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17ago

3 lições que o Masterchef e sua semifinal podem ensinar sobre carreira

Postado por às em Gastronomia, televisão, Trabalho

masterchefecarreira2016

Ontem foi transmitida a semifinal da terceira edição do já consagrado Masterchef Brasil. A atração é muito popular, principalmente nas redes sociais, onde mobiliza milhares de pessoas.paola carosella

De um lado Leonardo Young, empresário paulista, com raízes orientais, tem uma família tradicional e no auge dos seus 30 anos já é sócio de um restaurante. Do outro Bruna Chaves, professora, mineira e especialista em confeitaria.

Raquel Novais, 32 anos, disputou a segunda vaga na final, também empresária, queridinha das redes sociais por sua extrema elegância e educação, mas perdeu a vaga, por qual motivo ainda tento entender.

Diante do programa, pensei em listar aqui 3 lições que eu e você podemos tomar e aplicar no nosso dia-a-dia no mundo corporativo:

Trabalhar sob pressão

Os concorrentes foram testados inúmeras vezes no limite da emoção, onde ter inteligência emocional foi fator chave. Nesse ponto, podemos destacar que Raquel esteve nas provas de eliminação e manteve-se muitas vezes mais calma que os demais, já Léo, perdeu a concentração e por muito pouco mesmo não foi eliminado. Tenho certeza de que você passa ou passou por situações de pressão na vida real, em ambientes adversos, profissionais com temperamentos explosivos, conseguir entregar bons resultados, lidar com pensamentos diferentes e saber transitar neste cenário, certamente lhe trará resultados diferentes.

Saber ouvir críticas

O tempo todo o trabalho dos participantes foi avaliado, criticado e cada um recebeu com feedback positivo ou negativo. Saber lidar com essas críticas e transformá-las em resultados positivos separa os bons profissionais dos que tem destaque. Você está sob julgamento o tempo todo, saber lidar com um resultado bom ou ruim é fundamental para crescer ou estagnar sua carreira

 Ser estratégico

Utilizar todos os recursos e extrair o melhor das pessoas é uma questão-chave em qualquer empresa, quem vence é você, mas sem conseguir trabalhar bem em equipe, você até consegue atingir seus objetivos, mas o caminho será mais longo. No reality, os profissionais estão competindo por um único título, o de Masterchef Brasil, mas no meio do caminho existem muitas provas, algumas em equipe, onde ele precisa saber lidar com múltiplas personalidades, assim como no seu escritório/agência. Conhecer os pontos fortes de cada membro da equipe, saber lidar com o temperamento e comportamento de cada profissional com quem tem que trabalhar é uma grande sacada.

Com o programa de ontem, podemos concluir que nem sempre o mais preparado vence, que mesmo com um histórico quase perfeito, um erro pode significar perder uma grande chance e que senso de oportunidade é uma característica diferenciadora.

Masterchef-Brasil-3x22

21out

Você é mais importante que seu trabalho

Postado por às em Dinheiro, Trabalho

Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

[Você pode ler esse texto ao som de Paris, do Magic Man ♫]

Sempre que me perguntam “quem é o Jader”, respondo aquele blá blá blá que não diz nada sobre mim. Que sou publicitário, tenho 28 anos, trabalho com cinema… Esses dias, parei para pensar sobre esse tipo de resposta e sobre o que realmente sou e pensei que eu poderia responder que tenho 28 anos, sou bastante bobo, adoro beber, me apaixono muito rápido mas costumo demorar para esquecer um amor, não gosto tanto de chocolate quanto poderia e adoro reunir meus amigos para falar bobagem. Esse sou eu, o publicitário que trabalha com cinema está comigo apenas 8 horas por dia (as vezes um pouco mais), de segunda a sexta. Ele deve ser uma pessoa, mas eu sou outra.

O meu eu quando está no trabalho pode ser engraçado e rir de vez em quando, mas ele tem relatórios e resultados para entregar, ele é um cara legal (até demais), mas pensa em números e resultados o tempo todo. Já o meu verdadeiro eu ri e fala bobagens, ri de memes na internet e compartilha vídeos de cachorrinhos goleiros no Facebook, pensa como esse cara é muito mais legal que o outro, não é?

O nosso trabalho é muito importante, ele não apenas faz com que nossas contas sejam pagas, ele faz com a gente se sinta funcional, parte dessa máquina louca que chamamos de sociedade. O nosso trabalho nos leva para Paris, pra Barcelona (e eu adoro viajar), mas até quando você vai acreditar que seu trabalho é a coisa mais importante da sua vida? É nesse ponto que a gente erra. Você vive trabalhando para um dia viver, mas e se esse dia não chegar?

Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

Eu assisti aos filmes da série “De Volta para o Futuro” e não tinha parado para pensar, no auge dos meus 12 anos, como seria o ano de 2015, quando Marty McFly chega ao futuro. Hoje é esse dia. E o que mudou? Nada, ainda estamos trabalhando demais e vivendo de menos. Como disse meu amigo Alysson no tweet abaixo: nós estamos errando.

A verdade é que você é mais importante que seu trabalho, se você não está lá não tem outra pessoa no seu lugar, as vezes nem existe uma pessoa que sabe fazer tudo que você faz, que consegue pensar da mesma forma que você e executar o trabalho tão bem quanto nós mesmos. Sabe? Você tem pensar o quanto esta sacrificando da sua vida para viver o seu trabalho, para ser aquele eu que nem é tão divertido assim, que não pode ser bobo e rir com os amigos.

Eu adoro meu trabalho, gosto muito do que faço, mas sou bem mais importante que ele. Cheguei no ponto da minha carreira que é assim que penso e acredito que todos nós deveríamos pensar assim. Da mesma forma que é importante pra você ter um trabalho, é importante e essencial para seu trabalho ter você lá e se não for importante existe algo de errado.

08set

Geração 2, 3 anos

Postado por às em Relacionamento, Trabalho

mulher-desesperada-24803A moda agora são os textos e mais textos sobre felicidade no trabalho, sobre largar tudo e ir viajar, largar tudo e empreender ou fazer parte da maioria e ficar preso no escritório lendo essas matérias e sonhando com a liberdade, mas será que estamos frente a uma crise grupal? Uma crise de identidade em que muitas das pessoas que eu conheço raramente respondem que amam o trabalho, acho que 80% não curte o que faz e largaria tudo para seguir um sonho, não sei.

Eu já escrevi sobre insatisfação no trabalho e sobre crise, mas venho amadurecendo a ideia de que tudo isso é uma fase e ou se aceita ou se toma uma posição de mudança, seja para outro emprego ou seja para o empreendedorismo, mas também muitas vezes me pego pensando, será que ao entrar em um emprego novo, daqui a 2, 3 anos a sensação e cansaço interminável, de frustração não vai voltar? Afinal você já deve ter ouvido de algum colega de trabalho: “todo lugar é a mesma coisa”, não sei.

E nos relacionamentos? Uma fragilidade se instalou, uma dificuldade de se relacionar tão grande, e quando o namoro finalmente acontece, passam-se os 2, 3 anos e começa a bater aquela sensação incômoda, onde o que no início era uma beleza, agora já é irritação, quando você achava bonito ela dormir toda esparramada na cama e hoje você quer matá-la toda vez que ela passa alguns milímetros do espaço delimitado para cada um na cama.

Será que a vida é assim mesmo? De tempos em tempos temos que descartar as relações emocionais e trabalhistas que não nos convém mais? Será que essa sensação não vai passar nunca? Não sei.

Será que existe vida e bons frutos depois dos 2, 3 anos de trabalho ou de namoro? Devemos nós insistir nessas relações? Devemos ser mais pacientes? Não sei.

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