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15dez

O poder de histórias como Jessica Jones

Postado por às em Feminismo, Relacionamento, Séries
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Jessica Jones, Netflix 2015

Terminei a primeira temporada de Jessica Jones, nova série da Marvel com Netflix e conversando com duas amigas sobre o que a série representou pra mim, conclui que tinha uma ideia completamente diferente sobre a personagem. Eu sou fã da Marvel, adoro filmes de heróis, porém não conhecia a história dessa série, conhecia vagamente a personagem e fui correr pro Google quando o nome Killgrave apareceu, eu precisava conhecer o potencial do vilão para entender as chances da nossa heroína. Nesse momento eu ainda acreditava que Jessica Jones se tratava de uma série sobre o universo dos heróis, com poderes ou algo mais real (ainda dentro desse universo) como Demolidor, mas não.

A história de Jessica Jones é sobre o universo Marvel, porém também é sobre relacionamentos abusivos e violência contra a mulher. A todo o momento a série faz referências aos episódios do último filme dos Vingadores, inclui uma personagem principal de Demolidor e nos insere no mundo da Marvel, mesmo sem fazer isso abertamente. A diferença desse para os outros projetos da Marvel é que Jessica não usa capa, não usa uniforme. Diferente dos outros ela tem medo de se machucar, vive fugindo do seu agressor, teme por seus amigos e por sua família, ela é como muitas mulheres.

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Krysten Ritter em imagem da série Jessica Jones, Netflix 2015.

Eu conheço algumas Jessicas Jones, mulheres que viveram num relacionamento abusivo e se tornaram menores apenas para continuar com suas vidas. Meninas mais jovens e mulheres mais velhas que já passaram por situações horríveis, de vergonha, de agressões e que conseguiram tirar aquele vilão de suas vidas. Elas são como a heroína da série, só que sem a super força, só precisam de coragem para procurar ajuda e aceitar que isso não é uma fatalidade ou motivo de vergonha.

Eu me considero feminista, acredito em todo tipo de luta por direitos iguais e acho que conteúdo como Jessica Jones é muito importante para o momento que estamos vivendo. Estamos entrando no ano de 2016 e ainda precisamos lembrar-nos de coisas simples como respeito, vida em sociedade e de violência contra mulher. Complicado, não é?

Na série, somos apresentados pela personagem título que ainda foge de seu grande agressor. Killgrave é o cara mau, porém é um tipo diferente de vilão, ele é aquele namorado agressivo que não aceitou o fim de seu relacionamento, ele ainda quer chamar atenção e ter “sua amada” de volta, mesmo que para isso tenha que usar a força. É disso que a série fala, sobre um relacionamento abusivo, querer ter o poder sobre uma pessoa, sobre fugir de medo, sobre ter e não ter coragem.

O importante de Jessica Jones não é só inserir mais um personagem no universo Marvel e sim mostrar que é possível lutar contra seus medos, sejam eles dentro ou fora de sua casa. Eu estranhei bastante o andamento de Jessica Jones, porém adorei a série e acredito que ainda precisamos de muitos conteúdos como esse.

13ago

O meu livro preferido

Postado por às em Livros

millennium

Alguém já te perguntou qual era o seu livro favorito? pra mim sim e a resposta é sempre a mesma, na verdade não é um livro e sim uma saga: nenhum outro conseguiu me fazer esquecer a Trilogia Millenium, com três livros: – Os homens que não amavam as mulheres – A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar.

Eu li esses três livros enquanto ainda estava na faculdade e ainda consigo me lembrar do coração batendo acelerado com cada movimento planejado pelos doidos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Acredito que muitos de vocês já tenham lido, lembro de uma época em que virou febre, mas não sei se todo mundo chegou a concluir, já que cada livro era grosso feito aqueles
do Game of Thrones. O primeiro livro tem uma história interessantíssima que é bem distinta dos dois outros livros, mas que faz com que os dois personagens principais se conheçam e criem seus laços, intrigante, emocionante e o melhor de tudo, te deixa bem grudada nas páginas. Mikael é um jornalista investigativo que de “férias forçadas” é convidado por um ricaço a investigar o caso de sumiço de sua sobrinha e o desenrolar é sensacional.

trilogiamillennium2

O segundo livro começa mais devagar, confesso que quase deixei de lado, mas surpreende e mostra a real história da trilogia, é emocionante e inteligente, tem assassinato,  escândalos econômicos e até trafico sexual, inúmeras vezes me peguei sem fôlego ou rindo sozinha. Acho que o que mais me encanta nesse livro é a construção de personagens principais, a forma como eles são totalmente fora do padrão, os heróis são extremamente divergentes, ela uma hacker cheia de piercings, revoltadinha e incrivelmente inteligente, ele um jornalista “normal” extremamente sagaz e visionário.

Os livros fizeram tanto sucesso que viraram filme na Suécia (tem na Netflix) e ganharam o mundo, tanto que rolou até uma versão de Hollywood que na minha opinião não ganha das versões originais, mais foi incrivelmente empolgante.

Eu não vou fazer a resenha dos livros, pq né? Você pode procurar isso facilmente nas internets, indico profundamente e fiquei feliz agora em saber que haverá uma continuação, o autor Stieg Larsson já é falecido, mas um outro escritor foi contratado para ser o responsável pela continuação, o livro será lançado na Suécia ainda esse ano.p

Update: A Gio Sacche me avisou que o lançamento vai ser mundial e já está em pré venda na Amazon para edição física e também para kindle! OMG!

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