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30jul

Os 4 filmes mais superestimados dos últimos tempos

Postado por às em Filmes

CUPCAKE

Ontem conversando com o Jader e inspirado num post no grupo de cinema eu resolvi fazer uma lista dos 4 filmes que eu acho superestimados, essa lista certamente vai gerar uma confusão, por que né? A percepção e gosto de cada pessoa é totalmente variável e não reflete a opinião do mundo inteiro, ou seja, não me venham com 5 pedras nas mãos, afinal é só mais um post com intuito de entreter e obviamente reflete a minha opinião, que pode ou não bater com a sua. Lembrando também que o fato de eu achar superestimado não significa que eu acho o filme ruim, ok?

whiplash

Whiplash – Eu vi o trailer antes de algum outro filme e me encantei, não me aguentava de ansiedade para ver essa história, ainda mais com tantas críticas positivas, chegou a data do lançamento e eu fui com o boy assistir, achei muito interessante, visceral – palavra que muitos usaram para definir o filme. Eu acho que o filme traz muita identificação pois quem nunca teve um chefe parecidíssimo com o professor? Me reconheci ali, mas aquilo ali não foi nada de excepcional, foi um bom filme, mas nada mais que isso.

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Interestellar – Um mega boom de publicidade e críticas positivas me fizeram entrar no cinema para ver Interestelar, um longa (bota longa nisso!) cheio de teorias em sua maioria difíceis de compreender e com voltas e voltas que acredito eu façam com que o expectador propositalmente se perca no enredo ou se ache burro por não entender conceitos baseados  na teoria da relatividade, começa bem, depois tem uma mega queda e depois vira algo que é muito nonsense. Fora que é extenso de uma forma que eu juro, eu quase dormi em alguns momentos, só não capotei por que o boy estava do lado (risos).

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Boyhood – Outro filme que ganhou holofotes e eu fiquei curiosa pra ver já que demoraram 12 anos pra rodar, estava em uma viagem longa para Alemanha e surgiu a oportunidade, dei o play e gostei bastante, até me emocionei em alguns momentos, pois eu sou mãe né? Mas olha, dizer que é uma obra prima, principalmente considerando esses 12 anos de produção? Não mesmo. O filme conta a história de um menino até seus 18 anos de idade, mas, crime acontece, nada ocorre, feijoada.

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O fabuloso destino de Amélie Poulain – Acho que foi um dos primeiros filmes “cult” que assisti, acredito eu que uma grande leva também, é um filminho lindinho, cheio de poesia, boa fotografia e música francesa e só.

Lembrando que essa listinha aqui reflete a minha opinião, não se sintam chateados caso eu tenha citado um de seus filmes favoritos, afinal, o que seria do azul se todos só gostassem do rosa?

17jul

Não tem problema você ficar sexta-feira em casa

Postado por às em a vida como ela é, Filmes, Séries
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Ellie Kemper em cena de Unbreakable Kimmy Schmidt, série de Tina Fey e Robert Carlock (2015, Netflix)

Chegou mais uma sexta-feira e você se vê na obrigação de se divertir. As mensagens no WhatsApp apontam: tem balada hoje. Seus amigos te chamam para sair: bares, cafés e mais baladas. A única coisa que você consegue pensar é no catálogo da Netflix, você enxerga ali várias oportunidades de diversão.

Não é uma questão de velhice ou saco cheio, você simplesmente prefere ficar em casa assistindo séries ou quer finalmente ver aquele filme que concorreu ao Oscar desse ano e você não viu. Afinal, precisa colocar toda aquela sua lista em dia, pois essa dívida (de conteúdo) você fez consigo mesmo.

Você não precisa ficar com vergonha ou se sentir mal por passar a sexta-feira em casa, não precisa olhar para trás e pensar “Como eu era mais divertido”, as coisas mudam. Hoje você é outra pessoa e quando tiver vontade de ir à balada, irá. Não tem problema nenhum em sair do trabalho e correr pra casa para ver TV. Afinal, as séries estão ali disponíveis. Os filmes estão há um clique de você. E isso é tão maravilhoso!

Antes eu planejava meu final de semana muito bem, queria aproveitar ao máximo aquele tempo livre, precisava sair, beber e me divertir. Hoje eu vou pra casa, bebo em casa e me divirto em casa. E acho isso incrível.

Quem nunca chegou ao trabalho numa sexta-feira pensando que quando chegar em casa começará a temporada daquela série nova? Eu contava as horas para chegar em casa depois de ter lido sobre Unbreakable Kimmy Schmidt, eu precisava ver aquela série de uma vez só e usei um final de semana pra isso. Aproveitei mal meu tempo? De maneira alguma, me diverti horrores e pela primeira vez prestei atenção na letra de Firework, da Katy Perry (Titus, melhor pessoa <3).

E também tem aqueles momentos que você não tem uma série em mente e usa sua sexta-feira para “caçar”. Foi assim que eu descobri duas séries incríveis (que foram canceladas), mas estão disponíveis na Netflix. Happy Endings, que teve três temporadas, e Apartment 23. Essa segunda eu descobri numa sexta-feira em casa e desde então sou completamente apaixonado pela Chloe, personagem de Krysten Ritter. A série é muito engraçada, sério! Fez (e ainda faz, pois eu revejo) muitos finais de semanas felizes.

Tenho uma amiga que sempre me julga quando eu quero ficar em casa, “o dia está lindo Jader e você vai ficar trancado dentro de casa?”, diz ela. Eu dou risada e digo que sim, ela bufa dizendo que estou desperdiçando meu final de semana. Será que eu estou? Estou nada, ver séries, filmes ou jogar conversa fora com seus amigos em casa é uma delícia.

Vamos combinar uma coisa então? Você não precisa ter vergonha de ficar sexta-feira em casa, não precisa ter planos para o final de semana. Apenas faça o que você quer fazer e ponto.

*Esse post foi criado após uma conversa minha com a Vanessa (que fez o layout desse blog lindo <3)

24jun

Medianeras, aplicativos e relacionamentos

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Filmes, Música
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Pilar López de Ayala e Javier Drolas em cena de Medianeras, de 2011

[Você pode ler esse texto ao som de True Love Will Find You In The End, do Daniel Johnston ♫]

Já conversei com vocês aqui no blog sobre o famoso (ou nem tanto) segundo encontro, que às vezes nem acontece, e também sobre como lidamos com nossos relacionamentos (bem no estilo “metade cheio ou metade vazio?”), mas agora queria falar sobre um assunto que todo mundo tem medo de botar na mesa, ou no blog.

Acho que a internet é um meio de comunicação incrível. Eu posso estar longe de você, mas consigo me sentir perto, pois estou a um clique de te enviar uma mensagem, uma foto, um vídeo ou um áudio. É pratico, é fácil e funciona bem para a nossa geração. Mas e quando atrapalha? Quando você coloca todas suas fichas nas interações online e esquece o resto?

Sempre que penso nisso eu me lembro de um dos filmes que estão no meu coração, o argentino Medianeras. Ele conta a história de Martin e Mariana, ele é um designer que trabalha em casa e leva uma vida bem passiva, já ela é uma arquiteta frustrada e com problemas de relacionamento. Enquanto os dois levam suas vidas, com problemas de pessoas normais, usam a internet para se relacionar.

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Agora você me pergunta “qual o problema em usar a internet para se relacionar?” e eu te respondo “nenhum”, pois Martin e Mariana ainda saem na rua, bebem, vão a bares e etc., mas seus encontros estão vinculados aos chats online. Enquanto Martin sabe muito bem como funciona esse mundo (a pessoa é diferente da foto, vai falar muito sobre si mesmo e etc.), Mariana ainda é novata. Eles moram no mesmo bairro, em prédios um de frente para o outro (na verdade é um atrás do outro), separados apenas pela medianera de cada prédio. Eles se cruzam, mas não se encontram e começam a conversar online.

A história do filme é incrível e o final vai deixar você cheio de sorrisos, mas isso não costuma acontecer na vida real. No filme de Gustavo Taretto (spoiler do filme), os personagens acabam enfrentando alguns de seus medos e se encontram na rua, por acaso e vivem. Mas e nós? O amor verdadeiro vai nos encontrar no fim? Como diz Daniel Johnston na letra de True Love Will Find You In The End?

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Esses dias eu parei de usar todos os aplicativos (Tinder, Happn…) e pensei “e agora?”, será que espero que a história de Medianeras aconteça comigo? Será que volto para os aplicativos?

Conhecer alguém novo está a um clique, você entra no Tinder e começa. É fácil, as pessoas estão lá (dispostas ou não) e querem o mesmo que você: conhecer alguém novo, ter uma experiência nova, ter uma companhia para beber, fazer sexo ou tirar um pouco da carência. E pode acreditar você tem muitas opções. Você pode não querer sair de casa (nem eu), mas as pessoas estão lá nos aplicativos. E mesmo assim estamos solteiros, presos olhando para a nossa medianera.

Eu sempre acho que o problema nunca está no meio e sim em como lidamos com ele. No caso do filme Medianeras, a história de Martin e Mariana começa a mudar quando eles criam uma janela nova no apartamento. Eles quebram a medianera e se “encontram pela primeira vez”. Pode parecer boba essa cena (no vídeo abaixo), mas eu adoro a forma como o diretor usou isso. Ele mostrou que você precisa dar o primeiro passo, que só você pode fazer as coisas acontecerem, independente do meio que usa para se comunicar.

Acho que todo mundo deveria quebrar sua medianera interior, não só para o amor, mas para a vida.

Medianera é uma palavra em espanhol, é algo que está no meio de duas coisas. Sabe aquela parede dos prédios que não tem janela? Isso é uma Medianera.

*Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles“.

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