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30jun

A incrível geração que acredita ser mais inteligente por seu gosto musical

Postado por às em Música, vida
mesmo se nada der certo filme

Mark Ruffalo e Keira Knightley em cena de “Mesmo Se Nada Der Certo”, de 2014

[Você pode ler esse post escutando qualquer música. Coloca ai a sua favorita! ♫]

Conheço muitas pessoas que não tem preconceitos com gays, negros ou moradores de rua. Pessoas que falam que não tem preconceito contra nada, pessoas que saíram gritando em suas redes sociais a pergunta “quem é Cristiano Araújo? Por que ele é tão famoso assim se eu não conhecia?“, pessoas que acham que o fã de funk ou aquele cara que gosta de pagode, ou ainda o fã de One Direction, é um alienado.

Eu gosto de todo tipo de música, ouço Ed Sheeran e Lady Gaga, Imagine Dragons e Arcade Fire, Taylor Swift e Angus and Julia Stone, escuto de tudo e não tenho problema com isso. Às vezes em casa, quando quero me animar, coloco É o Tchan para tocar e me divirto. Será que isso quer dizer que sou menos inteligente que você?

Nos tempos atuais para uma pessoa ser inteligente ela deve curtir uma banda indie neozelandesa que toque suas músicas com um único instrumento feito de uma árvore que não existe mais ou que faça clipes que ninguém entende, pois isso é ser cool.

Gostar de Backstreet Boys é errado, já parou (agora que você é adulto) e analisou as letras? É uma bobeira atrás da outra! E One Direction? Como assim você gosta deles? São umas crianças cantando sobre amor. Mas gostar de Beatles faz você ser superior. E aquele jazzinho delícia? Isso sim é coisa boa, isso sim faz de você uma pessoa evoluída. Claro que temos que excluir a Lady Gaga, pois ela é do pop e não soa bem falar que o jazz dela com o Tony Bennett é bom. Não escutaria isso nem em casa, imagina então com pessoas me observando?

Pra vocês terem ideia escutei uma pérola quando o pianista Herbie Hancock e o cantor John Mayer estavam tocando para o Ed Sheeran na 55ª edição Grammy Award. Uma pessoa disse “Como assim eles estão tocando para esse moleque?” e completou dizendo que o Ed Sheeran era um cantor pra adolescente. Mas é claro que o Radiohead, Oasis ou o Nirvana são bem melhores, mesmo sendo bandas que você gostava em sua adolescência.

Não, eu não estou comparando Ed Sheeran com Kurt Cobain, muito menos com os irmãos Gallagher. Só quero fazer uma comparação simples sobre você, sobre sua adolescência e sua inteligência.

Eu não entendo essas coisas. Não é religião, não é educação, é só música! Por que então você considera alguém inferior só por que ele não gosta de Björk e prefere Taylor Swift? Vivemos numa sociedade em que gostar do que todo mundo gosta é algo ruim, te diminui. Faz de você parte de povo.

Hoje em dia quando alguém me pergunta que tipo de música eu gosto, não sei responder. Eu gosto de tudo, até de funk. Se estou na balada e toca funk eu me divirto muito. E qual o problema?

Algumas pessoas falam que o mundo está ficando chato, pois tudo está virando preconceito, mas não é verdade? Quando as pessoas ~ que não tem preconceito com nada ~ pararem de se achar mais inteligentes pelo seu gosto musical, os chatos ~ como eu ~ podem parar de escrever sobre isso. Não é?

You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello, hello hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello…” – The Beatles

Let me tell you the story about the call that changed my destiny
Me and my boys went out, just to end up in mysery
I was about to go home and there she was standing in front of me
Said: Hi, I got a little place nearby
Gotta go…” – Backstreet Boys

You say, you say to everybody that you hate me
Couldn’t blame you ‘cause I know I left you all alone
Yeah, I know that I left you all alone…” – One Direction

Se eu embaralhar essas letras você, que não é fã de nenhum dos três, saberia dizer quem é quem? Não estou falando de importância para o mundo da música (não sou crítico), estou apenas tentando entender onde está a parte que deixa algumas pessoas mais inteligentes e outras mais burras.

22jun

Nosso amor ficou melhor nas fotografias

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Relacionamento
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Jim Carrey e Kate Winslet em cena de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de 2004

Você pode ler esse texto ao som de Photograph, do Ed Sheeran. ♫

Nós sabíamos que o amor poderia machucar, mas sempre soubemos que seria lindo. E hoje, quando volto para casa, tiro nossa fotografia da carteira e penso que naquele momento que foi eternizado, onde nossos olhos estavam abertos e nossos corações não estavam partidos.

Você não era aquilo que eu precisava, nunca foi. Mas fomos aqueles que nós queríamos e isso foi impresso nas fotografias. A maneira como você me olhava, suas mãos em mim, seu sorriso… Tudo isso está eternizado, congelado com tempo. E nesses segundos congelados seremos felizes para sempre.

Mesmo que eu não te ame, lembro-me desse sentimento que tínhamos ao olhar nossas fotografias. Lá não existe mensagem não respondida, não existe carta de adeus e nem dúvidas. Só o amor que parou no tempo. É como se nada tivesse acabado, como se aquele dia em que você foi embora não tivesse existido. É como se eu pudesse voltar no tempo para viver mais um pouco aquele sentimento, que fica melhor na fotografia.

Às vezes me pergunto se em alguma outra realidade aquele casal da foto estaria feliz. Não respondo minha própria pergunta e dou risada de mim mesmo. Nós nos amamos por essa fotografia.

Quem nunca se pegou olhando fotos antigas e sentindo aquela saudade boa? Eu sempre faço isso e o melhor é que eu consigo não apenas eternizar o momento, consigo buscar o sentimento. Eu olho para a foto que postei há 64 semanas no Instagram e sei o que estava sentindo. E fico achando que aquela fotografia foi encenada, pois existe tanto sentimento nela que não poderia ser por acaso.

Sabemos que fotografias não aquecem corações, mas elas têm o poder de trazer um pouco do sentimento de volta. É similar ao poder das músicas, porém aqui não existem as notas.

Hoje, olhando para as nossas fotografias juntos, custo acreditar que era eu ali. Parece que ficamos juntos apenas para ter aquela foto, para guardar o sentimento num potinho e manter ele vivo para sempre.

Olhando aquela imagem consigo perceber que nada foi tão lindo como ela mostra, parece que nosso amor ficou melhor nas fotografias, pois olhando pra elas eu vou criando memórias que as vezes nunca existiram, inventando minha própria história. Pois o nosso amor estava cheio de olhos fechados e corações partidos.

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

02jun

À sua imperfeição que me cativa

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Relacionamento
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Lucia Moniz e Colin Firth em cena de Simplesmente Amor, de 2003

[Você ler esse texto ao som de Tenerife Sea do Ed Sheeran ♫]

Eu adoro a forma como você se veste e o fato de seu sorriso ser estranho.
Adoro o jeito que você mexe em seu cabelo e bagunça tudo sem perceber.
Gosto muito de explicar aquele filme que você não entendeu ou aquele livro que estou lendo e você chega todo curioso pra saber da história.
Adoro quando você erra a conversa no chat e me envia algo sem querer.

Você me olha tão sério quando vou te explicar algo, que às vezes penso que você está brincando comigo, mas na verdade está só prestando atenção. E eu adoro isso.

Quando você faz brincadeiras bobas eu fico bravo por não conseguir segurar o sorriso e te dou aquele soco fraco. Não por que quero te bater, eu só quero te tocar. E quando eu olho pra você vejo todos seus defeitos e suas imperfeições e isso me faz perceber o quanto estou apaixonado.

Eu sei que somos jovens, que veremos muitos outros rostos bonitos na vida e poderemos viver momentos com eles, mas quando estamos juntos a gente se diverte.

O brilho que ganho em seu olhar multiplica toda essa minha timidez. Como sou bobo, fico tentando devolver tudo em forma de sorrisos. Acho que consigo.

Você é como aquela música que não é a principal do álbum, mas que completa ele. Sem essa música a história daquele disco não faria sentido e o cantor não faria tanto sucesso. Eu sei disso.

Você pode não perceber, mas brilha no meu olhar e todos os dias, quando penso em você, dou sorrisos e proponho um brinde à sua imperfeição. Ela me cativa.

Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles“.

29mai

Vivendo sob o olhar imaginário do ausente

Postado por às em Eu Você e Eles, Relacionamento

 

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Hilary Swank e Gerard Butler em cena de P.S. Eu Te Amo, de 2008

[Você pode ler esse texto ao som de Give Me Love do Ed Sheeran ♫]

Acho todo mundo já passou por isso após terminar um relacionamento. Você ainda está conectado a pessoa, ainda espera que ela apareça de surpresa ou te encontre no metrô. Vai na livraria e passa por aquela sessão que ele mais gosta só pra tentar encontra-lo, ou apenas por que sente que ali poderia ser seu lugar também.

Estar (ou se sentir) conectado a alguém que não pensa mais em você é triste, é como viver sob os olhos imaginários de alguém que não existe.

Uma vez fiz um trabalho na faculdade onde tínhamos que transformar um dos contos de Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, em uma peça de rádio. Eu havia acabado de terminar um relacionamento e hoje penso o quanto participar disso fez bem para a evolução daquele sentimento.

Eu sequer imaginava que o final de um relacionamento tinha fases e que precisa colocar minha cabeça dentro d’água, ficar sem respirar para desejar o ar da mesma forma que desejaria a liberdade, para quando sentisse o ar entrando nos pulmões pudesse respirar a aliviado e não viver sob o olhar daquele que não me olha. O conto de Barthes fala exatamente sobre isso.

Não sei quantas vezes, chegando em casa após o trabalho, pensei em encontra-lo no portão me esperando e rever aquele sorriso. Eu olhava para os dois lados da rua como se estivesse sendo observado, andava como se ele estivesse logo ali e pensava que os olhos dele estavam mim, que me seguia na rua, que me via.

Hoje encaro isso como uma verdadeira bobagem. Eu estava tão conectado a ele que nem sequer prestava atenção na realidade, vivia sob a fantasia que era criada na minha imaginação. E olha que tenho uma imaginação bem fértil!

Claro que é fácil descartar esse sentimento agora que já passou, mas nunca diria que isso não voltará a acontecer. Posso me jogar num relacionamento e passar por isso de novo. O que sempre tentarei fazer é aprender com isso. Como disse em outro texto aqui no blog: “o errado dá certo no final, pois aprendemos com os relacionamentos passados e seguimos em frente.”

Viver sob os olhos imaginários de alguém que está ausente é muito romântico, é como voltar no tempo e ser um personagem das histórias clássicas, é como pensar: eu vivo de amor! É absolutamente lindo ao mesmo tempo que é incrivelmente triste. Mas o que seria da beleza se não existisse a tristeza?

A tristeza é linda.

*Este texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles

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