/ Episódio de Hoje

05set

Um dia você vai…

Postado por às em Episódio de Hoje, Relacionamento

casalfeliz

[Você pode ler esse texto ao som de Felicidade, do Marcelo Janeci]

Um dia você vai sentar numa mesa de bar com um cara que não vai te julgar por quantos copos de cerveja você bebeu, quantos shots de algum outro alcoólico estranho você virar. Vocês vão passar horas rindo, falando amenidades e coisas sérias, como se conhecessem há anos.

Vocês vão sentir desejo e reciprocidade. E não haverá necessidade de explicação, todo julgamento será extinto. A atração ultrapassará a “coisa de pele” e se tornará admiração.

As milhões de mensagens e os encontros em qualquer dia da semana, derrubarão o mito do “sumiu e não ligou no dia seguinte”. Vocês vão se ver e andarão de mãos dadas, sem vergonha, sem medo, mas com um sentimento de “estou me fazendo feliz”.

Vocês terão o colo de um ao outro pra chorar, o ombro pra apoiar, e o abraço pra lembrar sempre que vai ficar tudo bem.

Vocês terão milhões de diferenças e outras milhões de semelhanças. Mas ao final do dia, vão tentar fazer disso tudo, aprendizado.

Um dia, você vai pensar que idealizou tanto algo que, na verdade, queria mesmo é que viesse assim, de surpresa, fora da curva, que atropelasse todos os seus “achismos” e teorias sobre relacionamento. Porque na verdade, relacionamento tá longe de ter uma fórmula, tá longe de ser um plano, tá longe de qualquer entendimento. Mas acontece. Um dia.

***Este post foi escrito por Patrícia Mascarenhas que é uma querida amiga e leitora do EdH***

16fev

A falta de ar

InsideLlewynDavis

Oscar Isaac em cena do filme Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Colour Me In, do Damien Rice ♫]

Nunca fui o tipo de cara que teve sorte ou facilidades na vida, de longe como “carente” que sou desde infância sofria demais com o favoritismo dos meus pais com o meu irmão. Tenho uma tia que se chama Hermínia, nome esse me deixa feliz só de pensar ou ouvir, pois essa tia sempre fez e faz o possível e o impossível para que eu fosse mais feliz, e sempre me salvava tentando me fazer sentir-me especial. Mas, cansado de toda indiferença dos meus pais tentei ser independente e passar o maior tempo longe de todos eles, nessa crise de carência não saciada resolvi jogar a verdade e me assumi durante uma discussão, e mais uma vez não tive acolhimento ou aconchego, sucintamente minha mãe proferiu a frase “não quero esse tipo de gente debaixo do mesmo teto que eu”, recolhido no meu eu e com ego inflamado comecei uma aventura fora de casa. Até a saída final da casa dos meus pais se passou um ano, mas por fim sai.

Fui procurar aconchego e carinho nos braços de um rapaz dois anos mais novo que me chamou pra dividir um apartamento e uma vida, tínhamos um cachorro, uma vida boa e até divertida, pelo menos nos seis primeiros meses, logo fui deixado de lado e ignorando sinais que às vezes nos negamos a ver, que me dizia que eu era opção e não uma escolha. Um dia saí do trabalho mais cedo e fui à casa de um amigo do casal (eu e meu ex), e ao chegar lá encontrei os dois dormindo abraçados. Isso mesmo, o meu ex e o “meu amigo”, nessa hora fiquei em choque sem saber o que fazer, fui tentar acordar e querer uma explicação, mas acabei agredido e com uma cicatriz no braço direito, foi quando perdi as esperanças e resolvi vir pra São Paulo de vez, cidade que era um latente em minha mente desde adolescente e mediante toda a situação resolvi ir embora de Natal o mais breve possível.

Maio de 2008, por volta das 19h eu chegava em São Paulo. Era a personificação da inocência e, com pouco tempo, acabei me iludindo por um jovem paulista e me envolvi em um relacionamento. Como sempre estava ignorando os sinais de ser uma opção e não a escolha.

Um pouco mais de 6 anos de relacionamento, morando junto e vivendo um sonho, percebi que aos poucos aquilo foi se tornou um pesadelo, cansado de tudo eu criei coragem para colocar um ponto final a pedidos abusivos, rejeições e cobranças que beiravam o absurdo, assim em dezembro de 2015 resolvo ir morar só e ver se a distância resolvia um pouco. Imaginei que a saudade poderia “temperar” esse relacionamento, mas como um temporal que do nada vira tormenta, me vi atormentado pelos mesmos fantasmas da falta de confiança, ciúmes e tudo mais que vem junto no pacote, e em janeiro decidimos colocar um ponto final em tudo.

Segui sozinho. Sem rumo e sem destino como sigo até hoje, vivendo um dia de cada vez, tentando não me iludir mais, colocando a experiência em prática sem tentar desanimar e nem cair. Mas, no final do dia quando a escuridão parece me devorar lembro-me de Hermínia e fico com um pouco da luz dela e sempre penso que no fim tudo se resolverá.

*Esse texto é um episódio de um leitor do EdH, que pediu que fosse mantido em sigilo.

12fev

Essas nossas idas e vindas

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Felicity Jones e Anton Yelchin em cena de Loucamente Apaixonados, de 2011.

[Você pode ler esse texto ao som de Half The World Away, da AURORA]

Nós tínhamos uma história, essa relação que existe de tempos em tempos nos fazia sorrir, nos deixava bem, nos preenchida um pouco e tirava aqueles sorrisos bobos em vários momentos do dia, nós estávamos escrevendo algo juntos.

O tempo foi passando e nossas diferenças foram ficando cada vez mais explicitas, mesmo assim queríamos continuar, tentamos e tentamos, pois acreditávamos que tudo isso valeria a pena um dia. Mas nossas vidas foram tomando rumos diferentes e começaram a ser preenchidas com coisas que não imaginávamos, mesmo assim continuamos tentando, daquele jeito meio sem entender o motivo, mas estávamos nós lá, não tão firmes e não tão fortes.

Muitos dias e noites sem nos ver, alguns dias sem trocar palavras de amor, sem trocar mensagens fofas, sem trocar mensagens. Passavam semanas e voltávamos a nos falar, ainda não era estranho, era confortante estar com você e falar sobre amenidades, você falava das suas músicas e eu dos meus filmes, ainda conseguíamos dividir algumas coisas.

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Até que um dia eu acordo e não penso em você. Do outro lado está você abrindo os olhos numa manhã clara pensando na vida, pensando na sua vida sem eu nela. Não que você quisesse ter me esquecido, você simplesmente esqueceu. E a mesma coisa aconteceu desse lado, eu te esqueci. Paramos de pensar um no outro, paramos de escrever aquele “bom dia” despretensioso.

Algum tempo depois, meses ou semanas não sei direito, estávamos novamente sendo o que éramos antes. Jogando conversa fora, falando de música, de filmes ou de livros. E falando de nós. Voltamos a ser o aquele dupla de sempre, pensamos no futuro e fizemos alguns planos, mas ainda vivíamos longe e isso não ajudava em nada.

Mais uma vez começamos a nos distanciar e pior que isso, nos estranhar. Ninguém tomava decisões, ambos viviam suas vidas separadas e lembravam-se do outro de vez em quando. Lembravam um do outro quando precisavam se sentir bem, quando queriam atenção, amor carinho, esperança…

Essa nossa relação não acabou e não vai acabar tão cedo, é mais ou menos um carrossel que só vai parar de girar quando um dos dois quiser descer ou quando os dois tomarem essa decisão juntos. Descer do carrossel e seguir a vida.

22set

No episódio de hoje: #Instameetblack

Postado por às em Episódio de Hoje

Capturar

Na semana passada nossa amiga Ana Paula nos convidou para conhecer um evento que ela e alguns amigos organizam, uma saída fotográfica temática, normalmente eles sempre fazem saídas, mas pela primeira vez o evento teria um tema e seria global, intitulado de #InstameetBlack todos deveriam vestir preto e fazer fotos com a temática usando alguns pontos do Parque Ibirapuera como plano de fundo.

O evento foi no Ibirapuera, mas envolveu também toda a comunidade, ou seja, outros estados e países também participaram publicando as fotos com o tema e usando a hashtag #InstameetBlack, países como: Canadá, Indonésia, Itália, México e outros também postaram suas fotos no instagram e movimentaram a tag.

Além das fotos ~black~ rolou uma gincana para engajar a galera mais nova, que nunca foi a nenhuma dessas saídas, onde elas tinham que tirar fotos com objetivos específicos como #minimal – você posta uma foto minimalista, #myflyngumbrella – uma foto mega difícil pulando com o guarda-chuva e detalhe, os pés não podem aparecer! Entre outras, a foto mais legal ganhou um prêmio oferecido pelo grupo.

Eu achei mega interessante e fiquei realmente embasbacada com essa galera que se move e vai a esses encontros, a Ana Paula nos explicou que eles fazem saídas temáticas todos os sábados e uma grande comunidade está envolvida, uma galera tranquila, de boa, que gosta de tirar boas fotos, interessantíssimo.

No total to evento foram 1500 fotos com a #instameetblack e mais de 50 participantes em SP. No feed do @instameetblack eles vão postar as fotos que os organizadores mais curtiram.

Eu separei aqui algumas das fotos que eu achei mais legal e fiquei impressionada com a qualidade dos cliques e com a sensibilidade e visão desses instagramers.

Girl power #instameetblack_amsterdam #instameetblack

Uma foto publicada por Stella (@stellafotografie) em

. . Irlanda sendo representada pela cidade de Cork no InstameetBlack ? . . Ireland being represented by the city of Cork in InstameetBlack ? . Cena2 . . ——————————————– #Instameetblack #Instameetblack_Ireland ——————————————– ——————————————– ????✌️ ——————————————– #achadosdasemana #igrecommend #FreedomThinkers #insta #igers #travel #Instameetblackes #mobgraphia #instamoment #instarefa #backpacker #FTVoices #irlanda #irland #igersireland #ig_Europa #ig_europe #ig_captures #igerscork #city #cities #blackandwhite #archilovers #igmasters #ig_masterpiece #instagood #instarefa #instaboy #irlande Uma foto publicada por Mochileirosp (@mochileirosp) em

Loving is fine if you have plenty of time… #instameetblack

Uma foto publicada por Jardinho (@jaderplanob) em

Tão perto e tão longe #instameetblack

Uma foto publicada por Taína Sena (@tainasena) em

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