualquer eventualidade, você lê isso e cai na risada, mas essa é a questão, não precisa seguir essa fórmula pra sair desse problema, você precisa adequar suas finanças e criar um “projeto”, que comece pequeno e vá crescendo, o grande segredo é começar.

Eu tenho um plano básico aqui pra vocês criarem o hábito de poupar:

A cada semana você deposita 15,00 na sua conta poupança, ou faz uma programação de depósito de 60,00 por mês, no final de um ano você terá economizado 760,00 fora os juros acumulados: “ ah não é muito dinheiro Taína”, mas você saiu do nada, de sem reserva alguma, para 760,00 que podem te salvar de algum imprevisto sem você ter que entrar no cartão de crédito ou cheque especial.

Este é apenas um plano para você criar o hábito, você verá que vai criar gosto pelo “projeto” e certamente vai reajustar os valores para crescer o seu patrimônio.
Tenho certeza que 60,00 reais por mês não te fará mais pobre e a satisfação de ver o seu dinheiro crescendo ali é muito boa, reconfortante. Espero que você siga o plano e volte aqui pra comentar.

© Getty Images

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16jul

Como eu aprendi a falar inglês

Postado por às em Dinheiro, vida

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Eu sempre fui apaixonada por inglês, sempre achei maravilhoso, lindo ouvir as pessoas falarem inglês, principalmente nos seriados (pode me chamar de velha já que hoje todo mundo só fala séries), eu me lembro de assistir The OC e ficar fantasiando o dia que eu iria viajar para um país de língua inglesa e quando eu finalmente iria falar inglês.

Mas como todo mundo sabe, o mundo gira, o mundo é uma bola e nem sempre dá pra fazer as coisas, eu venho de uma família humilde, então eu corri muito atrás disso, eu só consegui começar as aulas depois que comecei a trabalhar fora. Minha primeira escola foi a Wizard, eu aprendi bastante, e acho que é uma boa escola para quem não tem base nenhuma, fiquei um ano lá e bum! Eu engravidei! Ai já era né?

ingles

Mas eu era apaixonada pela língua, então estava sempre em contato tentando aprender algo, não era como hoje que tem tudo na internet, mas eu dava meus pulos. Depois que as gêmeas nasceram e a poeira baixou, uns dois anos, eu voltei a estudar e dessa vez eu fiz Cultura Inglesa, era um projeto dentro da minha faculdade, eu tinha aulas aos sábados o dia inteiro, era maçante, mas foi ótimo, uma boa escola, com professores que tinham bastante background. Mas ai não me lembro por que eu precisei parar, acho que foi mais um ano parada e ai eu comecei a trabalhar numa multinacional americana, sempre tentava falar com as pessoas das outras unidades, estava sempre lendo a intranet, que era toda em inglês.

Eis que eu resolvi voltar e com uma parceria entre a empresa, eu comecei a estudar no Cel Lep, e posso dizer para vocês sem sombra de dúvida, foi a melhor escola que eu já estudei, considerando que eu já conhecia a metodologia de duas, a forma como eles ensinam é muito boa, meu nível cresceu rapidamente e eu ganhei muita confiança, tudo bem que eu sempre gostei e nunca tive vergonha de me jogar, lembro que uma vez uma professora me disse: “você fala inglês fluentemente errado”, mas eu falava e eu descobri que o segredo é realmente não ter vergonha de falar, tem que se jogar. Fiquei por 8 meses estudando pesado no Cel Lep e sai da multi americana e fui pra uma alemã que exigiria 110% do meu inglês, então eu me joguei!

Todos os dias eu tinha ~calls~ e muitos e-mails para responder, e foi ai que eu percebi que consegui evoluir mais ainda, ou seja, quando você realmente coloca o idioma na sua vida, isso torna tudo mais fácil de absorver. As pessoas sempre me pedem dicas de inglês e então por isso eu resolvi contar sobre como foi esse processo todo. Se você tiver alguma pergunta, manda ai!

 

08jul

Viajando sozinho: Barcelona

Postado por às em Dinheiro, Viagem
vickybarcelona

Scarlett Johansson, Rebecca Hall e Patricia Clarkson na La Pedrera (Casa Milà) em Barcelona, no filme Vicky Cristina Barcelona, de 2008

Como vocês devem ter visto, escrevi aqui no blog sobre como organizar sua primeira viagem para a Europa (veja aqui). Logo depois que fiz o post pensei que poderia ser mais específico falando das minhas aventuras, dando dicas sobre as cidades que passei e mostrando pra vocês como pode ser fácil (e divertido) viajar sozinho. Como Barcelona foi um dos meus primeiros destinos (e aquele que mais tempo passei), resolvi começar por ela.

Barcelona é uma cidade pequena, mas é cheia de oportunidades para diversão. Você pode beber em diversos bares por preços amigáveis, passear na praia, visitar os lugares turísticos, ir ao estádio do Barça, ir nas baladas da praia… Enfim, a cidade é pequena, mas é gigante ao mesmo tempo.

Eu cheguei em Barcelona no começo de dezembro, era inverno mas a cidade não é tão fria (Se fosse comparar Barcelona com alguma cidade do Brasil essa cidade seria Rio de Janeiro). Cheguei à noite, cansado demais e fui procurar o apartamento que havia alugado. A cidade era o segundo destino da minha primeira viagem para a Europa, eu estava vindo de trem de Madrid e desembarquei na estação Barcelona Sants, que era do lado do local que eu ficaria. Como era muito perto, decidi pegar um táxi. Em Barcelona às vezes vale muito a pena você pegar um táxi, pois como a cidade é pequena você chega rápido em todos os lugares (menos no estádio do Barcelona, tem trânsito em dia de jogo).

Ao chegar ao apartamento dei muita sorte, pois ia dividir com uma brasileira e dois russos. A brasileira, que hoje é minha amiga, já me chamou pra sair na hora e eu, como não nego fogo, aceitei. Era umas 22h, não me lembro direito, e fomos para o Bairro Gótico procurar algum bar para beber ou comer alguma coisa. Esse foi meu primeiro dia viajando sozinho em Barcelona.

Nos trinta dias que fiquei em Barcelona eu estava estudando espanhol, logo minhas manhãs estavam ocupadas (de segunda a sexta, claro). Então a diversão ficava para o período da tarde. Chegava do curso, deixava os materiais, preparava um almoço (comer em casa é incrivelmente mais barato quando você está viajando) e deixava para fazer a refeição “mais cara” para o jantar. Como eu estava na cidade por um período grande de tempo, não planejava meus passeios todos os dias, às vezes decidia na hora e outras apenas saia andando olhando o mundo. E isso também era divertido. Às vezes você não precisa planejar todos os seus passos, as descobertas aleatórias também são incríveis.

A noite de Barcelona é super agradável, a cidade é jovem e convidativa. Mas se você está sozinho precisa se preparar para arrasar nas escolhas. Como a cidade é turística, tem praia e tem muitos jovens, existem algumas baladas na beira da praia que são incríveis. Antes de você chegar a qualquer balada dessas você estará cheio de vips (tem bastante gente entregando vips por todos os lados), logo não pagará para entrar, mas a bebida é bem cara. Por isso você deve fazer o “jeitinho brasileiro” e bolar um esquenta. Eu fui algumas vezes no Espit Chupitos, é um bar incrível que tem mais de 600 tipos de shots. O legal é que esse bar é bem turístico, é um ótimo lugar para você fazer um esquenta e conhecer alguém para uma balada posterior (saímos de lá acompanhados). Então, go!

Outro ponto positivo de Barcelona (e de viajar sozinho) é a qualidade do transporte público. Tem metrô em todo lugar! Uma vez, voltando de uma balada às 03h da manhã eu vi o metrô aberto e pensei “Whattt?”, naquele final de semana era 24 horas, então eu sai de lá sem me preocupar. Lindo né?

Outra dica muito importante é: faça amizades. Além de você tem outras centenas de pessoas que estão viajando sozinhas, principalmente em hostel. O legal de ficar em hostel é que você só ficará sozinho se quiser, além de ter muitos outros jovens prontos para se divertir, todo final de semana uma ou outra balada tentará te tirar todos os hospedes e levá-los para balada. Pode ser um “pega turista”, mas pode ser legal também. É só você ficar de olhos abertos e ficar aberto para se divertir.

Ao contrário do que pensam, viajar sozinho não é chato. Eu me diverti muito durante meus dias por Barcelona, Paris e Madrid, conheci várias pessoas e passei por lugares incríveis. É uma experiência que eu indico.

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