/ crise

08set

Geração 2, 3 anos

Postado por às em Relacionamento, Trabalho

mulher-desesperada-24803A moda agora são os textos e mais textos sobre felicidade no trabalho, sobre largar tudo e ir viajar, largar tudo e empreender ou fazer parte da maioria e ficar preso no escritório lendo essas matérias e sonhando com a liberdade, mas será que estamos frente a uma crise grupal? Uma crise de identidade em que muitas das pessoas que eu conheço raramente respondem que amam o trabalho, acho que 80% não curte o que faz e largaria tudo para seguir um sonho, não sei.

Eu já escrevi sobre insatisfação no trabalho e sobre crise, mas venho amadurecendo a ideia de que tudo isso é uma fase e ou se aceita ou se toma uma posição de mudança, seja para outro emprego ou seja para o empreendedorismo, mas também muitas vezes me pego pensando, será que ao entrar em um emprego novo, daqui a 2, 3 anos a sensação e cansaço interminável, de frustração não vai voltar? Afinal você já deve ter ouvido de algum colega de trabalho: “todo lugar é a mesma coisa”, não sei.

E nos relacionamentos? Uma fragilidade se instalou, uma dificuldade de se relacionar tão grande, e quando o namoro finalmente acontece, passam-se os 2, 3 anos e começa a bater aquela sensação incômoda, onde o que no início era uma beleza, agora já é irritação, quando você achava bonito ela dormir toda esparramada na cama e hoje você quer matá-la toda vez que ela passa alguns milímetros do espaço delimitado para cada um na cama.

Será que a vida é assim mesmo? De tempos em tempos temos que descartar as relações emocionais e trabalhistas que não nos convém mais? Será que essa sensação não vai passar nunca? Não sei.

Será que existe vida e bons frutos depois dos 2, 3 anos de trabalho ou de namoro? Devemos nós insistir nessas relações? Devemos ser mais pacientes? Não sei.

12ago

Escolhemos nosso futuro e não pensamos em nosso presente

Postado por às em a vida como ela é, Relacionamento
Lola Créton e Sebastian Uzendowsky em cena do filme "Adeus, Primeiro Amor", de 2011.

Lola Créton e Sebastian Uzendowsky em cena do filme “Adeus, Primeiro Amor”, de 2011.

Escolhemos nosso futuro e não pensamos em nosso presente sempre converso com meus amigos sobre expectativa versus realidade e esses papos chegam a diversos pontos, inclusive nas escolhas que moldam nossas vidas. Ontem mesmo estava falando sobre isso no trabalho e me deparei com um pergunta (que até joguei no Twitter). Será que nos estamos fazendo o certo de maneira errada?

Nos foi ensinado que devíamos estudar, depois estudar mais e conseguir um bom emprego para depois pensar em casar. Ganhe dinheiro, viaje, conheça lugares, ganhe dinheiro, seja independente, ganhe mais dinheiro… Basicamente é isso que as pessoas falam e isso que tentamos fazer. Mas quando chega a parte boa? Quando vamos colher os frutos disso tudo? Claro que aquela viajem uma vez por ano faz parte desse fruto, mas isso é o mínimo que poderíamos dar para nós mesmos. Hoje eu me pergunto: cadê a parte boa de tudo isso?

Eu não estou falando que a vida é uma merda (mas já disse mais ou menos isso nesse post aqui), o que eu quero dividir com vocês é que eu e muitos outros fizemos escolhas. Devemos primeiro trabalhar e se esforçar para depois viver. Primeiro vem o dinheiro, depois você pode ter sua vida e ter uma família, um carro, ou aquele período sabático. Mas por quanto tempo você vai trabalhar para ter dinheiro e ter as coisas que você já quer ter? Quanto tempo vamos usar de nossas vidas tentando chegar a um lugar que não sabemos onde é?

Será que um dia vamos cansar e simplesmente viver? Eu fiz algumas escolhas certas, mas será que no meio do percurso elas deram errado? Fico pensando nisso e não chego em nenhuma conclusão.

Quando vejo que meus amigos do colégio já estão casados com filhos fico pensando se eu dei uma pausa para a vida ou se foram eles que aceleraram. Pode soar um pouco errada essa colocação mas será que os meus amigos que casaram jovens fizeram o errado de maneira certa enquanto eu fiz o certo de maneira errada? As vezes prefiro pensar que é apenas o tempo. Mas fico encucado com isso.

As nossas escolhas nos colocam em certos lugares que nem imaginamos. É como se o nosso eu adulto tivesse dito adeus para aquele eu criança, sabe? Como se tivéssemos dado adeus ao nosso primeiro amor.

Às vezes essas mudanças decorrentes das nossas escolhas podem ser muito boas, mas em outras podem deixar um gosto estranho na boca. Escrevo isso enquanto tento de decidir qual o gosto impera por aqui. E você, o que me diz de toda essa besteira que escrevi acima?

30jul

Os 4 filmes mais superestimados dos últimos tempos

Postado por às em Filmes

CUPCAKE

Ontem conversando com o Jader e inspirado num post no grupo de cinema eu resolvi fazer uma lista dos 4 filmes que eu acho superestimados, essa lista certamente vai gerar uma confusão, por que né? A percepção e gosto de cada pessoa é totalmente variável e não reflete a opinião do mundo inteiro, ou seja, não me venham com 5 pedras nas mãos, afinal é só mais um post com intuito de entreter e obviamente reflete a minha opinião, que pode ou não bater com a sua. Lembrando também que o fato de eu achar superestimado não significa que eu acho o filme ruim, ok?

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Whiplash – Eu vi o trailer antes de algum outro filme e me encantei, não me aguentava de ansiedade para ver essa história, ainda mais com tantas críticas positivas, chegou a data do lançamento e eu fui com o boy assistir, achei muito interessante, visceral – palavra que muitos usaram para definir o filme. Eu acho que o filme traz muita identificação pois quem nunca teve um chefe parecidíssimo com o professor? Me reconheci ali, mas aquilo ali não foi nada de excepcional, foi um bom filme, mas nada mais que isso.

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Interestellar – Um mega boom de publicidade e críticas positivas me fizeram entrar no cinema para ver Interestelar, um longa (bota longa nisso!) cheio de teorias em sua maioria difíceis de compreender e com voltas e voltas que acredito eu façam com que o expectador propositalmente se perca no enredo ou se ache burro por não entender conceitos baseados  na teoria da relatividade, começa bem, depois tem uma mega queda e depois vira algo que é muito nonsense. Fora que é extenso de uma forma que eu juro, eu quase dormi em alguns momentos, só não capotei por que o boy estava do lado (risos).

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Boyhood – Outro filme que ganhou holofotes e eu fiquei curiosa pra ver já que demoraram 12 anos pra rodar, estava em uma viagem longa para Alemanha e surgiu a oportunidade, dei o play e gostei bastante, até me emocionei em alguns momentos, pois eu sou mãe né? Mas olha, dizer que é uma obra prima, principalmente considerando esses 12 anos de produção? Não mesmo. O filme conta a história de um menino até seus 18 anos de idade, mas, crime acontece, nada ocorre, feijoada.

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O fabuloso destino de Amélie Poulain – Acho que foi um dos primeiros filmes “cult” que assisti, acredito eu que uma grande leva também, é um filminho lindinho, cheio de poesia, boa fotografia e música francesa e só.

Lembrando que essa listinha aqui reflete a minha opinião, não se sintam chateados caso eu tenha citado um de seus filmes favoritos, afinal, o que seria do azul se todos só gostassem do rosa?

28jul

A crise e o limbo existencial

Postado por às em a vida como ela é, Relacionamento

Sabe quando teu olhar se perde em algum ponto x em qualquer lugar e você não consegue piscar ou movimentar seu olho por que é uma sensação gostosa e bizarra ao mesmo tempo? Eu muitas vezes me pego nessa situação, em momentos da vida amorosa, carreira e até quando estou dirigindo.

Acho que no fundo todos sabemos dos nossos motivos para cada problema que enfrentamos diariamente, o exercício que eu faço para sair de limbo é a comparação, quando estou descontente com meu trabalho muitas vezes paro e analiso o atual cenário de crise econômica e penso quantas pessoas estão sem emprego ou sub empregadas, tento focar nos pontos positivos, não é fácil, mas ficar lendo textos de quem largou tudo pro alto e foi tirar um ano sabático não vai mudar nada.

Então eu olho ao redor e posso dizer que 80% das pessoas estão nesse carrossel: cansado do trabalho atual – cansado do relacionamento e não tem força para dar um basta, seguir um rumo diferente, como faz para ter coragem? Como largar o teu algoz que ao mesmo tempo é teu amor? Como se livrar das garras desse amor gostoso? risos.

Estão todos com os olhos parados no horizonte esperando algo mudar, ou não. Eu posso dizer que me encaixo em muitos casos e faço parte da equipe que não consegue desapegar, que não consegue jogar tudo pro alto e começar do zero, tanto no trabalho quanto no amor, eu gostaria de ter essa habilidade de tocar o “F” e começar tudo again and again mas não, eu insisto até o desgaste e ai quando o fim chega é pior, pois não há resquício nenhum de boas lembranças, eu não sei pra vocês, mas esse limbo é o começo do fim.

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