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31ago

Como The OC influenciou uma geração

Postado por às em Séries, vida

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[Você DEVE ler esse post ouvindo Califórnia do Phanton Planet ♫]

Acho que The OC foi a primeira série que entrou na minha vida, eu não sei vocês, mas em casa não tinha Warner e graças ao SBT eu comecei a acompanhar essa história, eu não vou fazer aqui um resumo sobre, porque eu tenho certeza de que você já conhece e também fez parte da geração que acordava aos domingos louca pra ver Ryan, Marissa, Seth e Summer na tv.

Acredito que os dramas vividos na série fizeram muitos se reconhecer ou mesmo sonhar com aquela vida, como por exemplo o Ryan, que tinha tudo pra dar errado na vida mas teve uma chance e recebeu ajuda de nada mais nada menos que uma família de ricaços e ainda conheceu um mundo totalmente novo e claro, descobriu um amor diferente, tudo bem que eu quase quis morrer com aquela parte que descobrimos que ele foi casado.

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Tem também o Seth que foi referência pra muitos nerds e geeks como queira chamar, ele era tímido, inseguro e teve a oportunidade de enturmar, de sair do mundo dos quadrinhos e viver a vida, experimentar da adolescência.

Agora as meninas, eu achava a Marissa muito bonita, mas eu queria ser a Summer, rica, linda e rica de novo. E os pais maravilhosos que Ryan e Seth tinham? Eu amava o Sandy e achava a mamis fofa, mas ficava com pé atrás. Fiquei chocada quando aconteceu o episódio que traição.

E a Califórnia? Gente, que lugar maravilhoso, acho que também nasceu ali a minha vontade de viajar, de conhecer o mundo.

Acho que boa parte de coisas eu descobri por meio de The OC, coisas como drogas, lesbianismo, criminalidade, eu juro, eu acho que eu era meio boba pra essas coisas, meio Polyana talvez. The OC foi a série adolescente mais bem sucedida e virou referência para outras séries, mas também ficou bem ruim depois da terceira temporada.

Bom, influenciou patricinhas, geeks, gente normal e não há quem não diga que essa foi uma puta série, que marcou sua adolescência, ou uma parte boa da vida, The OC comemorou 10 anos em 2015 e merece ser lembrada em nossos corações.

<3 <3 Nossa! dá até uma emoção ao ouvir Califóoooorniaaaaa <3 <3

THEoc

27ago

A ignorância é uma benção

Postado por às em vida

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Quantas vezes você já ouvir dizer “A ignorância é uma benção”? eu muitas vezes, e até entender o que isso significa na real levou um tempo, pode parecer aquela coisa de white people problems mas quando você não conhece alguma coisa, ela não existe, obviamente, mas você já parou pra pensar o quanto a internet, as redes sociais nos tiraram da ignorância em algumas coisas que na verdade não são tão necessárias, mas que tem impacto depois dessa “ignorância” ser quebrada?

Às vezes eu me incomodo com isso pois é um caminho sem volta, você descobre um produto maravilhoso, ou uma cidade estupenda e na verdade se martiriza pois não pode ter ou ir e ter a mesma experiência, no caso de produtos é um pouco mais fácil, mas por exemplo as menininhas que acompanham essas blogueiras de moda, quanto não são influenciadas, quanto não sofrem? Para algumas pessoas pode trazer um impacto positivo como motivação e talz, mas acho que na outra parte pode gerar muita frustração.

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Eu brinco que um dia eu experimentei um vinho tão maravilhoso (e caro!) que as vezes me arrependo, por que agora eu vou sempre compará-lo com todos os vinhos que tomar e penso: quando eu vou beber aquele Barolo novamente?

Comigo sempre foi uma coisa motivadora, de me espelhar em algumas pessoas que fazem coisas incríveis e querer fazer também, por exemplo quando eu trabalhava com telemarketing muitos anos atrás e uma moça que trabalhava comigo começou a fazer faculdade e falar como era, eu me inspirei e corri atrás pra fazer a minha, inclusive fui a primeira pessoa de toda a minha família a se formar em um curso superior, acho que no fundo todos nós somos motivadores de uma cadeia, eu me inspiro em x pessoa assim como outras pessoas podem se inspirar em uma coisa que fiz positiva ou negativa.

Acredito que a ignorância é sim uma benção, mas saber lidar com o que vem depois também.

20ago

Você é eternamente responsável pelos sonhos que cativa

Postado por às em a vida como ela é, Filmes, vida
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Jamie Bell em cena do filme Billy Elliot, de 1999

[Você pode ler esse post ao som da música Somewhere Only We Know, na versão da Lily Allen ♫]

Eu achei, durante muito tempo, que mudaria o mundo. Acreditava que faria coisas absurdamente importantes, que seria significativo para muitas pessoas. Aliás, eu já achei que seria um cineasta que faria filmes tão incríveis que as pessoas chorariam ao sair dos cinemas, e esse foi um dos meus maiores sonhos.

Com o tempo aquela vontade de mudar o mundo e fazer as coisas acontecerem foi indo embora e no lugar dela entrou a vida adulta. Nessa vida a gente se preocupa com dinheiro, com amores, em como a sociedade te vê e, principalmente, em crescer. Com todos esses deveres a gente acaba esquecendo-se das coisas importantes da vida e, acredito eu, isso acontece com muita gente. Aconteceu com você?

A vontade de mudar o mundo saiu tanto dos meus pensamentos que certo dia encontrei alguém, mais ou menos da minha idade que ainda sonhava em fazer as coisas dessa forma. Eu fiquei maravilhado e ao mesmo tempo falei em tom irônico “Você ainda sonha em mudar o mundo?“, a pessoa respondeu que sim e isso mexeu muito comigo. Se ela não se esqueceu das coisas que significam muito por que eu deveria ter esquecido?

Após esse dia eu fui resgatando aquele Jader de anos atrás e pensando no que ele falaria para esse cara de hoje. Ao fazer isso, vi que sou a realização de alguns sonhos do menino que queria ser cineasta, que queria fazer coisas importantes.

O fato é que meus sonhos mudaram e foram adaptando-se a realidade. Eu sempre quis contar histórias, sempre quis fazer parte do mundo de cinema e meus sonhos acabaram se tornando reais. Hoje, eu escrevo histórias não só aqui no blog, faz parte do meu trabalho escrever histórias e cativar as pessoas. Hoje eu faço parte do mundo do cinema ajudando as histórias a serem contadas, vendendo sonhos, aventuras e eu adoro isso.

O mais bizarro de tudo isso é que se o Jader de 15 anos atrás olhasse pra mim agora ele falaria “quero ser você quando crescer” e ao escrever isso e chegar nessa conclusão meus olhos enchem de lágrimas. É como se eu nunca tivesse esquecido meus sonhos, pois eu tenho feito coisas importantes e cativado pessoas, seja a partir dos meus textos, da minha personalidade ou a partir do meu trabalho e eu fico muito feliz por isso.

Esse post foi inspirado num filme que estreia hoje nos cinemas e que eu já tive a oportunidade de assistir, de chorar e de fazer parte do lançamento dele no Brasil.

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A animação “O Pequeno Príncipe“, apresenta a história de uma menina que está sendo preparada para o mundo real, mas acaba descobrindo uma história que mudará para sempre usa vida. Dessa vez a história não é sobre personagem título, é sobre nós. A história nos mostra que não devemos esquecer nunca dos nossos sonhos e daquela criança que éramos anos atrás. Sou suspeito pra falar, mas o filme é lindo. Da o play no vídeo abaixo e deixe um pouco da criança que você foi dominar seu coração.

16jul

Como eu aprendi a falar inglês

Postado por às em Dinheiro, vida

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Eu sempre fui apaixonada por inglês, sempre achei maravilhoso, lindo ouvir as pessoas falarem inglês, principalmente nos seriados (pode me chamar de velha já que hoje todo mundo só fala séries), eu me lembro de assistir The OC e ficar fantasiando o dia que eu iria viajar para um país de língua inglesa e quando eu finalmente iria falar inglês.

Mas como todo mundo sabe, o mundo gira, o mundo é uma bola e nem sempre dá pra fazer as coisas, eu venho de uma família humilde, então eu corri muito atrás disso, eu só consegui começar as aulas depois que comecei a trabalhar fora. Minha primeira escola foi a Wizard, eu aprendi bastante, e acho que é uma boa escola para quem não tem base nenhuma, fiquei um ano lá e bum! Eu engravidei! Ai já era né?

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Mas eu era apaixonada pela língua, então estava sempre em contato tentando aprender algo, não era como hoje que tem tudo na internet, mas eu dava meus pulos. Depois que as gêmeas nasceram e a poeira baixou, uns dois anos, eu voltei a estudar e dessa vez eu fiz Cultura Inglesa, era um projeto dentro da minha faculdade, eu tinha aulas aos sábados o dia inteiro, era maçante, mas foi ótimo, uma boa escola, com professores que tinham bastante background. Mas ai não me lembro por que eu precisei parar, acho que foi mais um ano parada e ai eu comecei a trabalhar numa multinacional americana, sempre tentava falar com as pessoas das outras unidades, estava sempre lendo a intranet, que era toda em inglês.

Eis que eu resolvi voltar e com uma parceria entre a empresa, eu comecei a estudar no Cel Lep, e posso dizer para vocês sem sombra de dúvida, foi a melhor escola que eu já estudei, considerando que eu já conhecia a metodologia de duas, a forma como eles ensinam é muito boa, meu nível cresceu rapidamente e eu ganhei muita confiança, tudo bem que eu sempre gostei e nunca tive vergonha de me jogar, lembro que uma vez uma professora me disse: “você fala inglês fluentemente errado”, mas eu falava e eu descobri que o segredo é realmente não ter vergonha de falar, tem que se jogar. Fiquei por 8 meses estudando pesado no Cel Lep e sai da multi americana e fui pra uma alemã que exigiria 110% do meu inglês, então eu me joguei!

Todos os dias eu tinha ~calls~ e muitos e-mails para responder, e foi ai que eu percebi que consegui evoluir mais ainda, ou seja, quando você realmente coloca o idioma na sua vida, isso torna tudo mais fácil de absorver. As pessoas sempre me pedem dicas de inglês e então por isso eu resolvi contar sobre como foi esse processo todo. Se você tiver alguma pergunta, manda ai!

 

06jul

As melancias devem continuar sendo redondas

Postado por às em a vida como ela é, Amor, vida
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Mark Rufallo e Matthew Bomer em cena de The Normal Heart, de 2014

[Você pode ler esse texto ao som de Same Love, do Macklemore, Ryan Lewis e Mary Lambert ♫]

Esses dias estava conversando com uma amiga e ela citou uma matéria em vídeo em que os japoneses faziam aquele experimento que deixa a melancia quadrada. Eu já tinha visto fotos dessas melancias, mas nunca tinha pensando nisso direito, sabe? A gente vê a imagem acha bizarro e nem liga, mas dessa vez eu parei e pensei “por que os caras querem mudar o formato da melancia?”, ela já é linda redonda. Com a melancia redonda eu consigo segurar de uma forma que fica legal comer, sabe? Eu seguro ela com as duas mãos e vou dando mordidas, sujo meu bigode… Essa experiência faz parte da melancia, parte da história dela e de como ela é.

No mês passado do casamento igualitário foi aprovado nos EUA. Na semana passada Moçambique descriminalizou a homossexualidade e o aborto. Na mesma semana, a Câmara dos Deputados aprovou a redução da maioridade penal aqui no Brasil. Essas mudanças aconteceram num curtíssimo intervalo de tempo. Difícil acreditar, né? Estamos numa época de mudanças, a gente pisca os olhos e algo já mudou. Muitas dessas mudanças são boas, algumas são ruins. Mas devemos nos atentar a todas elas e enxergar como isso afetará a sociedade.

A melancia, que usei como exemplo no título desse post, é redonda. Ela nasceu assim. Da mesma forma que a melancia não escolheu ser redonda, eu não escolhi ser gay e você não escolheu ser heterossexual (ou gay, ou lésbica, ou negro), nós simplesmente somos assim e devemos permanecer assim. Faz parte da nossa essência.

Imagina uma sociedade em que as pessoas não precisam fingir que são iguais apenas para que as outras pessoas as aceitem? Eu tenho um pouco de experiência em fingir, em ser uma pessoa que não sou, pois era muito difícil aceitar que sou gay.

Lembro-me da primeira vez que disse “eu sou gay” em voz alta, eu fiquei nervoso e usei algo como desculpa para essa minha “condição”, eu tinha muito medo de ser rejeitado. Eu temia pelo futuro, temia pela minha família, temia pelos meus amigos. O mesmo medo que muitos outros jovens têm hoje em dia.

Estamos evoluindo, aos poucos as coisas estão mudando e eu torço para ainda estar vivo no dia em que uma mulher não sofra preconceito ou assédio pelo simples fato de ser mulher. Eu torço para que as mudanças boas cheguem logo, não a mudança do formato da melancia, a mudança que aceite ela redonda e ponto final.

Minha irmã tem 22 anos e começou a faculdade agora, ela teve um filho aos 18 anos e agora, que o Murilo já está crescido, voltou a estudar. Na faculdade algumas pessoas falam “Nossa, você está estudando e tem um filho?” e ela responde com “Sim, estou estudando por que tenho um filho, estou estudando por ele”, mas as algumas pessoas não entendem que essa é a vida dela e outras nem aceitam. Estranho né? Você querer mudar negativamente a vida de outra pessoa

Imagina como é triste não conseguir ser o que você é? Ter vergonha ou medo de ser você mesmo? Ter vergonha de voltar a estudar, ter medo de amar ou pior ter medo de sair na rua durante a noite?

Eu espero que chegue um momento em que nossa sociedade não tenha mais medos, não tenha mais vergonhas. Que os jovens gays consigam conviver com seus amigos e sua família, que eles consigam amar. O amor é tão lindo, né? Por que eles deveriam mudar? Ser redondo é tão legal.

Você sabia que conforme você olha a luz refletindo na melancia ela brilha? Sim, ela é redonda e brilha. Devemos mudar isso não. E você também não deve mudar, eu não mudei e sou bem feliz assim.

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