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04ago

O que os filmes podem nos ensinar sobre relacionamentos

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Natalie Portman e Jude Law em cena do filme Closer, de 2004

Sempre que alguém me pergunta qual meu gênero favorito de filmes eu respondo sem pensar: é o drama! Claro que eu adoro filmes de heróis, gosto muito de ficção e fantasia, mas tenho um amor muito forte pelo drama, pois é o gênero que chega mais perto da vida real, é aquele que mais se assemelha a nossa vida. Acredito os filmes dramáticos são as maiores verdades da vida.

E dentro do gênero drama, a categoria que mais gosto é relacionamento. Os filmes contam as nossas histórias amorosas, mostram nossas vidas na tela, apresentam personagem que já vivemos, eu acho isso tão incrível. E de tanto assistir filmes sobre relacionamentos eu acabei aprendendo algumas coisas e vou tentar dividir com vocês.

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1. Não se ache o melhor mentiroso, pois alguém pode mentir mais que você.
No filme Closer, o personagem de Jude Law acredita que é o melhor mentiroso do mundo, porém ele descobre que Alice, vivida por Natalie Portman mentiu pra ele o tempo todo. Ele descobre que pouco do que ela disse, fora o sentimento que viviam, era verdade. O final do filme nos apresenta um Dan completamente despedaçado ao confrontar uma pequena verdade dentre tantas mentiras.

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2. Se quiser dizer eu te amo, diga!
Em Ponte Aérea, filme lançado esse ano, conhecemos a história de Amanda e Bruno, personagens de Leticia Colin e Caio Blat. O casal se conhece por acaso e entra numa relação forte e bastante fugaz, eles começam a fazer parte um da vida do outro até que notam que não tem nada em comum, porém até quando isso importa? O filme fala sobre nossa relação imediatista das coisas. Na história o casal vive uma fase de amor, porém sem nunca dizer a palavra “eu te amo” e quando tudo já acabou e, talvez, o sentimento não existe mais, eles se perguntam “por que nunca dissemos eu te amo um para o outro?”.

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3. Nunca tente esquecer ninguém a força, términos levam tempo e você tem que respeitar isso.
Olha só um dos meus filmes favoritos sendo tema de post no blog novamente e com uma das dicas que eu mais levo a sério. Na história de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, o personagem de Jim Carrey tenta, forçadamente, esquecer Clementine (a moça do cabelo colorido da Kate Winslet) após ela pagar uma empresa para esquecê-lo. Mas quando as memórias da amada começam a desaparecer, ele se arrepende e começa a colocá-la em várias situações de sua vida, sem saber que ela não estava em algumas delas.

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4. Não deixe o sucesso subir a cabeça, chega um ponto em que você pode se arrepender.
Um dos filmes mais legais que vi ano passado já foi tema de post aqui também. A trama de Mesmo Se Nada Der Certo pode ser bobinha se você não passar da sinopse, mas se der uma chance para o filme não vai se arrepender. Na história temos a personagem da Keira Knightley, uma cantora e compositora que acompanha seu namorado Adam Levine até Nova Iorque, onde ele será lançado como cantor, ao atingir o sucesso ele muda radicalmente e acaba deixando a moça desamparada. Porém, como toda moeda tem seus dois lados, ele acaba se arrependendo ao notar que seu amor não está nas letras que está cantando. O filme não é sobre o personagem do Adam Levine, é uma história de recomeço da personagem de Keira Knightley e de um produtor musical falido vivo por Mark Ruffalo.

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5. Não deixe que o problema seja maior que seu relacionamento
Eu amo o filme O Lado Bom da Vida, é uma das “comédias românticas” mais legais que assisti nos últimos tempos. O filme conta a história de Tiffany e Pat, vividos pelos talentosíssimos Jennifer Lawrence e Bradley Cooper e nos apresenta uma lição de vida ótima. Sabe quando estamos com aquele problema que parece ser o fim do mundo e o colocamos no meio das nossas vidas, entre tudo e todos? É esse problema que Tiffany e Pat. Na trama do filme acompanhamos como eles lidam com esses problemas e como conseguem driblar de uma forma incrível, com bom humor, com esperança e união, esses problemas. A maior lição do filme é o fato de que seu relacionamento pode ser maior que seus problemas e isso é incrível, não é?

30jun

A incrível geração que acredita ser mais inteligente por seu gosto musical

Postado por às em Música, vida
mesmo se nada der certo filme

Mark Ruffalo e Keira Knightley em cena de “Mesmo Se Nada Der Certo”, de 2014

[Você pode ler esse post escutando qualquer música. Coloca ai a sua favorita! ♫]

Conheço muitas pessoas que não tem preconceitos com gays, negros ou moradores de rua. Pessoas que falam que não tem preconceito contra nada, pessoas que saíram gritando em suas redes sociais a pergunta “quem é Cristiano Araújo? Por que ele é tão famoso assim se eu não conhecia?“, pessoas que acham que o fã de funk ou aquele cara que gosta de pagode, ou ainda o fã de One Direction, é um alienado.

Eu gosto de todo tipo de música, ouço Ed Sheeran e Lady Gaga, Imagine Dragons e Arcade Fire, Taylor Swift e Angus and Julia Stone, escuto de tudo e não tenho problema com isso. Às vezes em casa, quando quero me animar, coloco É o Tchan para tocar e me divirto. Será que isso quer dizer que sou menos inteligente que você?

Nos tempos atuais para uma pessoa ser inteligente ela deve curtir uma banda indie neozelandesa que toque suas músicas com um único instrumento feito de uma árvore que não existe mais ou que faça clipes que ninguém entende, pois isso é ser cool.

Gostar de Backstreet Boys é errado, já parou (agora que você é adulto) e analisou as letras? É uma bobeira atrás da outra! E One Direction? Como assim você gosta deles? São umas crianças cantando sobre amor. Mas gostar de Beatles faz você ser superior. E aquele jazzinho delícia? Isso sim é coisa boa, isso sim faz de você uma pessoa evoluída. Claro que temos que excluir a Lady Gaga, pois ela é do pop e não soa bem falar que o jazz dela com o Tony Bennett é bom. Não escutaria isso nem em casa, imagina então com pessoas me observando?

Pra vocês terem ideia escutei uma pérola quando o pianista Herbie Hancock e o cantor John Mayer estavam tocando para o Ed Sheeran na 55ª edição Grammy Award. Uma pessoa disse “Como assim eles estão tocando para esse moleque?” e completou dizendo que o Ed Sheeran era um cantor pra adolescente. Mas é claro que o Radiohead, Oasis ou o Nirvana são bem melhores, mesmo sendo bandas que você gostava em sua adolescência.

Não, eu não estou comparando Ed Sheeran com Kurt Cobain, muito menos com os irmãos Gallagher. Só quero fazer uma comparação simples sobre você, sobre sua adolescência e sua inteligência.

Eu não entendo essas coisas. Não é religião, não é educação, é só música! Por que então você considera alguém inferior só por que ele não gosta de Björk e prefere Taylor Swift? Vivemos numa sociedade em que gostar do que todo mundo gosta é algo ruim, te diminui. Faz de você parte de povo.

Hoje em dia quando alguém me pergunta que tipo de música eu gosto, não sei responder. Eu gosto de tudo, até de funk. Se estou na balada e toca funk eu me divirto muito. E qual o problema?

Algumas pessoas falam que o mundo está ficando chato, pois tudo está virando preconceito, mas não é verdade? Quando as pessoas ~ que não tem preconceito com nada ~ pararem de se achar mais inteligentes pelo seu gosto musical, os chatos ~ como eu ~ podem parar de escrever sobre isso. Não é?

You say goodbye and I say hello
Hello, hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello, hello hello
I don’t know why you say goodbye
I say hello…” – The Beatles

Let me tell you the story about the call that changed my destiny
Me and my boys went out, just to end up in mysery
I was about to go home and there she was standing in front of me
Said: Hi, I got a little place nearby
Gotta go…” – Backstreet Boys

You say, you say to everybody that you hate me
Couldn’t blame you ‘cause I know I left you all alone
Yeah, I know that I left you all alone…” – One Direction

Se eu embaralhar essas letras você, que não é fã de nenhum dos três, saberia dizer quem é quem? Não estou falando de importância para o mundo da música (não sou crítico), estou apenas tentando entender onde está a parte que deixa algumas pessoas mais inteligentes e outras mais burras.

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