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16nov

O empoderamento feminino em Jogos Vorazes

Postado por às em Feminismo, Filmes

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Essa semana termina mais uma Saga que levou milhões de pessoas aos cinemas, com uma premissa diferente das outras histórias que acompanhamos, Jogos Vorazes traz uma história política, que obviamente tem como segundo plano um romance e algumas intrigas, mas esse filme eleva para um outro nível os filmes de Sagas, trazendo significados e visões que refletem na geração de pessoas que são impactadas pela história da revolução.

Não poderia vir em melhor hora este final, um momento em que estamos participando, vendo, presenciando a primavera das mulheres no Brasil, e Katniss Everdeen, a mocinha deste filme é um forte exemplo de feminismo, de força e empoderamento feminino.

Katniss é um exemplo para homens e mulheres, não apenas por suas habilidades de luta e sobrevivência, mas de inteligência e perspicácia, pois transcende a questão feminismo/machismo, ela impressiona homens e mulheres e sim, ela é fodona. Como não se impressionar vendo uma mulher dominar um arco e flecha e tornar-se o símbolo de uma revolução?

Ela desafia o Estado, desafia a própria sociedade e critica o culto excessiva à aparência, afinal os Jogos Vorazes são vistos como um espetáculo para quem está de fora e todo o tempo gasto em suas roupas, artigos para ela não faz sentido. Se Katniss vivesse na vida real, nos dias de hoje, ela seria uma mulher que vai contra os padrões impostos pela sociedade, tenho certeza disso.

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Poderíamos ficar aqui falando sobre os arquétipos e muitas facetas feministas sobre a personagem de Jennifer Lawrence, mas acredito que o fator mais importante aqui é a escolha de uma personagem forte para uma série que pode ser considerada focada no público adolescente, onde não existe o estereotipo de uma mocinha desprotegida que precisa de suporte e de um homem obviamente lindo e maravilhoso para cuidar dela e das fraquezas e que mais importante ainda, o foco dela não está relacionado ao amor romântico ou relacionamento.

Jogos Vorazes traz para jovens e adultos um novo formato de filme que coloca as mulheres no protagonismo e talvez não seja o que o movimento feminista busca, mas eu entendo como um grande passo e confesso que estou muito animada para ver o fim dessa história! Nós vamos assistir a pré-estreia hoje e eu estou mega ansiosa pra ver como Katniss vai conduzir esta revolução.

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13ago

O meu livro preferido

Postado por às em Livros

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Alguém já te perguntou qual era o seu livro favorito? pra mim sim e a resposta é sempre a mesma, na verdade não é um livro e sim uma saga: nenhum outro conseguiu me fazer esquecer a Trilogia Millenium, com três livros: – Os homens que não amavam as mulheres – A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar.

Eu li esses três livros enquanto ainda estava na faculdade e ainda consigo me lembrar do coração batendo acelerado com cada movimento planejado pelos doidos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Acredito que muitos de vocês já tenham lido, lembro de uma época em que virou febre, mas não sei se todo mundo chegou a concluir, já que cada livro era grosso feito aqueles
do Game of Thrones. O primeiro livro tem uma história interessantíssima que é bem distinta dos dois outros livros, mas que faz com que os dois personagens principais se conheçam e criem seus laços, intrigante, emocionante e o melhor de tudo, te deixa bem grudada nas páginas. Mikael é um jornalista investigativo que de “férias forçadas” é convidado por um ricaço a investigar o caso de sumiço de sua sobrinha e o desenrolar é sensacional.

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O segundo livro começa mais devagar, confesso que quase deixei de lado, mas surpreende e mostra a real história da trilogia, é emocionante e inteligente, tem assassinato,  escândalos econômicos e até trafico sexual, inúmeras vezes me peguei sem fôlego ou rindo sozinha. Acho que o que mais me encanta nesse livro é a construção de personagens principais, a forma como eles são totalmente fora do padrão, os heróis são extremamente divergentes, ela uma hacker cheia de piercings, revoltadinha e incrivelmente inteligente, ele um jornalista “normal” extremamente sagaz e visionário.

Os livros fizeram tanto sucesso que viraram filme na Suécia (tem na Netflix) e ganharam o mundo, tanto que rolou até uma versão de Hollywood que na minha opinião não ganha das versões originais, mais foi incrivelmente empolgante.

Eu não vou fazer a resenha dos livros, pq né? Você pode procurar isso facilmente nas internets, indico profundamente e fiquei feliz agora em saber que haverá uma continuação, o autor Stieg Larsson já é falecido, mas um outro escritor foi contratado para ser o responsável pela continuação, o livro será lançado na Suécia ainda esse ano.p

Update: A Gio Sacche me avisou que o lançamento vai ser mundial e já está em pré venda na Amazon para edição física e também para kindle! OMG!

05ago

Por que não temos mais donos de casa?

Postado por às em Feminismo
Celso dono de casa

Celso exemplo na página do IG

Aqui estou eu mais uma vez escrevendo um post sobre feminismo, eu não me declaro feminista, dessas que ficam passando o olho em tudo, mas eu defendo a ~categoria~ no que eu posso, meu namorado diz que eu só torço pras mulheres em todo reality show que assisto, que eu sempre defendo o ponto de vista feminino, mas eu não encaro isso como feminismo, acho que é uma coisa natural.

Eu trabalho num ambiente 90% masculino e posso dizer que o machismo está arraigado nos comportamento de meus colegas, mesmo que eles achem que não, mulher está numa categoria abaixo, aqui no Brasil não existe nenhuma mulher na diretoria, entre outras coisas que não me cabe citar aqui.

Mas o que me motiva a escrever esse texto é o fato de que em uma conversa entre minhas colegas de trabalho durante o almoço veio à tona o lance de que a mulher chega em casa e ainda tem que fazer trabalho doméstico, blá blá blá, e ai lá fui eu esbravejar as minhas indignações, pois eu não consigo entender um relação onde as duas pessoas trabalham, as duas pagam e dividem as contas por igual e apenas a mulher vai chegar em casa e trabalhar ainda mais.

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Ai uma colega comentou que seria muito difícil eu encontrar um homem que também tenha esse pensamento, por dentro eu gritei: “ficarei solteira pra sempre!”, mas o que eu observei foi que estávamos em 4 mulheres e só eu expressei minha revolta, a colega que colocou o ponto também concordou, mas aparentemente ela está “acostumada” com esta posição e tem um companheiro que ajuda em alguns pontos, as outras duas apenas acompanharam o diálogo.

Todo mundo me conhece e sabe que eu tenho esse posicionamento e defendo com garras e dentes, afinal, somos iguais, por que um lado tem a carga maior? Por que em pleno 2015 ainda vemos este tipo de ideia ser considerado como ideal? Por que ainda são praticamente zero os donos de casa? Por que os comerciais de produtos de limpeza ainda são feitos apenas com mulheres?A gente ainda tem muito que lutar.

10jul

Fifth Harmony e o feminismo

Postado por às em Feminismo, Música

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Feminismo é a bola da vez, emponderar uma mulher virou moda, virou cool, demorou!

Podemos ver o posicionamento de empresas, e o novo pensamento em relação à mulher e sua representatividade, podemos ver as pessoas como um novo pensamento, com visões mais críticas quando uma publicação ou ação é machista, as pessoas estão mudando e as mulheres mais que nunca ganharam voz e no meio de tudo isso nós temos uma girl band chamada Fifth Harmony que traz em suas letras, coreografias e estilo o emponderamento feminino para um novo e maior público, os adolescentes, que acredito eu, ainda não tem o machismo completamente na mente.

A banda se declara feminista e seus dos hits BO$$ e Worht it traduzem mensagens de incentivo, colocando a mulher numa posição de poder, destaque e elevam a auto estima feminina, elas querem inspirar mulheres e meninas e mostrar que ser forte, poderosa lhes trará sucesso e que no final tudo isso é mais importante que uma competição.

“C-O-N-F-I-A-N-T-E, essa sou eu, eu sou confiante / Não quero seus elogios”.

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No clipe de Worht it as cantoras são personagens da vida real e que em sua maioria são papéis desempenhados por homens como executivos de terno, chefes com suas secretárias, cantando algo como “dê pra mim, porque eu valho a pena”

As moças foram “descobertas” em um reality show The X-factor onde ficaram em terceiro lugar e desde então vem surpreendendo o mercado pop com suas músicas e clipes poderosos e já até foram comparadas com as Spice Girls, além de claramente serem feministas e fazerem questão de deixar isso público, as gurias estão faturando uma boa grana e vêm sendo chamadas de primeira grande girl band depois dos anos 2000.

Enquanto a quantidade de celebridades que se declaram feministas ainda é baixa, fico feliz em ver novos padrões vencendo os antigos e grupos como o Fifth Harmony preocupados em mostrar que para os jovens que o feminismo não se trata de odiar o sexo oposto e sim de igualdade, elas estão preocupadas em dar um bom exemplo a milhares de pessoas, sejam fãs ou apenas pessoas impactadas por sua música.

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