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16jan

O que eu achei de La la Land

Postado por às em Episódio de Hoje, Filmes

LaLaLand

Alerta de texto não tradicional, não é um review, são minhas impressões sem pretensões.

Passou o Globo de Ouro e Bum! Todo mundo começou a falar sobre La la Land, o filme ganhou 8 prêmios, meu radar apitou. Todos os amigos começaram a ver e dar seus reviews, eu pensei: “preciso ir logo ver”.

Li algumas resenhas e depoimentos e então convidei o crush para ver, combinamos de ir na Cinesala, lá na Fradique, mas estava lotado! Todo mundo queria ver La la Land! Oremos! Fomos então para o Caixa Belas Artes, sala lotada.

Eu não vou falar aqui sobre a sinopse, pq né? Vc já deve ter lido, nada mais boring do que encontrar o mesmo texto em duzentos blogs e páginas.

Começou o filme e eu estava ansiosa por ser emocionada, eu não sei, mas sempre busco na arte, filmes e até nas músicas, a oportunidade de sair do mundo real, da dureza da vida que levamos e me transportar para outro canto. Confesso! Estava louca para sentir aquilo que os amigos sentiram, de ver algo que fosse capaz de me deixar debulhada em lágrimas.

City of stars

Uma das cenas mais bonitas

La la Land é em tese um musical, nem tanto, é contemporâneo, de uma sensibilidade incrível. E a  fotografia então? Saí do cinema buscando adjetivos para a fotografia desse filme, tão simplório descrever como: bela, mas as vezes o mais simples é o mais importante (acho que andei ouvindo muita Legião Urbana, risos).

Voltando ao filme, eu não sou uma pessoa dessas que se emociona com vídeos fofos no facebook, filmes românticos, eu sou difícil! mas posso pontuar que o filme deixou meus olhos mareados por pelo menos 3 vezes. Acho que pelo poder de conexão e de um texto bonito, cheio de amor e de certa pureza, ornados por jazz e um puta figurino, creio que seja uma boa fórmula capaz de agradar um extenso público.

la la land

La la Land é sobre a minha vida, a sua vida, a vida que queríamos ter… os percalços que passamos até atingir ou não um objetivo, o caminho que permeia tudo isso e o que ganhamos ou o que perdemos para atingir esses mesmos objetivos.

Eu não sai do cinema chorando, mas sai feliz, com vontade de falar sobre o filme,sobre as referências, a leveza e sensibilidade. Entendo que a cena final é deveras tocante, mas também um reflexo da vida real.

07out

Dois filmes, uma história de amor

Postado por às em Amor, Filmes, Relacionamento
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Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014 e Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

[Você pode ler esse post ao som de The Moon Song, nas vozes de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix ♫]

Assisti ao filme Encontros e Desencontros há muito tempo, mas por influência de um ex revi o filme. Na primeira vez que vi, o filme não havia me chamado atenção, acredito que deve ter sido pela minha idade ou pela pouca bagagem, mas da segunda vez fiquei enlouquecido e agradeci, silenciosamente, o ex (que já tinha ido embora) por ter insistido que eu assistisse ao filme novamente. Essa segunda vez foi logo depois de ter visto Her nos cinemas, filme que chegou direito ao meu top 10 e permaneceu lá, bem ao lado de Encontros e Desencontros que fiz questão de arrumar um espaço e colocá-lo entre os meus favoritos.

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Bill Murray em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Há uns dias atrás, estava meio cabisbaixo e entrei no Tinder. Entre os “sim” e os “não” estava um moço bonito que ganhou meu “sim”. Eu não estava com vontade de sair com ninguém, mas ele insistiu e me propôs um jogo de pontuação, com perguntas e respostas. Achei incrivelmente bobo mas muito divertido e topei. Ele deveria fazer 5 perguntas e somar ao final os meus pontos (e eu deveria fazer o mesmo), mas as perguntas foram tão legais que na quinta ele disse “pergunta valendo 1 milhão: vamos pro bar agora?”, eu ri e disse “vamos”. Agora vocês estão pensando o que essa história tem com os dois filmes citados acima? Nada. A história não se parece com os filmes, foi apenas um date. Porém, o moço em questão era fã dos filmes da Sofia Coppola, mas ainda não sabia que ela foi casada com o Spike Jonze e que Encontros e Desencontros foi feito sobre a relação deles e a resposta de Jonze foi o filme Her. Quando falei isso pra ele, logo soltei “enquanto a gente posta indiretas no Twitter, eles fizeram filmes, um trabalho de anos, para tentar dar uma reposta ao outro“. É incrível, isso não é?

Deixei o moço bem pensativo durante o date, ele começou a ligar as duas histórias e disse “porra, que incrível!”. Nós não ficamos, não nos vimos mais, não nos falamos mais. Não era realmente para ter acontecido nada, foi só uma boa companhia ocasional para conversar sobre filmes bebendo cervejas. E nessa conversa eu contei o meu ponto de vista sobre os dois filmes e sobre o relacionamento, difícil de superar, de Sofia Coppola e Spike Jonze. Que vou dividir aqui com vocês.

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Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014.

Encontros e Desencontros é aquele filme triste, que bate na gente, sabe? Você assiste e logo liga aos seus relacionamentos anteriores pensando em como as coisas não podem voltar a ser como eram antes e em como devemos aceitar que não é uma derrota, foi uma vitória, por um tempo foi uma vitória. No filme, somos apresentados aos personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson. Ele é uma estrela de cinema que está em Tóquio para fazer um comercial, ela está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo que a deixa sempre sozinha (#foreveralone). Eles sofrem com a mudança de horário e não conseguem dormir, por isso se encontram por acaso no bar do hotel e em pouco tempo se tornam amigos. Mas a amizade eles é um tanto diferente, é um amor instantâneo, sabe? Algo que a gente precisa viver sem nem saber o motivo. Eu acredito que ali nasceu um amor, mas um tipo diferente de amor, aquele que só sobreviveria em Tóquio, eles poderiam se encontrar em outro lugar? Poderiam, mas viveriam a mesma história? Dificilmente. Seria essa mensagem que Sofia Coppola quis passar no filme para Spike Jonze? Que a relação deles como era antes não poderia existir em outro lugar? Outro momento? Triste isso, não é? Triste e lindo.

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Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Agora vamos andar 10 anos no tempo. Em 2014, o diretor Spike Jonze lançou o filme Ela (Her), com Joaquin Phoenix e Rooney Mara. O filme nos apresenta a história do solitário Theodore, um escritor de cartões que se apaixonada pelo seu novo sistema operacional, que ganha a vida pela voz de Scarlett Johansson. Ele é separado, mas se recusa a assinar os papéis e deixar a ex livre. O filme nos apresenta a história do homem com a tecnologia, mas principalmente a história sobre nossas relações. Enquanto Theodore se encanta por sua namorada, que é um sistema operacional, ele não aceita a separação, foge da realidade. Ele quer viver os tempos que passou com ex, quer repetir aquilo. Tema usado por Sofia Coppola em Encontros e Desencontros. Enquanto Jonze quer voltar atrás e viver novamente aquele sentimento no filme Her, ela sabe que nunca será igual. Eles nunca terão a mesma relação.

Ao final de Her, o personagem de Joaquin Phoenix lê uma carta para sua ex, que funciona como um pedido de desculpas. Nesse momento do filme a voz (incrivelmente bela) de Scarlett Johansson, que deu vida ao programa de computador, já havia partido, Theodore havia sido deixado pela segunda vez e decidiu aceitar a primeira separação, mesmo ainda amando sua antiga esposa.

Dear Catherine,

I’ve been sitting here thinking about all the things I wanted to apologize to you for. All the pain we caused each other. Everything I put on you. Everything I needed you to be or needed you to say. I’m sorry for that. I’ll always love you ’cause we grew up together and you helped make me who I am. I just wanted you to know there will be a piece of you in me always, and I’m grateful for that. Whatever someone you become, and wherever you are in the world, I’m sending you love. You’re my friend to the end.

Love,
Theodore.

É tão lindo pensar que essa carta na verdade era de Spike Jonze para Sofia Coppola, falando sobre o amor que viveram, sobre nunca esquecer do amor que sentiam e sobre amar para sempre, mesmo sabendo que os dias de amores passados nunca voltarão.

30jul

Os 4 filmes mais superestimados dos últimos tempos

Postado por às em Filmes

CUPCAKE

Ontem conversando com o Jader e inspirado num post no grupo de cinema eu resolvi fazer uma lista dos 4 filmes que eu acho superestimados, essa lista certamente vai gerar uma confusão, por que né? A percepção e gosto de cada pessoa é totalmente variável e não reflete a opinião do mundo inteiro, ou seja, não me venham com 5 pedras nas mãos, afinal é só mais um post com intuito de entreter e obviamente reflete a minha opinião, que pode ou não bater com a sua. Lembrando também que o fato de eu achar superestimado não significa que eu acho o filme ruim, ok?

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Whiplash – Eu vi o trailer antes de algum outro filme e me encantei, não me aguentava de ansiedade para ver essa história, ainda mais com tantas críticas positivas, chegou a data do lançamento e eu fui com o boy assistir, achei muito interessante, visceral – palavra que muitos usaram para definir o filme. Eu acho que o filme traz muita identificação pois quem nunca teve um chefe parecidíssimo com o professor? Me reconheci ali, mas aquilo ali não foi nada de excepcional, foi um bom filme, mas nada mais que isso.

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Interestellar – Um mega boom de publicidade e críticas positivas me fizeram entrar no cinema para ver Interestelar, um longa (bota longa nisso!) cheio de teorias em sua maioria difíceis de compreender e com voltas e voltas que acredito eu façam com que o expectador propositalmente se perca no enredo ou se ache burro por não entender conceitos baseados  na teoria da relatividade, começa bem, depois tem uma mega queda e depois vira algo que é muito nonsense. Fora que é extenso de uma forma que eu juro, eu quase dormi em alguns momentos, só não capotei por que o boy estava do lado (risos).

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Boyhood – Outro filme que ganhou holofotes e eu fiquei curiosa pra ver já que demoraram 12 anos pra rodar, estava em uma viagem longa para Alemanha e surgiu a oportunidade, dei o play e gostei bastante, até me emocionei em alguns momentos, pois eu sou mãe né? Mas olha, dizer que é uma obra prima, principalmente considerando esses 12 anos de produção? Não mesmo. O filme conta a história de um menino até seus 18 anos de idade, mas, crime acontece, nada ocorre, feijoada.

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O fabuloso destino de Amélie Poulain – Acho que foi um dos primeiros filmes “cult” que assisti, acredito eu que uma grande leva também, é um filminho lindinho, cheio de poesia, boa fotografia e música francesa e só.

Lembrando que essa listinha aqui reflete a minha opinião, não se sintam chateados caso eu tenha citado um de seus filmes favoritos, afinal, o que seria do azul se todos só gostassem do rosa?

27jul

Aquele que lembra

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Na foto estão Jim Carrey e Kate Winslet em cena do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michel Gondry (2004)

[Você pode ler esse texto ao som da música Paper Aeroplane, cantada por Angus & Julia Stone ♫]

Eu nunca fui de prometer nada, nunca disse que amaria esse ou aquele para sempre e que viveria feliz com eles para o resto da vida. Não por, naqueles momentos, deixar de acreditar nisso, mas por acreditar que promessas tem um poder muito grande. Eu não faço promessas por fazer, eu preciso ter certeza antes de prometer algo. Mas eu me lembro de todas que você fez.

Diferente daquele que promete, eu escuto as promessas. Escutei de várias pessoas promessas bobas e promessas sérias, algumas delas foram cumpridas e muitas outras não. E eu lembro de todas. Lembro que o colega da escola prometeu algo há mais de 15 anos, lembro da promessa do primeiro namorado, da promessa da amiga da faculdade e das promessas que você fez.

Na verdade eu não me importo tanto com o fato de você não ter cumprido essas promessas, mas quando começo a pensar na vida eu me lembro de todas elas e penso na quantidade de pessoas que “falam da boca pra fora” e prometem o mundo para uma grande quantidade de outras pessoas. Você pode me achar um tolo por fazer um texto como esse, falando de promessas e de lembranças, mas não ligo. Eu acredito que as pessoas deveriam ser sinceras umas com as outras e principalmente sinceras com seus sentimentos, por que sempre terá alguém que lembra.

Queria eu não lembrar de tudo que você me disse, queria eu ser Clementine e optar por esquecer e não sofrer. Queria eu ser Joel e esquecer aqueles que me esqueceram. Queria eu não ter aquele brilho eterno e piscante das lembranças e das promessas. Na verdade eu queria ser aquele que não para no tempo, que não pausa. Aquele moço que não mexe na caixinha de lembranças e cobra, ainda que sem querer, todas as promessas. Mas eu sou esse cara.

Tal como Joel, que optou por esquecer Clementine e se arrependeu, estou eu aqui colocando você em minhas memórias e fazendo se cumprir as promessas, imaginando você comigo naqueles momentos que não vivemos, naquelas promessas que não foram cumpridas. O mais estranho de tudo é que eu não ligo, você não me machuca mais, não me deixa triste. Mas ao mesmo tempo me lembro de tudo e penso “por que as pessoas prometem?“.

Será que ainda não aprendi a seguir em frente? E por isso me lembro de tudo? Não sei me responder isso, só acho que quanto mais penso mais acredito que isso faz parte de mim. Eu não lembro apenas das suas promessas, lembro-me das da minha mãe, do meu pai, dos meus amigos, dos outros namorados, lembro de tudo. Minha mente não me deixa esquecer nada.

Seria o problema o meu não esquecimento? A minha boa memória? Ter boa memória pode ser um problema?

Apesar de hoje “não ligar” para tudo que você disse da boca pra fora, fico pensando que acreditei e que muitos ainda acreditam e será sempre assim. Com base nisso coloco você no grupo dos que prometem e eu no grupo dos que não esquecem. Não acho que nenhum dos grupos sairá ganhando algo, mas acredito que eu não preciso mudar.

Eu não queria ser o Joel ou a Clementine.

Joel e Clementine são personagens do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Na história ela decide esquecer ele para sempre e, para isso, aceita se submeter a um tratamento experimental. Após saber disso, ele entra em depressão e faz o mesmo procedimento para esquecê-la, porém desiste e começa a começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória que ela não participa.

Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles”.

24jun

Medianeras, aplicativos e relacionamentos

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Filmes, Música
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Pilar López de Ayala e Javier Drolas em cena de Medianeras, de 2011

[Você pode ler esse texto ao som de True Love Will Find You In The End, do Daniel Johnston ♫]

Já conversei com vocês aqui no blog sobre o famoso (ou nem tanto) segundo encontro, que às vezes nem acontece, e também sobre como lidamos com nossos relacionamentos (bem no estilo “metade cheio ou metade vazio?”), mas agora queria falar sobre um assunto que todo mundo tem medo de botar na mesa, ou no blog.

Acho que a internet é um meio de comunicação incrível. Eu posso estar longe de você, mas consigo me sentir perto, pois estou a um clique de te enviar uma mensagem, uma foto, um vídeo ou um áudio. É pratico, é fácil e funciona bem para a nossa geração. Mas e quando atrapalha? Quando você coloca todas suas fichas nas interações online e esquece o resto?

Sempre que penso nisso eu me lembro de um dos filmes que estão no meu coração, o argentino Medianeras. Ele conta a história de Martin e Mariana, ele é um designer que trabalha em casa e leva uma vida bem passiva, já ela é uma arquiteta frustrada e com problemas de relacionamento. Enquanto os dois levam suas vidas, com problemas de pessoas normais, usam a internet para se relacionar.

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Agora você me pergunta “qual o problema em usar a internet para se relacionar?” e eu te respondo “nenhum”, pois Martin e Mariana ainda saem na rua, bebem, vão a bares e etc., mas seus encontros estão vinculados aos chats online. Enquanto Martin sabe muito bem como funciona esse mundo (a pessoa é diferente da foto, vai falar muito sobre si mesmo e etc.), Mariana ainda é novata. Eles moram no mesmo bairro, em prédios um de frente para o outro (na verdade é um atrás do outro), separados apenas pela medianera de cada prédio. Eles se cruzam, mas não se encontram e começam a conversar online.

A história do filme é incrível e o final vai deixar você cheio de sorrisos, mas isso não costuma acontecer na vida real. No filme de Gustavo Taretto (spoiler do filme), os personagens acabam enfrentando alguns de seus medos e se encontram na rua, por acaso e vivem. Mas e nós? O amor verdadeiro vai nos encontrar no fim? Como diz Daniel Johnston na letra de True Love Will Find You In The End?

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Esses dias eu parei de usar todos os aplicativos (Tinder, Happn…) e pensei “e agora?”, será que espero que a história de Medianeras aconteça comigo? Será que volto para os aplicativos?

Conhecer alguém novo está a um clique, você entra no Tinder e começa. É fácil, as pessoas estão lá (dispostas ou não) e querem o mesmo que você: conhecer alguém novo, ter uma experiência nova, ter uma companhia para beber, fazer sexo ou tirar um pouco da carência. E pode acreditar você tem muitas opções. Você pode não querer sair de casa (nem eu), mas as pessoas estão lá nos aplicativos. E mesmo assim estamos solteiros, presos olhando para a nossa medianera.

Eu sempre acho que o problema nunca está no meio e sim em como lidamos com ele. No caso do filme Medianeras, a história de Martin e Mariana começa a mudar quando eles criam uma janela nova no apartamento. Eles quebram a medianera e se “encontram pela primeira vez”. Pode parecer boba essa cena (no vídeo abaixo), mas eu adoro a forma como o diretor usou isso. Ele mostrou que você precisa dar o primeiro passo, que só você pode fazer as coisas acontecerem, independente do meio que usa para se comunicar.

Acho que todo mundo deveria quebrar sua medianera interior, não só para o amor, mas para a vida.

Medianera é uma palavra em espanhol, é algo que está no meio de duas coisas. Sabe aquela parede dos prédios que não tem janela? Isso é uma Medianera.

*Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles“.

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