/ julgamento

17set

Desde quando gostar de sexo é errado?

Postado por às em Relacionamento, Sexo
ninfomaniaca

Charlotte Gainsbourg em cena do filme Ninfomaníaca, de 2013

Você pode ler esse post ao som de I’m Your Doll, da FKA Twigs.

Já passei por situações em que eu e a outra pessoa queríamos terminar a noite da mesma forma: fazendo sexo e dormindo juntos. Só que ao verbalizar isso com o convite “vamos para minha casa“, ou aquela brincadeira “na minha casa ou na sua?” fui julgado. Julgado por mostrar com minhas palavras o desejo que já era implícito.

Há alguns meses estava ficando com um mocinho, que era muito legal. Só que nossa relação era apenas sexual, não íamos para o cinema, não passeávamos no parque do Ibirapuera, não praticávamos um esporte juntos, só que um dia – depois que a relação havia acabado – escutei algo que me frustrou. Ele me disse que eu era “muito sexual”, que toda nossa relação se baseava em sexo. Eu respondi que sabia disso, que nossa relação era sexual e que sempre achei que era apenas isso que queríamos. Mas ele queria outra coisa, nunca me disse e nunca agiu de forma diferente. Ao final dessa nossa “relação”, eu acabei sendo o cara que não quis tentar e só queria sexo, só queria ter o corpo de outra pessoa junto ao meu.

Sinceramente não vejo problema nisso, eu realmente não ligo de, às vezes, querer só isso. Mas, ao não ver problema nisso, sou julgado, pois eu verbalizo aquele desejo que tenho. Aquele desejo que outro tinha, que você tem, que toda pessoa tem. Eu não tenho vergonha de entrar numa relação apenas sexual e não preciso negar isso. Mas parece que algumas pessoas precisam e, mesmo não querendo ter outro tipo de relação, não conseguem admitir que estão em uma relação apenas pelo sexo.

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Certa vez, quando eu namorava, fui questionado sobre sexo a três. Ele me perguntou “você topa?”, eu – taurino que sou – respondi não de pronto (na minha cabeça) e depois fiquei pensando e falei “pode ser, mas precisamos definir algumas regras”. Ao responder o afirmativo, fui julgado por “ter aceitado uma proposta dessas”, que na verdade era um teste. Na hora eu pensei: ONDE ESSE MUNDO VAI PARAR?

Novamente fui mais sexual que o outro.

Tem sexo na novela, sexo nos filmes, sexo em séries de TV, mas ainda querer fazer sexo pelo simples fato de querer fazer sexo parece um tabu? Acredito que não existe nenhum problema em fazer a quantidade de sexo que você quer fazer, se isso for saudável e feito com segurança, qual o problema de querer e verbalizar isso? Se duas pessoas estão numa relação só pelo sexo, temos duas pessoas numa relação só pelo sexo e pronto, os dois estão concordando nisso e não há problema.

Não sei qual a necessidade que as pessoas têm de se mostrar mais pura que o próximo, sendo que todos queremos apenas “relaxar e gozar” ao final do dia.

Eu, por exemplo, gosto de sexo como qualquer outra pessoa. Tenho milhares de outros atributos além desse meu lado sexual (sou carinhoso, romântico, brincalhão…), mas algumas pessoas que passaram pela minha vida só conseguiram enxergar o lado sexual. Ao escutar isso, algumas vezes, cheguei até ficar triste. Mas depois pensei direito e cheguei à conclusão que estou sendo sincero com o que estou sentindo e fazendo aquilo que quero fazer. Sendo sexo, carinho ou um esporte junto.

14set

Eu julguei o coleguinha

Postado por às em Relacionamento

julgar

Ultimamente eu tenho feito o exercício de tentar julgar menos as pessoas, mas eu sei que não é muito fácil e a todo momento isso acontece, aconteceu semana passada e eu parei pra refletir por que isso acontece e principalmente percebi como isso é nocivo.

Eu sou e já fui muito julgada por minha atitude, por meu ~life style~ e por minhas opiniões que as vezes, eu diria na maioria, são controversas e remam ao contrário da maioria, eu percebi como é ruim essa sensação de ter alguém que não sabe da tua história ou até sabe uma boa parte e te julga assim, sem precedentes.

Cada ser é um indivíduo único e cada pessoa tem seu íntimo e coisas que pra ela são importantes ou não e ficar se comparando ou julgando é um exercício tão estúpido quanto tentar convencer um petista a virar a casaca e vice versa, mas isso é só um exemplo.

pimenta-no-c...

Nessa semana me aconteceu o caso no MBA, um dos garotos do grupo sumiu sem dar notícias, eu sou mega preocupada com esses lances de trabalho e sempre quero estar pronta, em dia e não consigo lidar de boa com as pessoas que são da filosofia de “bota meu nome ai”. O Jader e Wesley conhecem bem esse meu lado. Voltando ao caso, eu fiquei super brava e até comentei com a galera de tirar ele do grupo e tal, julguei mesmo, pra caralho, mas ai veio a notícia, o menino tinha tido um enfarto e estava no hospital, minha cara foi no chão né?

O que mais uma vez me levou pro exercício de tentar não julgar, de ser mais complacente e paciente, as coisas podem não ser o que aparentam no momento. O rapaz nem sabia do meu julgamento, mas eu fui lá, mandei uma mensagem pra ele e pedi desculpas, afinal eu estou tentando melhorar, tudo resolvido, mais uma lição aprendida, espero que realmente eu consiga evoluir nesse quesito.

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