/ filme

02dez

Pré estreia de Pegando Fogo

Postado por às em Filmes, Gastronomia

NEtRikgs0ZFZxu_1_b
Ontem nós fomos convidados pela Paris Filmes para ver em primeira mão o filme Pegando Fogo com o maravilhoso Bradley Cooper e a linda Sienna Miller. O filme conta a história de um chef que foi viciado em drogas e tem um temperamento explosivo, parece cliché né?

Já no começo do filme você vai saber que aconteceu algo muito pesado em Paris, mas ninguém fala o que é, aparentemente alguma catástrofe por conta de gente muito chapada, no caso o chef Adam Jones, que sai do circuito para se tratar e ficar limpo das drogas.

Depois de se tratar e ficar 2 anos sóbreo, Adam tenta voltar ao mercado e principalmente conseguir a famosa terceira estrela do guia Michelin. No meio de tudo isso tem drama, romance de leve e o mais legal: o ambiente de um restaurante, de como a excelência na cozinha é tratada e como as coisas acontecem por trás do restaurante, claro, tem também aqueles clássicos chiliques dos chefs.

bradley-cooper-pegando-fogo

Eu fiquei sabendo que Bradley tomou um mês de aulas com o famoso chef Gordon Ramsay, para entender melhor todo processo, apesar de em uma entrevista dizer que tem bastante familiaridade com a cozinha.

burnt1

Aqui no Brasil a Paris Filmes convidou o chef Carlos Bertolazzi para ser o padrinho deste filme, o que casa muito bem com o momento do chef, que atualmente está na televisão com o programa Hells Kitchen – Cozinha sob Pressão, todos os sábados a partir das 21:00.

Vocês sabem que eu sou apaixonada por programas de culinária e o programa do Bertolazzi é um grande sucesso e já está na terceira edição, inclusive já falei dele aqui.

Eu fiquei mega empolgada na possibilidade de conhecê-lo e obviamente fiz a tiete e tirei uma fotinha, ele foi muito simpático, quando cheguei em casa minhas filhas perguntaram se ele era bravo, risos.

Conheci o maravilhoso Carlos Bertolazzi hoje na premiere de Pegando Fogo. Obrigada @ParisFilmes pelo convite

Uma foto publicada por Taína Sena (@tainasena) em

No geral eu gostei muito do filme e algumas pessoas com quem conversei também, é uma história que tem alguns pontos altos, tem uma fotografia bem limpa e agrada aos olhos durante todo o filme, eu gostei, como aloka dos programas de culinária, dou meu aval para o filme.

07out

Dois filmes, uma história de amor

Postado por às em Amor, Filmes, Relacionamento
encontros_e_her

Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014 e Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

[Você pode ler esse post ao som de The Moon Song, nas vozes de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix ♫]

Assisti ao filme Encontros e Desencontros há muito tempo, mas por influência de um ex revi o filme. Na primeira vez que vi, o filme não havia me chamado atenção, acredito que deve ter sido pela minha idade ou pela pouca bagagem, mas da segunda vez fiquei enlouquecido e agradeci, silenciosamente, o ex (que já tinha ido embora) por ter insistido que eu assistisse ao filme novamente. Essa segunda vez foi logo depois de ter visto Her nos cinemas, filme que chegou direito ao meu top 10 e permaneceu lá, bem ao lado de Encontros e Desencontros que fiz questão de arrumar um espaço e colocá-lo entre os meus favoritos.

lostintranslation8

Bill Murray em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Há uns dias atrás, estava meio cabisbaixo e entrei no Tinder. Entre os “sim” e os “não” estava um moço bonito que ganhou meu “sim”. Eu não estava com vontade de sair com ninguém, mas ele insistiu e me propôs um jogo de pontuação, com perguntas e respostas. Achei incrivelmente bobo mas muito divertido e topei. Ele deveria fazer 5 perguntas e somar ao final os meus pontos (e eu deveria fazer o mesmo), mas as perguntas foram tão legais que na quinta ele disse “pergunta valendo 1 milhão: vamos pro bar agora?”, eu ri e disse “vamos”. Agora vocês estão pensando o que essa história tem com os dois filmes citados acima? Nada. A história não se parece com os filmes, foi apenas um date. Porém, o moço em questão era fã dos filmes da Sofia Coppola, mas ainda não sabia que ela foi casada com o Spike Jonze e que Encontros e Desencontros foi feito sobre a relação deles e a resposta de Jonze foi o filme Her. Quando falei isso pra ele, logo soltei “enquanto a gente posta indiretas no Twitter, eles fizeram filmes, um trabalho de anos, para tentar dar uma reposta ao outro“. É incrível, isso não é?

Deixei o moço bem pensativo durante o date, ele começou a ligar as duas histórias e disse “porra, que incrível!”. Nós não ficamos, não nos vimos mais, não nos falamos mais. Não era realmente para ter acontecido nada, foi só uma boa companhia ocasional para conversar sobre filmes bebendo cervejas. E nessa conversa eu contei o meu ponto de vista sobre os dois filmes e sobre o relacionamento, difícil de superar, de Sofia Coppola e Spike Jonze. Que vou dividir aqui com vocês.

her

Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014.

Encontros e Desencontros é aquele filme triste, que bate na gente, sabe? Você assiste e logo liga aos seus relacionamentos anteriores pensando em como as coisas não podem voltar a ser como eram antes e em como devemos aceitar que não é uma derrota, foi uma vitória, por um tempo foi uma vitória. No filme, somos apresentados aos personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson. Ele é uma estrela de cinema que está em Tóquio para fazer um comercial, ela está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo que a deixa sempre sozinha (#foreveralone). Eles sofrem com a mudança de horário e não conseguem dormir, por isso se encontram por acaso no bar do hotel e em pouco tempo se tornam amigos. Mas a amizade eles é um tanto diferente, é um amor instantâneo, sabe? Algo que a gente precisa viver sem nem saber o motivo. Eu acredito que ali nasceu um amor, mas um tipo diferente de amor, aquele que só sobreviveria em Tóquio, eles poderiam se encontrar em outro lugar? Poderiam, mas viveriam a mesma história? Dificilmente. Seria essa mensagem que Sofia Coppola quis passar no filme para Spike Jonze? Que a relação deles como era antes não poderia existir em outro lugar? Outro momento? Triste isso, não é? Triste e lindo.

lostintranslation9

Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Agora vamos andar 10 anos no tempo. Em 2014, o diretor Spike Jonze lançou o filme Ela (Her), com Joaquin Phoenix e Rooney Mara. O filme nos apresenta a história do solitário Theodore, um escritor de cartões que se apaixonada pelo seu novo sistema operacional, que ganha a vida pela voz de Scarlett Johansson. Ele é separado, mas se recusa a assinar os papéis e deixar a ex livre. O filme nos apresenta a história do homem com a tecnologia, mas principalmente a história sobre nossas relações. Enquanto Theodore se encanta por sua namorada, que é um sistema operacional, ele não aceita a separação, foge da realidade. Ele quer viver os tempos que passou com ex, quer repetir aquilo. Tema usado por Sofia Coppola em Encontros e Desencontros. Enquanto Jonze quer voltar atrás e viver novamente aquele sentimento no filme Her, ela sabe que nunca será igual. Eles nunca terão a mesma relação.

Ao final de Her, o personagem de Joaquin Phoenix lê uma carta para sua ex, que funciona como um pedido de desculpas. Nesse momento do filme a voz (incrivelmente bela) de Scarlett Johansson, que deu vida ao programa de computador, já havia partido, Theodore havia sido deixado pela segunda vez e decidiu aceitar a primeira separação, mesmo ainda amando sua antiga esposa.

Dear Catherine,

I’ve been sitting here thinking about all the things I wanted to apologize to you for. All the pain we caused each other. Everything I put on you. Everything I needed you to be or needed you to say. I’m sorry for that. I’ll always love you ’cause we grew up together and you helped make me who I am. I just wanted you to know there will be a piece of you in me always, and I’m grateful for that. Whatever someone you become, and wherever you are in the world, I’m sending you love. You’re my friend to the end.

Love,
Theodore.

É tão lindo pensar que essa carta na verdade era de Spike Jonze para Sofia Coppola, falando sobre o amor que viveram, sobre nunca esquecer do amor que sentiam e sobre amar para sempre, mesmo sabendo que os dias de amores passados nunca voltarão.

24set

Ninguém é culpado pelo fim

Postado por às em Relacionamento
Cena do filme Ponte Aérea, 2015

Cena do filme Ponte Aérea, 2015

[Você pode ler esse texto ao som de Thinking out Loud, do Ed Sheeran]

Parece que aquele dia que fomos ver Ponte Aérea foi uma premonição, afinal desde o começo a gente sabia sobre os riscos e resolveu mesmo assim se aventurar, como eu sai do filme debulhada em lágrimas parece mesmo uma visão, por que foi desse mesmo jeito quando o fim chegou, soluçando e tentando esconder o choro copioso e dolorido.

Lembro até hoje quando o filme terminou eu encontrei uma amiga no meio do caminho do banheiro, onde eu buscava abrigo e esconder a emoção e o choro provocado pelo filme, eu passei correndo dei um oi e corri, mas ontem, não tinha lugar pra eu me esconder. Era só eu, você e a nossa decisão.

Quando eu conto da nossa decisão as pessoas me chamam de louca, nos chamam de loucos, por que como podemos considerar uma atitude tão radical assim e sofrer tanto pensando em algo que pode mudar, pode sofrer inúmeras variações e não ser o que tentamos evitar?

A resposta é que eu não sei, só sei o que eu estou sentindo e que de certa forma toda essa situação é boa, por que eu achava que eu estava perdida, que nunca jamais eu amaria novamente, que eu estava destinada a viver com um coração duro, quase impenetrável, mas agora eu sofro, dói e não é só uma dor sentimental, é uma dor física, coisa que eu nem sabia que poderia sentir, ou que existia.

Hoje eu ouvi aquela música do Queen “Love of my life” que pipocou na timeline por causa do Rock in Rio e eu prestei atenção na letra e puta que pariu, segurei forte a lagriminha aqui, mas ai eu lembrei que eu aprendi que tenho que ser forte, então, eu mudei a playlist e bora enfrentar a vida que segue.

20ago

Você é eternamente responsável pelos sonhos que cativa

Postado por às em a vida como ela é, Filmes, vida
billy-elliot-filme

Jamie Bell em cena do filme Billy Elliot, de 1999

[Você pode ler esse post ao som da música Somewhere Only We Know, na versão da Lily Allen ♫]

Eu achei, durante muito tempo, que mudaria o mundo. Acreditava que faria coisas absurdamente importantes, que seria significativo para muitas pessoas. Aliás, eu já achei que seria um cineasta que faria filmes tão incríveis que as pessoas chorariam ao sair dos cinemas, e esse foi um dos meus maiores sonhos.

Com o tempo aquela vontade de mudar o mundo e fazer as coisas acontecerem foi indo embora e no lugar dela entrou a vida adulta. Nessa vida a gente se preocupa com dinheiro, com amores, em como a sociedade te vê e, principalmente, em crescer. Com todos esses deveres a gente acaba esquecendo-se das coisas importantes da vida e, acredito eu, isso acontece com muita gente. Aconteceu com você?

A vontade de mudar o mundo saiu tanto dos meus pensamentos que certo dia encontrei alguém, mais ou menos da minha idade que ainda sonhava em fazer as coisas dessa forma. Eu fiquei maravilhado e ao mesmo tempo falei em tom irônico “Você ainda sonha em mudar o mundo?“, a pessoa respondeu que sim e isso mexeu muito comigo. Se ela não se esqueceu das coisas que significam muito por que eu deveria ter esquecido?

Após esse dia eu fui resgatando aquele Jader de anos atrás e pensando no que ele falaria para esse cara de hoje. Ao fazer isso, vi que sou a realização de alguns sonhos do menino que queria ser cineasta, que queria fazer coisas importantes.

O fato é que meus sonhos mudaram e foram adaptando-se a realidade. Eu sempre quis contar histórias, sempre quis fazer parte do mundo de cinema e meus sonhos acabaram se tornando reais. Hoje, eu escrevo histórias não só aqui no blog, faz parte do meu trabalho escrever histórias e cativar as pessoas. Hoje eu faço parte do mundo do cinema ajudando as histórias a serem contadas, vendendo sonhos, aventuras e eu adoro isso.

O mais bizarro de tudo isso é que se o Jader de 15 anos atrás olhasse pra mim agora ele falaria “quero ser você quando crescer” e ao escrever isso e chegar nessa conclusão meus olhos enchem de lágrimas. É como se eu nunca tivesse esquecido meus sonhos, pois eu tenho feito coisas importantes e cativado pessoas, seja a partir dos meus textos, da minha personalidade ou a partir do meu trabalho e eu fico muito feliz por isso.

Esse post foi inspirado num filme que estreia hoje nos cinemas e que eu já tive a oportunidade de assistir, de chorar e de fazer parte do lançamento dele no Brasil.

o-pequeno-principe

A animação “O Pequeno Príncipe“, apresenta a história de uma menina que está sendo preparada para o mundo real, mas acaba descobrindo uma história que mudará para sempre usa vida. Dessa vez a história não é sobre personagem título, é sobre nós. A história nos mostra que não devemos esquecer nunca dos nossos sonhos e daquela criança que éramos anos atrás. Sou suspeito pra falar, mas o filme é lindo. Da o play no vídeo abaixo e deixe um pouco da criança que você foi dominar seu coração.

27jul

Aquele que lembra

eternal-sunshine-of-the-spotless-mind-brilho-eterno-de-uma-mente-sem-lembranças

Na foto estão Jim Carrey e Kate Winslet em cena do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michel Gondry (2004)

[Você pode ler esse texto ao som da música Paper Aeroplane, cantada por Angus & Julia Stone ♫]

Eu nunca fui de prometer nada, nunca disse que amaria esse ou aquele para sempre e que viveria feliz com eles para o resto da vida. Não por, naqueles momentos, deixar de acreditar nisso, mas por acreditar que promessas tem um poder muito grande. Eu não faço promessas por fazer, eu preciso ter certeza antes de prometer algo. Mas eu me lembro de todas que você fez.

Diferente daquele que promete, eu escuto as promessas. Escutei de várias pessoas promessas bobas e promessas sérias, algumas delas foram cumpridas e muitas outras não. E eu lembro de todas. Lembro que o colega da escola prometeu algo há mais de 15 anos, lembro da promessa do primeiro namorado, da promessa da amiga da faculdade e das promessas que você fez.

Na verdade eu não me importo tanto com o fato de você não ter cumprido essas promessas, mas quando começo a pensar na vida eu me lembro de todas elas e penso na quantidade de pessoas que “falam da boca pra fora” e prometem o mundo para uma grande quantidade de outras pessoas. Você pode me achar um tolo por fazer um texto como esse, falando de promessas e de lembranças, mas não ligo. Eu acredito que as pessoas deveriam ser sinceras umas com as outras e principalmente sinceras com seus sentimentos, por que sempre terá alguém que lembra.

Queria eu não lembrar de tudo que você me disse, queria eu ser Clementine e optar por esquecer e não sofrer. Queria eu ser Joel e esquecer aqueles que me esqueceram. Queria eu não ter aquele brilho eterno e piscante das lembranças e das promessas. Na verdade eu queria ser aquele que não para no tempo, que não pausa. Aquele moço que não mexe na caixinha de lembranças e cobra, ainda que sem querer, todas as promessas. Mas eu sou esse cara.

Tal como Joel, que optou por esquecer Clementine e se arrependeu, estou eu aqui colocando você em minhas memórias e fazendo se cumprir as promessas, imaginando você comigo naqueles momentos que não vivemos, naquelas promessas que não foram cumpridas. O mais estranho de tudo é que eu não ligo, você não me machuca mais, não me deixa triste. Mas ao mesmo tempo me lembro de tudo e penso “por que as pessoas prometem?“.

Será que ainda não aprendi a seguir em frente? E por isso me lembro de tudo? Não sei me responder isso, só acho que quanto mais penso mais acredito que isso faz parte de mim. Eu não lembro apenas das suas promessas, lembro-me das da minha mãe, do meu pai, dos meus amigos, dos outros namorados, lembro de tudo. Minha mente não me deixa esquecer nada.

Seria o problema o meu não esquecimento? A minha boa memória? Ter boa memória pode ser um problema?

Apesar de hoje “não ligar” para tudo que você disse da boca pra fora, fico pensando que acreditei e que muitos ainda acreditam e será sempre assim. Com base nisso coloco você no grupo dos que prometem e eu no grupo dos que não esquecem. Não acho que nenhum dos grupos sairá ganhando algo, mas acredito que eu não preciso mudar.

Eu não queria ser o Joel ou a Clementine.

Joel e Clementine são personagens do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Na história ela decide esquecer ele para sempre e, para isso, aceita se submeter a um tratamento experimental. Após saber disso, ele entra em depressão e faz o mesmo procedimento para esquecê-la, porém desiste e começa a começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória que ela não participa.

Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles”.

Plugin creado por AcIDc00L: bundles
Plugin Modo Mantenimiento patrocinado por: seo valencia