/ Jennifer Lawrence

04ago

O que os filmes podem nos ensinar sobre relacionamentos

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Natalie Portman e Jude Law em cena do filme Closer, de 2004

Sempre que alguém me pergunta qual meu gênero favorito de filmes eu respondo sem pensar: é o drama! Claro que eu adoro filmes de heróis, gosto muito de ficção e fantasia, mas tenho um amor muito forte pelo drama, pois é o gênero que chega mais perto da vida real, é aquele que mais se assemelha a nossa vida. Acredito os filmes dramáticos são as maiores verdades da vida.

E dentro do gênero drama, a categoria que mais gosto é relacionamento. Os filmes contam as nossas histórias amorosas, mostram nossas vidas na tela, apresentam personagem que já vivemos, eu acho isso tão incrível. E de tanto assistir filmes sobre relacionamentos eu acabei aprendendo algumas coisas e vou tentar dividir com vocês.

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1. Não se ache o melhor mentiroso, pois alguém pode mentir mais que você.
No filme Closer, o personagem de Jude Law acredita que é o melhor mentiroso do mundo, porém ele descobre que Alice, vivida por Natalie Portman mentiu pra ele o tempo todo. Ele descobre que pouco do que ela disse, fora o sentimento que viviam, era verdade. O final do filme nos apresenta um Dan completamente despedaçado ao confrontar uma pequena verdade dentre tantas mentiras.

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2. Se quiser dizer eu te amo, diga!
Em Ponte Aérea, filme lançado esse ano, conhecemos a história de Amanda e Bruno, personagens de Leticia Colin e Caio Blat. O casal se conhece por acaso e entra numa relação forte e bastante fugaz, eles começam a fazer parte um da vida do outro até que notam que não tem nada em comum, porém até quando isso importa? O filme fala sobre nossa relação imediatista das coisas. Na história o casal vive uma fase de amor, porém sem nunca dizer a palavra “eu te amo” e quando tudo já acabou e, talvez, o sentimento não existe mais, eles se perguntam “por que nunca dissemos eu te amo um para o outro?”.

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3. Nunca tente esquecer ninguém a força, términos levam tempo e você tem que respeitar isso.
Olha só um dos meus filmes favoritos sendo tema de post no blog novamente e com uma das dicas que eu mais levo a sério. Na história de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, o personagem de Jim Carrey tenta, forçadamente, esquecer Clementine (a moça do cabelo colorido da Kate Winslet) após ela pagar uma empresa para esquecê-lo. Mas quando as memórias da amada começam a desaparecer, ele se arrepende e começa a colocá-la em várias situações de sua vida, sem saber que ela não estava em algumas delas.

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4. Não deixe o sucesso subir a cabeça, chega um ponto em que você pode se arrepender.
Um dos filmes mais legais que vi ano passado já foi tema de post aqui também. A trama de Mesmo Se Nada Der Certo pode ser bobinha se você não passar da sinopse, mas se der uma chance para o filme não vai se arrepender. Na história temos a personagem da Keira Knightley, uma cantora e compositora que acompanha seu namorado Adam Levine até Nova Iorque, onde ele será lançado como cantor, ao atingir o sucesso ele muda radicalmente e acaba deixando a moça desamparada. Porém, como toda moeda tem seus dois lados, ele acaba se arrependendo ao notar que seu amor não está nas letras que está cantando. O filme não é sobre o personagem do Adam Levine, é uma história de recomeço da personagem de Keira Knightley e de um produtor musical falido vivo por Mark Ruffalo.

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5. Não deixe que o problema seja maior que seu relacionamento
Eu amo o filme O Lado Bom da Vida, é uma das “comédias românticas” mais legais que assisti nos últimos tempos. O filme conta a história de Tiffany e Pat, vividos pelos talentosíssimos Jennifer Lawrence e Bradley Cooper e nos apresenta uma lição de vida ótima. Sabe quando estamos com aquele problema que parece ser o fim do mundo e o colocamos no meio das nossas vidas, entre tudo e todos? É esse problema que Tiffany e Pat. Na trama do filme acompanhamos como eles lidam com esses problemas e como conseguem driblar de uma forma incrível, com bom humor, com esperança e união, esses problemas. A maior lição do filme é o fato de que seu relacionamento pode ser maior que seus problemas e isso é incrível, não é?

13jul

Como Jogos Vorazes conseguiu ser mais que uma saga teen

Postado por às em Filmes
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Jennifer Lawrence como Katniss em Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, lançado em 2014

*Este texto não contém spoilers sobre o próximo filme da saga Jogos Vorazes.

Não é segredo que sou fã de Jogos Vorazes, isso não é só por que eu trabalho no lançamento do filme aqui no Brasil, eu simplesmente amo a história criada por Suzanne Collins.

Lembro que assisti ao primeiro filme (dublado, sério me julguem) enquanto estava sem sono numa viagem de avião. Eu estava cheio de preconceitos, mas queria assistir por causa da Jennifer Lawrence (tinha visto ela em O Inverno da Alma e adorado) e dei o play. O filme, de 2012, não é tão rico em produção como suas sequências, porém a história me chamou atenção. Mas foi só isso, pronto era uma boa história. Acho que depois de um ano fui ler os livros e percebi o quanto era inteligente a história da menina que desafiava o regime opressor.

Katniss é como muitos de nós, uma mulher com um único objetivo: sobreviver. Ela queria cuidar de sua irmã (e manter o Peeta vivo) e de sua mãe. Não queria guerras, só queira ter liberdade, ela só queria viver.

Ao mesmo tempo que só queria “viver em sua bolha”, ela deve participar daquele jogo que sociedade ama: uma competição. E assim começa história dela nos Jogos Vorazes, um reality show que coloca adolescentes para brigar até que apenas um sobreviva. Uma realidade um pouco distante da nossa, pois ainda não é permitido esse tipo de jogo na TV, mas ainda um tanto similar.

Esse jogo que acontece todos os anos desde que a população entrou em guerra com a Capital é a forma de punição do governo autoritário e, ao mesmo tempo, é a forma de entretimento. É como se o futuro tivesse nos levado para o passado. Na história de Jogos Vorazes voltamos para a Roma antiga e estamos assistindo gladiadores lutando até a morte e estamos batendo palmas. Tanto que a cidade que dá nome à Capital da história é uma homenagem a política “Panem et Circenses“, que tinha o objetivo de diminuir a insatisfação do povo oferecendo comida e entretenimento. Claro que na história de Jogos Vorazes é um tanto diferente, as pessoas costumam passar fome e só os ganhadores dos jogos costumam ter “uma vida boa” e algumas regalias.

Ao contrário das pessoas que acham os “Jogos Vorazes” o melhor da história, eu já acho diferente. A história do segundo livro é incrível, o golpe político que o Distrito 13, ainda então inexistente na história, da na Capital é incrível e, após esse acontecimento, começa a parte mais interessante da saga: a guerra das palavras. No lugar da correria para a sobrevivência dos tributos nos jogos, agora temos os rebeldes liderados pela Presidente Coin (do Distrito 13) e o poder de destruição em massa da Capital, liderados pelo odiado Presidente Snow. Ambos usando a publicidade ao seu favor, como se fosse uma guerra fria. Armas são disparadas? Sim! Mas ambos os lados estão trabalhando com as palavras para ganhar aliados, o mais importante nesse momento é fazer com que todos comprem sua história. Enquanto a Capital tem o Peeta pedindo o cessar fogo, o Distrito 13 tem a Katniss, o símbolo da revolução e da liberdade, chamando o povo para as ruas, para a guerra.

Nessa parte da história Katniss precisa deixar de apenas querer sobreviver e decidir se quer ser o símbolo da revolução, o símbolo da liberdade para o povo que vive em opressão há 76 anos, ela reluta pois nunca quis ser símbolo de nada. Acho que essa parte da personalidade da Katniss difere um pouco de todos nós, ela é uma garota diferente de todos os jovens que temos hoje. Atualmente todo mundo quer ser símbolo de algo, já ela não.

A protester against military rule holds up his three middle fingers as soldiers look on from above during a brief demonstration outside a shopping mall in Bangkok on Sunday. Demonstrators adopted the gesture from The Hunger Games.

Um manifestante contra o regime militar faz o símbolo dos três dedos em meio aos olhares dos soldados. Essa foto foi tirada durante uma manifestação feita em um shopping center de Bangkok. Os manifestantes adotaram o gesto do filme Jogos Vorazes como forma de protesto.

O terceiro, e último livro, foi divido em dois filmes (como é moda agora nas adaptações) e foi lançado em novembro do ano passado. “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” foi a maior estreia no ano e a maior estreia em números de sala no Brasil, a história virou uma febre e não somente entre os adolescentes, Katniss e sua luta contra a Capital é tema de projetos universitários, debates e discussões no mundo todo. O legal disso tudo é que a literatura infantojuvenil (e o cinema) está levando mensagens positivas para os jovens do mundo todo. Na Tailândia, os manifestantes usaram o símbolo dos três dedos para manifestar sua indignação contra o governo atual e isso funcionou de tal forma que a polícia começou a prender todos que usassem o símbolo nas ruas. A arte imita a vida? Nesse caso foi completamente o contrário. Uma história que nasceu com preconceitos, por ser definida como “livro/filme para adolescente” agora vira símbolo de manifestação contra um governo totalitário e passa uma mensagem importante, de uma forma de entretenimento, para milhões de jovens ao redor do mundo.

A parte de política em Jogos Vorazes é mais importante que o drama dos personagens, principalmente a parte do triângulo amoroso. A história de amor entre Katniss, Peeta e Gale tem tanta importância quando o futuro de Buttercup (o gato da Prim). Existe uma história de amor, mas o foco aqui é outro.

Nesse último filme, que será lançado em novembro, a personagem finalmente terá sua vingança, porém – além da guerra eminente – Katniss precisa travar uma batalha contra si mesma e ver em quem ela deve acreditar. O Presidente Snow, o idealizador dos Jogos Vorazes, é o grande vilão da história mas além dele outras pessoas querem o poder e esse é o tipo de poder que nos muda.

Jogos Vorazes conseguiu ser mais do que uma “saga teen”, hoje – acredito eu – a história ganhou status de cult. Você não precisa mais ter vergonha de falar que aquilo é realmente bom, por que é bom mesmo.

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