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29jul

O que eu aprendi com as mudanças

(l-r) Greta Gerwig & Mickey Sumner playfighting in "Frances Ha." ©Pine District, LLC.

Greta Gerwig e Mickey Summer em cena do filme Frances Ha, de 2012

[Você pode ler essa texto ao som de Change, música de
Angus and Julia Stone ♫]

Às vezes eu olho pra trás e vejo que esse ou aquele amigo está com uma vida muito diferente da que tínhamos antes. Eles fizeram outras escolhas e agora vivem em outro mundo, fazem outras coisas e estão completamente diferentes de mim. A mesma coisa acontece com aquele meu ex-namorado, ou aquele cara que tinha tudo pra estar na minha vida agora. O fato é que as pessoas mudam, até nós mesmos estamos mudando o tempo todo e temos que aprender a lidar com isso.

Faça um teste agora, olhe para seus amigos mais próximos nos últimos anos e veja o quanto eles mudaram, onde eles estão e como vivem. Viu? É estranho né? Alguns mudaram para melhor, outros mudaram para uma pessoa completamente diferente daquela que você conhecia e tem aqueles que conseguiram nos decepcionar.

Às vezes você pensa que algumas mudanças foram para pior, mas isso é apenas uma questão de ponto de vista, simplesmente aquela mudança foi diferente da sua e por isso você não consegue lidar mais com aquela pessoa e ai vocês deixam de ser amigos. Mas isso não é ruim. Sua perspectiva mudou e você agora é uma pessoa diferente daquela lá atrás, por isso nada é mais justo que você ser sincero, principalmente com você mesmo, e passar um tempo com pessoas que te dão prazer, que acompanham sua vida e suas mudanças.

Romper com aquele amigo ou aquele ex-namorado não é ruim. Seria ruim se você tentasse de qualquer jeito fazer parte da vida daquela pessoa, sendo que não existe mais aquele espaço. Você não pertence ao mundo dela e vice versa. Acho que a palavra certa não seria “pertencer”, é complicado, mas o que estou tentando dizer é que as coisas tem um prazo de validade. É como se fosse um roteiro de um filme, tem os créditos inicias, começa a história (que nem sempre é tão empolgante no começo), aí chega o meio e vem aquele clímax, depois o desfecho e os créditos finais. Aquilo foi bom o quanto durou, vocês foram felizes juntos e o melhor de tudo é que vocês podem olhar para trás e ver essa história, pois se continuassem tentando construir um novo relacionamento, poderia não dar tão certo. Seguir em frente é muito bom.

Eu aprendi nesses últimos anos que adoro mudanças, seja em qualquer parte da minha vida. Aprendi à aceita-las como fases daquele roteiro que é a minha vida e me divirto com isso. Há quatro anos fiz uma grande mudança, parti para uma viagem de sessenta dias na Europa, sozinho mesmo. Isso foi uma das coisas mais incríveis que fiz por mim mesmo. E ai, há dois anos eu sai da casa dos meus pais e aluguei um apartamento com dois amigos, isso foi outra grande mudança e eu adorei!

A mensagem que eu quero deixar aqui pra vocês é: aceitem as mudanças, é mais fácil sorrir pra elas do que ignora-las.

03jun

Precisamos falar sobre os sinais

Postado por às em Eu Você e Eles, Relacionamento
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Justin Long e Ginnifer Goodwin em cena de Ele Não Está Tão a Fim de Você, de 2009

[Você pode ler esse texto ao som de Um Só da Clarice Falcão ♫]

Quero muito dividir algo com você, uma coisa que seus amigos já falaram, mas você não escutou. Sei que agora você está sofrendo e pensando que poderia ter sido diferente, que poderia ter dado certo, que poderia ter uma segunda chance, que as coisas seriam boas de novo. Mas não.

Você fez tudo que poderia ter sido feito, foi tudo que deveria ser e sabe disso. Você errou? Sim, quando não se protegeu.

Uma coisa temos que combinar: você sabia que estava acabando.

Você sempre soube que ia acabar, sabe por quê? Nada acontece de um dia para outro. Você só não queria aceitar, não queria ver os detalhes ou não entendeu os sinais. Na verdade, a parte de não entender os sinais poderia ser substituída por “não queria entender os sinais”, pois quando acaba não é só de um lado, os dois lados rompem.

Não estou dizendo que a partir do momento que o outro foi embora você deixou de amar, você não deixou! Você lutou até o último segundo, você brigou até o último adeus, até aquele último toque das mãos e chorou. Você chorou por dias, por meses, eu sei que você sofreu, mas também sei que você sempre soube e hoje você também sabe. Tudo sempre foi muito claro.

Quando algo está acabando não é do dia para outro, uma pessoa não acorda e pensa “o que estou fazendo da vida?” e resolve mudar. Mudanças levam tempo. Claro que esse tempo pode ser uma semana, um mês ou até um ano. Mas esse período é um aviso para que você possa se proteger.

Ser o lado que quebra é sempre mais difícil. Você desaba, fica o pó e vê como o outro consegue refazer sua nova vida rápido (sem você). Você se culpa, o culpa e passa seus dias esperando algo, mas você sempre soube que isso aconteceria. Ou melhor, você sempre soube que isso poderia acontecer e não fez nada.

Escrevo isso pra você como se tivesse puxando sua orelha e falando “fique de olho nos sinais”, mas esse texto na verdade é pra mim. Escrevo enquanto percebo todos os sinais que decidi ignorar, todos os detalhes importantes deixados de lado, todos os momentos que deveria ter acabado com tudo.

Hoje é tarde para perceber isso? Talvez sim, talvez não. O sofrimento já passou e você pode se perdoar pelo erro e seguir em frente. Ou você pode escrever…

*Este texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles“.

03jun

Sobre os medos do passado

Postado por às em Relacionamento

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Quando se vive a mesma situação ou coisa parecida de um relacionamento antigo no novo, a sirene toca na cabeça e faz pensar nos resultados do passado e projetar no atual.  Acho que todo ser humano é assim, sempre que algo parecido acontece vem as associações e acho que é aí que mora o perigo. Ninguém é igual a ninguém, nenhuma ação tem o mesmo resultado que outra, mas como entender isso diante de um momento de fragilidade?

Tem as pessoas que racionalizam, tem aquelas que apenas move on, mas todas sofrem com os pequenos gestos que nos deixaram marcas ruins do passado. Qualquer relacionamento seja aquele que terminou tudo bem, ou com um querendo matar o outro, não adianta, a bad vibe vem. Como é ruim sentir essa sensação novamente em algo novo, onde você espera apenas viver o lado doce, mas é como eu sempre digo “a vida não é fácil”. Eu num primeiro momento parto para a ignorância na minha cabeça e penso “foda-se essa merda toda”, mas vem 5 minutos depois e só o que sobra é a raivinha featuring mágoa, como lidar?

Você pode parar de mandar whatsapp/chat com a pessoa, mesmo que na verdade por dentro, você só queira resolver tudo e voltar para o modo fofinho, pode passar o dia com esse sentimento ruim te corroendo, ou pode escolher esquecer e ficar bem (acho muito difícil essa segunda opção), acho que se você já passou por uma situação parecida, vai sempre escolher se proteger, mesmo que isso seja mais dolorido.

O meu jeito de lidar é ser clara e objetiva, na verdade nem sempre… umas indiretas sempre ajudam… falar que tal atitude magoa ou que não é sadia é o melhor a fazer, mesmo quando você não quer entregar que é na verdade culpa do bichinho chamado ciúmes, tudo culpa dele. Acho que sobreviver as frustrações de um relacionamento que te deixou marcas é um exercício diário, mas que cada um precisa lutar para não atrapalhar o que você vive hoje.

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