/ apaixonado

17nov

Eu esqueci você

500 dias com ela

Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel em cena de (500) Days of Summer, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de R U Mine, da Arctic Monkeys ♫]

Eu nunca quis esquecer você, para mim estar apaixonado por você era algo incrível. Eu viajava nos pensamentos, te colocando em todas as situações ao meu lado. Era ótimo ter aquele amor não concretizado bem aqui no meu dia a dia. Você, mesmo não estando presente, fazia parte dos meus dias, dessa minha história, estava até em meus planos. Eu imagina você comigo sempre que estava fazendo algo legal e, ao deitar na cama, pensava em você ao meu lado. Eu conseguia sentir seu cheiro.

Hoje eu não sinto mais o seu cheiro, nem me lembro da sensação de fazer carinho no seu cabelo. Seu sorriso tímido já não está mais na minha mente, eu ainda me lembro dele só que não lembro como ele é. Ao mesmo tempo que tenho muitas lembranças aqui, eu não tenho mais nada, nem os sentimentos. Por enquanto eu só tenho lembranças vazias de coisas que parecem ter acontecido em outra vida ou há muitos anos.

Te esquecer nunca foi minha intenção, eu briguei por esse sentimento muito tempo, eu queria continuar amando, queria continuar te colocando em toda minha vida, eu queria você. Mas eu decidi me querer mais ainda e nessa de amar mais a mim, eu parei de te amar. Hoje eu gosto de você, penso em você, tenho carinho por você, mas não é como da última vez, é menor, é suportável, é menos bonito e ao mesmo tempo é tão bom.

Antes eu daria tudo para saber o que se passava por sua cabeça, hoje eu não sei se gostaria. Na verdade eu não ligo mais. Hoje eu não te observo de longe, não sonho com você, não penso em ti ao acordar, não olho o celular a procura de uma mensagem sua. Acredito que estou livre de você, ou melhor, me livrando.

Na verdade eu tenho medo de ter perdido esse sentimento pra sempre, de não te amar nunca mais, de esquecer e não ligar para sua existência. Isso seria tão triste, né? Eu estava decidido a fazer isso, esquecer completamente e não olhar pra trás. Seria mais fácil que conviver com você. Seria mais justo (pelo menos pra mim). Mas não aconteceu assim.

Nesse momento estou parado e ao mesmo tempo estou vivendo minha vida e seguindo em frente. Estou vendo você seguir a sua vida e esperando que ela se cruze com a minha um dia, caso contrario nunca estaremos juntos novamente, pois eu não atravessarei pontes pra te ver, não agora e não como da última vez. Penso que fiz demais e não quero continuar fazendo. Não quero fazer nada.

Eu esqueci você e estou escrevendo um texto sobre isso. É mais ou menos como a música da Clarice Falcão, se é que você me entende.

03nov

Eu não sei lidar com essa leveza

Postado por às em a vida como ela é, Relacionamento

Ginnifer Goodwin em cena de Ele Não Está Tão a Fim de Você, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Organs, do Of Monsters and Men ♫]

Estou sem inspiração. Já parei várias vezes para escrever aqui e não consegui fazer um texto bacana, algo que conseguisse exprimir os sentimentos do momento, como a maioria dos meus posts. Vamos combinar né? Todos os meus episódios aqui são sobre histórias de amor que não deram certo, sobre capítulos da vida que não foram finalizados. São textos tristes, em sua maioria sobre amor não correspondido.

Estava pensando esses dias sobre qual seria o motivo da inspiração ter ido embora, pois quando sinto algo, consigo colocar imediatamente no texto e deixar registrado mais um episódio dos meus dias. Após um tempo, cheguei à conclusão que hoje não estou sentindo nada, só aquele vazio estranho, aquela leveza que importuna a gente, aquele sentimento de “tudo bem” que queremos mandar embora. Estranho né?

Há alguns dias, brinquei com a Taína que queria morrer de amores. Tão lindo isso, né? Tão lindo, tão triste e tão bobo! Mas é isso que eu sou, um cara que gosta de amar e acho beleza na tristeza. Além de tudo, descobri (depois do surgimento desse blog) que gosto muito de escrever sobre meus sentimentos, mas e quando não os tenho escrevo sobre qual assunto?

ele nao está tão afim de você-filme

Em um dos meus últimos textos, contei sobre uma história que criei anos atrás, sobre um poeta que queria descobrir o amor para poder escrever sobre ele, só que quando ele descobriu não quis mais escrever, ele optou por amar. O meu caso aqui é um tanto diferente, não estou amando e não consigo escrever sobre amor. Parece que minha inspiração foi embora junto com o amor que estava aqui. A pessoa que me inspirava a escrever foi embora e não me inspira mais. Hoje não estou morrendo de amores.

Acredito que tão importante quando amar é não sentir nada. A gente precisa daquele tempo, daquela pausa entre um relacionamento e outro para não se apaixonar, para não sentir nada. Caso contrário estaremos vivendo com um único propósito: estar com alguém. E é nesse ponto que erramos.

O que precisamos saber é como lidar com esse vazio, como lidar essa insustentável leveza. Com a paixão eu sei lidar, com todo aquele sentimento que me tira o ar, me faz sonhar acordado. Com isso eu sei lidar, mas como se lida com a falta dele? Com a ausência (não do ser), mas a ausência do sentimento.

O mais estranho de tudo é isso é que estou aqui escrevendo sobre o “não amor”, sobre a falta dele, sobre a falta do esperar e de ter alguém para se pensar. Enquanto eu deveria estar lidando minha vida e aproveitando essa leveza.

Eu não quero ela, eu nunca quis essa leveza.

09set

O importante é não se apegar no “e se” e tomar uma atitude

simplesmente-acontece

Sam Claflin e Lily Collins em cena de Simplesmente Acontece, de 2014.

[Você pode ler esse texto ao som de Vista Pro Mar, do Silva ♫]

Sempre deixei que o orgulho tomasse conta de todas as minhas decisões, era muito difícil pra mim dizer que estava apaixonado, ou levar adiante algo que achava que não daria certo. Eu fui, durante muito tempo, o cara que deixou o “e se” dominar minhas ações e definir minhas escolhas. E tenho uma lista de erros que poderia apresentar pra você. Sim, eu me acovardei e deixei o medo tomar conta de mim. Só que hoje isso não acontece mais.

Foi difícil chegar numa conclusão, fazer a escolha que eu queria e deixar o “e se” de lado, mas foi tão bom. Hoje eu estou certo de que quero viver uma história com você e fico borbulhando de amores. É tão lindo quando a gente aceita o sentimento que tem, não é?

Eu sempre fui do time das pessoas disponíveis, mas não vestia a camisa dos dispostos. Eu sempre estive lá e ao mesmo tempo estive ausente, mas hoje eu estou aqui acreditando que o que eu realmente precisava era me dar uma chance. Eu não te dei uma chance, eu me dei uma e hoje tenho orgulho de ter feito a escolha certa.

Não sei o que passa por sua cabeça, mas acredito que você só vai descobrir o que realmente sente por mim quando estiver comigo, quando estiver nos meus braços naquele momento pós-sexo que a gente sempre se entendeu. Caso contrário você nunca saberá o tamanho desse sentimento.

Cada passo que você dá, tentando afastar a gente, faz com que você saiba menos ainda sobre o que sente. Sempre que você decide ficar longe, fica mais confuso. Hoje eu gostaria que você tirasse o “e se” do seu vocabulário e dissesse sim, queria que você tentasse escrever uma história comigo.

Eu tomei uma atitude e tenho vontade de gritar isso pro mundo, de mostrar pra você todos os dias, mas, como li esses dias no Twitter, um hashi sozinho não segura o arroz. A mais pura verdade, não é?

O fato é que hoje estou disposto e disponível e você sabe disso, mas não vou deixar de viver o que quero viver. Sei que escolhi você e posso manter essa decisão por muito tempo, mas não sei até quando. Eu estou disposto e hoje peço que, por um segundo, você tire o “e se” da sua vida e me responda a pergunta que te fiz.

É mais fácil do que parece, pode apostar.

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