/ amor

19dez

As memórias que nós somos

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[Você pode ler esse texto escutando Million Reasons, da Lady Gaga]

Nos últimos dias eu fiquei pensando sobre experiências anteriores e como elas afetam nossa vida e nosso futuro. Todo mundo já teve medo de entrar numa relação pois estava, sem querer, imaginando que seria igual a última, não é verdade? E essa coisa de trazer lembranças do passado não é só de relacionamentos anteriores, acontece com o relacionamento atual, com amizade, com o trabalho e etc., pois são as memórias e as experiências que acabam nos formando.

Eu já tive medo em vários relacionamentos. No começo deles, na metade deles e no final de deles. Às vezes você passou por uma experiência muito ruim, acredita que já conseguiu deixar de lado, mas age como se aquilo ainda fosse sua realidade mesmo que “já tenha ficado para trás“.

brilhoeterno

Sempre tentei deixar com que um relacionamento do passado não afetasse um relacionamento futuro, pois as pessoas não são as mesmas e devemos colocar em nossas mentes que as experiências do passado sempre nos ensinarão a ser melhores. Mas e se as memórias do passado e do futuro sejam sobre a mesma pessoa, a gente consegue deixar o “passado para trás” e viver como se essas memórias não existissem?

Eu não sei vocês, mas eu não consegui. A cada meia palavra dita, cada mancada ou vacilo, a cada falta de atenção tudo aquilo voltava e consequentemente me deixava mal. O pouco tempo que eu tive não deixou com que o passado ficasse para trás, eu precisava de mais tempo para que as coisas ficassem boas e que o passado não importasse mais.

Da mesma forma que não controlamos o tempo, também não controlamos nossos sentimentos, acabamos deixando que as coisas fiquem fora do controle e quando vamos notar, tudo acabou desmoronando. Pois nossas memórias são o que nós somos e em pouco tempo ninguém consegue apagar muita coisa. Mas a gente tenta, né?

05set

Um dia você vai…

Postado por às em Episódio de Hoje, Relacionamento

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[Você pode ler esse texto ao som de Felicidade, do Marcelo Janeci]

Um dia você vai sentar numa mesa de bar com um cara que não vai te julgar por quantos copos de cerveja você bebeu, quantos shots de algum outro alcoólico estranho você virar. Vocês vão passar horas rindo, falando amenidades e coisas sérias, como se conhecessem há anos.

Vocês vão sentir desejo e reciprocidade. E não haverá necessidade de explicação, todo julgamento será extinto. A atração ultrapassará a “coisa de pele” e se tornará admiração.

As milhões de mensagens e os encontros em qualquer dia da semana, derrubarão o mito do “sumiu e não ligou no dia seguinte”. Vocês vão se ver e andarão de mãos dadas, sem vergonha, sem medo, mas com um sentimento de “estou me fazendo feliz”.

Vocês terão o colo de um ao outro pra chorar, o ombro pra apoiar, e o abraço pra lembrar sempre que vai ficar tudo bem.

Vocês terão milhões de diferenças e outras milhões de semelhanças. Mas ao final do dia, vão tentar fazer disso tudo, aprendizado.

Um dia, você vai pensar que idealizou tanto algo que, na verdade, queria mesmo é que viesse assim, de surpresa, fora da curva, que atropelasse todos os seus “achismos” e teorias sobre relacionamento. Porque na verdade, relacionamento tá longe de ter uma fórmula, tá longe de ser um plano, tá longe de qualquer entendimento. Mas acontece. Um dia.

***Este post foi escrito por Patrícia Mascarenhas que é uma querida amiga e leitora do EdH***

29jul

Você precisa se dar uma chance

Jonathan Groff e Raul Castillo em cena da série Looking

[Você pode ler esse texto ao som de Livewire, do Oh Wonder]

Sempre que consideramos entrar num relacionamento ou consideramos conhecer e dar chance para alguém novo, nosso principal pensamento é “devo dar uma chance para essa pessoa?”, mas esquecemos que as vezes devemos nos dar uma chance e deixar de lado todos aqueles pensamos e ressalvas que fazem parte de nossa vida.

Esses dias li um texto excelente que falava sobre a nossa geração, essa geração que acredita ser mais fria, que acredita que vive num mundo sem amor e que leva a ferro e fogo a teoria dos relacionamentos líquidos. Após ler esse texto fiquei pensando que somos nós que escolhemos, somos nós que decidimos parar de responder, ignorar aquela pessoa, deixar o cara “fofo” de lado e não dar chance para aquele que está, literalmente, em nossos pés.

A gente passa por muitas experiências positivas e negativas em nossa vida amorosa e as vezes nos fechamos para algumas pessoas, não damos chance para que um novo amor possa acontecer ou para aquela pessoa que está na nossa. Eu sei que isso é muito complicado e nem sempre a pessoa que é apaixonada por nós consegue mexer com nossos corações, mas e se você dar uma chance? Não para a pessoa e sim para você.

Tenho uma amiga que era apaixonada pelo “cara ideal”, sim aquele cara! Ele era lindo, era inteligente e tinha todos aqueles artifícios que nos deixam super apaixonados, sabe? Mas ele não estava na dela como ela estava na dele, o que aconteceu? Ela acabou sofrendo e se frustrando, imaginando um relacionamento que não saiu da cabeça dela. E depois disso ela deu a chance para o rapaz que pedia sempre para sair com ela. Hoje estão casados e ela olha para trás pensando que a melhor coisa que fez foi dar a chance àquele rapaz.

O curioso é que nós não levamos isso a sério, mas nossas escolhas mudam muito nossas vidas. Imaginem se eu, você ou essa minha amiga estivesse ficado parada sem seguir em frente e sofrendo pelo “cara perfeito”, onde estaríamos agora? Continuaríamos sofrendo pelo cara perfeito.

O que eu quero dividir com vocês é que durante a busca por aquela pessoa que nos bagunce, acabamos perdendo pessoas que nos conforte, oportunidades que nos deixem bem e mais do que isso, acabamos deixando de lado uma possível felicidade. E não é para os outros que devemos dar uma chance e sim para nós mesmos.

19abr

Nada dura para sempre

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Ginnifer Goodwin e Justin Long em cena do filme Ele Não Está Tão a Fim de Você, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Colors, da Halsey ♫]

Quando começamos um relacionamento colocamos muita expectativa naquilo e certas vezes acreditamos que esse amor vai durar para sempre. É muito bom acreditar que você encontrou alguém que vai dividir a vida com você, é incrível fazer planos enquanto olha para o lado e existe alguém lá. Não é bobeira acreditar em amor verdadeiro ou acreditar em alma gêmea. Eu não acredito mais, porém não acho que é besteira.

Eu já encontrei o amor verdadeiro algumas vezes e sempre achei que nunca amaria mais depois que esse amor acabou, mas logo depois estava eu lá apaixonado e rindo sozinho enquanto pensava no ser amado. Agora corta, vamos para o futuro ver o autor sofrendo pelo fim daquele amor verdadeiro e acreditando que jamais amaria de novo. Bobeira achar que não vai surgir uma nova pessoa que fará seus olhos brilharem e seu coração bater mais forte.

Hoje li uma frase no Facebook de uma cantora que sigo, que dizia “Nada dura pra sempre, os tempos mudam” e foi pensando nisso que resolvi dividir mais um capítulo da minha história com vocês aqui.

Eu estou apaixonado e como das outras vezes acredito que esse amor é real. Acredito que é aquele amor verdadeiro e que nunca sentirei igual, maior ainda que da última vez. Só que por alguns motivos essa relação não deu certo e estou tentando caminhar em frente, tentando não pensar no “poderia ter dado certo” ou “será que acabou mesmo?”, eu simplesmente tento não pensar e apenas estou seguindo em frente.

Como das outras vezes eu estou passando por uma situação complicada, é difícil ser rejeitado e ter que abrir mão daquilo que você acredita ser sua felicidade. Mas eu olho pra trás e penso “eu já senti isso antes”. E essa é a parte da vida que está me dando forças pra seguir em frente, afinal há dois anos estava eu triste pelo fim de um relacionamento e hoje aquilo é só uma lembrança legal de uma parte da minha vida.

Eu sou muito apegado a pessoas e por isso eu não gosto de concordar com certas coisas, mas eu concordo muito com essa frase e hoje consigo enxergar claramente que a vida é assim, nada dura para sempre. O seu amor não dura a vida toda, ele muda, ele se transforma. Claro que em alguns casos ele pode se transformar e continuar, mas em outros ele se transforma e acaba.

Para quem continua amando é mais complicado, a gente vai sofrer e eu gosto de sentir todas as fases de um relacionamento, desde o amor que tira você do chão até a parte triste. E ainda acredito que devemos passar por isso, o sofrimento nos ensina.

Só que hoje eu aprendi algo, a vida não acaba quando seu amor vai embora. A vida continua e você vai acabar encontrando outros amores e vai chorar de alegria e também de tristeza e aos poucos vai aprendendo a lidar com isso, pois as pessoas mudam e os sentimentos também.

Eu escrevi esse texto enquanto escutava Colors, da Halsey, e destaco essa parte que fala basicamente sobre mudanças:

You were red, and you liked me ‘cause I was blue
But you touched me, and suddenly I was a lilac sky
Then you decided purple just wasn’t for you

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

12abr

Você não me escolheu

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Relacionamento
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Andrew Lincoln em cena do filme Simplesmente Amor, de 2003

[Você pode ler esse texto ao som de Flesh Without Blood, da Grimes ♫]

Por muito tempo eu insisti na gente, por muitas vezes eu tentei fazer com que você sentisse o mesmo que sinto e acredito que quase chegamos lá, foi por pouco, mas você não me escolheu.

Eu não sei lidar com rejeição, na verdade eu acho que ninguém sabe. É difícil você amar alguém que não te dá isso em troca. E eu não falo de receber em troca um amor incondicional, apenas aquele amor do dia a dia, aquele carinho e atenção. Amar e não ser amado é viver sob a presença da ausência da pessoa, é complicado.

Passamos muito tempo juntos, eu te conheci e você acabou conhecendo cada detalhe meu, cada defeito e cada coisa boa, você conheceu os tons do meu sorriso e mesmo depois de tudo isso não me escolheu. Hoje você prefere ficar sozinho a ficar comigo e agora nós não somos (e não seremos mais) uma dupla.

Eu nunca vou te perguntar os seus motivos, eu não quero saber e muito menos tentar entender. Eu sei que simplesmente as pessoas não se apaixonam de volta, eu entendo que às vezes o amor acontece e às vezes não. É normal, triste, mas totalmente aceitável.

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Andrew Lincoln e Keira Knightley em cena do filme Simplesmente Amor, de 2003

E eu olho pra trás e vejo situações parecidas, onde eu era o “não escolhido”, mas essas situações foram tão poucas e tão pequenas que acredito que isso não tem nenhuma ligação comigo, o problema não sou eu. Simplesmente eu não fui seu vencedor e agora devo lidar com isso.

Quando me pego pensando nas opções que tenho a partir de agora eu fico triste, pois em todas elas não existe você, a sua presença não está lá. E o pior de tudo é que isso é bom, pois levará um tempo para que eu não pense mais em você e depois tudo terá acabado. Até nossa ligação (o meu amor por você) terá chego ao fim e depois disso eu poderei me reencontrar.

Agora nada mais importa na nossa relação, pois a cada dia ela vai existir menos e vamos chegar num ponto em que não conheceremos mais um ao outro. Nós dois seremos estranhos e nesse dia eu não vou mais lembrar que você não escolheu, pois isso não terá importância pra mim.

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