/ netflix

07mar

Love e o amor não correspondido

Postado por às em a vida como ela é, Amor, Séries

love-netflix-serie

[Você pode ler esse texto ao som de Love Yourself, do Justin Bieber  ♫]

Nesse final de semana terminei de assistir a série Love, da Netflix. Fiquei com vontade de ver pelo trailer que era super bonitinho e tinha uma pegada legal, tipo era divertido. Pensei, vamos lá. Série foi criada Judd Apatow com roteiro do próprio e de Paul Rust, que é protagonista da série ao lado da ótima Gillian Jacobs. Para quem não conhece, Judd Apatow é super ligado à comédia, porém seus trabalhos sempre tem um toque melancólico, mostrando um pouco da realidade da nossa geração, principalmente da geração daqueles que já passaram dos 30 anos. Entre seus trabalhos estão os filmes Missão Madrinha de Casamento, Mesmo Se Nada Der Certo e até alguns episódios da série Girls. O cara é bom.

Comecei a ver a série esperando uma pegada mais cômica e fofinha, porém fui levado para um ambiente diferente e ao mesmo tempo super igual a tudo que eu já havia vivido, tanto que essa semana fiz um post em meu Facebook fazendo um resumo da série e comparando com as coisas da vida, pois a série é o retrato dos nossos relacionamentos de hoje em dia: quero você, você não me quer, quanto te quero você não quer mais.

A série Love, da Netflix, é tipo a vida. É mais ou menos assim:Te quero quando você não me quer.Você me quer quando não te quero.Ai eu te quero quando você não quer.E então você quer quando não te quero…

Publicado por Jader Araújo em Domingo, 6 de março de 2016

Fiz esse post antes mesmo de terminar de assistir a série, pois já estava completamente dentro do espírito e me via muito nos personagens Gus e Mickey. Eles acabaram de sair de relacionamentos problemáticos (ela estava com um viciado e estava quase se tornando uma e ele morava com uma garota manipuladora e não era correspondido) e se conhecem por acaso num mercado de posto de gasolina. A dupla não se apaixona a primeira vista, porém Gus vê em Mickey uma mulher louca e divertida, além de linda, e ela vê um nerd que pode ser legal passar um tempo (como amigo), mas paixão ali não existe. Até que ela decide dar uma chance para que ele entre em sua vida. Rola sexo, rola beijos, encontros e eles começam a se conhecer. Nesse momento que fiz um paralelo com a vida e os relacionamentos.

love-netflix

Enquanto Mickey decide dar uma chance para que Gus entre em sua vida, ele começa a perceber que sua vida é muito mais ampla e pode ser muito mais divertida do que estar apenas ao lado dela. Eles são diferentes, tem visões diferentes sobre a vida e gostam de coisas completamente distintas.

No começo de tudo eu me vi no Gus, o cara deslocado que sonha em escrever seus roteiros e encontrar alguém legal para se apaixonar, mas depois eu estava no lugar de Mickey, uma garota que mete os pés pelas mãos e acaba fodendo tudo, incluindo o relacionamento com ele. Ela é um tanto descontrolada e não sabe agir quando não está ganhando o jogo, assim acaba colocando tudo a perder. Quem nunca? Eu sempre.

A série é divertida em muitas partes, a gente consegue tirar uns sorrisos e, além disso, dar algumas gargalhadas, mas ao mesmo tempo ela consegue dar aquele toque na gente e nos deixar com aquele aperto. Love mostra que nossas escolhas nos levam a diferentes lugares, nossas tentativas de “deixar com que tudo fique bem” podem ser frustradas, podem dar errado e podem deixar tudo pior do que estava.

Eu tive raiva da Mickey, odiei o Gus e me apaixonei pelos dois ao mesmo tempo. Eles são iguais a mim, eles têm medo de tentar, medo de errar e ao mesmo tempo se jogam com tudo naquilo que acreditam que pode dar certo e se ferram.

A série Love é uma caricatura da geração que hoje tem 30 anos e ainda não sabe o que está fazendo da vida. Tipo eu.

15dez

O poder de histórias como Jessica Jones

Postado por às em Feminismo, Relacionamento, Séries
cartaz-jessica-jones

Jessica Jones, Netflix 2015

Terminei a primeira temporada de Jessica Jones, nova série da Marvel com Netflix e conversando com duas amigas sobre o que a série representou pra mim, conclui que tinha uma ideia completamente diferente sobre a personagem. Eu sou fã da Marvel, adoro filmes de heróis, porém não conhecia a história dessa série, conhecia vagamente a personagem e fui correr pro Google quando o nome Killgrave apareceu, eu precisava conhecer o potencial do vilão para entender as chances da nossa heroína. Nesse momento eu ainda acreditava que Jessica Jones se tratava de uma série sobre o universo dos heróis, com poderes ou algo mais real (ainda dentro desse universo) como Demolidor, mas não.

A história de Jessica Jones é sobre o universo Marvel, porém também é sobre relacionamentos abusivos e violência contra a mulher. A todo o momento a série faz referências aos episódios do último filme dos Vingadores, inclui uma personagem principal de Demolidor e nos insere no mundo da Marvel, mesmo sem fazer isso abertamente. A diferença desse para os outros projetos da Marvel é que Jessica não usa capa, não usa uniforme. Diferente dos outros ela tem medo de se machucar, vive fugindo do seu agressor, teme por seus amigos e por sua família, ela é como muitas mulheres.

jessica-jones-krysten-ritter

Krysten Ritter em imagem da série Jessica Jones, Netflix 2015.

Eu conheço algumas Jessicas Jones, mulheres que viveram num relacionamento abusivo e se tornaram menores apenas para continuar com suas vidas. Meninas mais jovens e mulheres mais velhas que já passaram por situações horríveis, de vergonha, de agressões e que conseguiram tirar aquele vilão de suas vidas. Elas são como a heroína da série, só que sem a super força, só precisam de coragem para procurar ajuda e aceitar que isso não é uma fatalidade ou motivo de vergonha.

Eu me considero feminista, acredito em todo tipo de luta por direitos iguais e acho que conteúdo como Jessica Jones é muito importante para o momento que estamos vivendo. Estamos entrando no ano de 2016 e ainda precisamos lembrar-nos de coisas simples como respeito, vida em sociedade e de violência contra mulher. Complicado, não é?

Na série, somos apresentados pela personagem título que ainda foge de seu grande agressor. Killgrave é o cara mau, porém é um tipo diferente de vilão, ele é aquele namorado agressivo que não aceitou o fim de seu relacionamento, ele ainda quer chamar atenção e ter “sua amada” de volta, mesmo que para isso tenha que usar a força. É disso que a série fala, sobre um relacionamento abusivo, querer ter o poder sobre uma pessoa, sobre fugir de medo, sobre ter e não ter coragem.

O importante de Jessica Jones não é só inserir mais um personagem no universo Marvel e sim mostrar que é possível lutar contra seus medos, sejam eles dentro ou fora de sua casa. Eu estranhei bastante o andamento de Jessica Jones, porém adorei a série e acredito que ainda precisamos de muitos conteúdos como esse.

13ago

O meu livro preferido

Postado por às em Livros

millennium

Alguém já te perguntou qual era o seu livro favorito? pra mim sim e a resposta é sempre a mesma, na verdade não é um livro e sim uma saga: nenhum outro conseguiu me fazer esquecer a Trilogia Millenium, com três livros: – Os homens que não amavam as mulheres – A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar.

Eu li esses três livros enquanto ainda estava na faculdade e ainda consigo me lembrar do coração batendo acelerado com cada movimento planejado pelos doidos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Acredito que muitos de vocês já tenham lido, lembro de uma época em que virou febre, mas não sei se todo mundo chegou a concluir, já que cada livro era grosso feito aqueles
do Game of Thrones. O primeiro livro tem uma história interessantíssima que é bem distinta dos dois outros livros, mas que faz com que os dois personagens principais se conheçam e criem seus laços, intrigante, emocionante e o melhor de tudo, te deixa bem grudada nas páginas. Mikael é um jornalista investigativo que de “férias forçadas” é convidado por um ricaço a investigar o caso de sumiço de sua sobrinha e o desenrolar é sensacional.

trilogiamillennium2

O segundo livro começa mais devagar, confesso que quase deixei de lado, mas surpreende e mostra a real história da trilogia, é emocionante e inteligente, tem assassinato,  escândalos econômicos e até trafico sexual, inúmeras vezes me peguei sem fôlego ou rindo sozinha. Acho que o que mais me encanta nesse livro é a construção de personagens principais, a forma como eles são totalmente fora do padrão, os heróis são extremamente divergentes, ela uma hacker cheia de piercings, revoltadinha e incrivelmente inteligente, ele um jornalista “normal” extremamente sagaz e visionário.

Os livros fizeram tanto sucesso que viraram filme na Suécia (tem na Netflix) e ganharam o mundo, tanto que rolou até uma versão de Hollywood que na minha opinião não ganha das versões originais, mais foi incrivelmente empolgante.

Eu não vou fazer a resenha dos livros, pq né? Você pode procurar isso facilmente nas internets, indico profundamente e fiquei feliz agora em saber que haverá uma continuação, o autor Stieg Larsson já é falecido, mas um outro escritor foi contratado para ser o responsável pela continuação, o livro será lançado na Suécia ainda esse ano.p

Update: A Gio Sacche me avisou que o lançamento vai ser mundial e já está em pré venda na Amazon para edição física e também para kindle! OMG!

17jul

Não tem problema você ficar sexta-feira em casa

Postado por às em a vida como ela é, Filmes, Séries
Unbreakable-Kimmy-Schmidt-serie-netflix

Ellie Kemper em cena de Unbreakable Kimmy Schmidt, série de Tina Fey e Robert Carlock (2015, Netflix)

Chegou mais uma sexta-feira e você se vê na obrigação de se divertir. As mensagens no WhatsApp apontam: tem balada hoje. Seus amigos te chamam para sair: bares, cafés e mais baladas. A única coisa que você consegue pensar é no catálogo da Netflix, você enxerga ali várias oportunidades de diversão.

Não é uma questão de velhice ou saco cheio, você simplesmente prefere ficar em casa assistindo séries ou quer finalmente ver aquele filme que concorreu ao Oscar desse ano e você não viu. Afinal, precisa colocar toda aquela sua lista em dia, pois essa dívida (de conteúdo) você fez consigo mesmo.

Você não precisa ficar com vergonha ou se sentir mal por passar a sexta-feira em casa, não precisa olhar para trás e pensar “Como eu era mais divertido”, as coisas mudam. Hoje você é outra pessoa e quando tiver vontade de ir à balada, irá. Não tem problema nenhum em sair do trabalho e correr pra casa para ver TV. Afinal, as séries estão ali disponíveis. Os filmes estão há um clique de você. E isso é tão maravilhoso!

Antes eu planejava meu final de semana muito bem, queria aproveitar ao máximo aquele tempo livre, precisava sair, beber e me divertir. Hoje eu vou pra casa, bebo em casa e me divirto em casa. E acho isso incrível.

Quem nunca chegou ao trabalho numa sexta-feira pensando que quando chegar em casa começará a temporada daquela série nova? Eu contava as horas para chegar em casa depois de ter lido sobre Unbreakable Kimmy Schmidt, eu precisava ver aquela série de uma vez só e usei um final de semana pra isso. Aproveitei mal meu tempo? De maneira alguma, me diverti horrores e pela primeira vez prestei atenção na letra de Firework, da Katy Perry (Titus, melhor pessoa <3).

E também tem aqueles momentos que você não tem uma série em mente e usa sua sexta-feira para “caçar”. Foi assim que eu descobri duas séries incríveis (que foram canceladas), mas estão disponíveis na Netflix. Happy Endings, que teve três temporadas, e Apartment 23. Essa segunda eu descobri numa sexta-feira em casa e desde então sou completamente apaixonado pela Chloe, personagem de Krysten Ritter. A série é muito engraçada, sério! Fez (e ainda faz, pois eu revejo) muitos finais de semanas felizes.

Tenho uma amiga que sempre me julga quando eu quero ficar em casa, “o dia está lindo Jader e você vai ficar trancado dentro de casa?”, diz ela. Eu dou risada e digo que sim, ela bufa dizendo que estou desperdiçando meu final de semana. Será que eu estou? Estou nada, ver séries, filmes ou jogar conversa fora com seus amigos em casa é uma delícia.

Vamos combinar uma coisa então? Você não precisa ter vergonha de ficar sexta-feira em casa, não precisa ter planos para o final de semana. Apenas faça o que você quer fazer e ponto.

*Esse post foi criado após uma conversa minha com a Vanessa (que fez o layout desse blog lindo <3)

09jun

O que está acontecendo?

Postado por às em a vida como ela é

Sense8

[Você pode ler esse texto ao som de Whats up do 4 non Bolodes ♫]

Vira e mexe tem algum texto existencial bombando na minha timeline do facebook, aqueles que falam sobre uma “incrível geração blá blá blá” e pegam uma série de comportamentos e coloca tudo no mesmo saco e diz que todos estão tristes, insatisfeitos ou qualquer outra coisa que defina toda uma geração. Esses textos fazem sucesso, milhares de compartilhamentos, muitas opiniões e nada que chegue a alguma conclusão.

Eu li vários destes textos, me identifiquei em algumas partes, mas também me identifiquei nos outros textos que vieram para contrapor o primeiro e ai fica aquele nó na cabeça, o que está acontecendo?

Ai que a maioria do que aparece na minha linha do tempo é sobre como as pessoas estão insatisfeitas com os trabalhos e esses textos vem carregados de “sugestões” para reverter esse problema, mas eu não consigo enxergar nada que seja realmente efetivo e eu me pergunto mais uma vez: “o que está acontecendo?

Eu me encaixo e fico pensando por horas e horas como ser feliz, como amar meu trabalho, como encontrar e viver um grande amor, como ser uma mãe melhor, como ganhar mais dinheiro, como viajar para aquele lugar maravilhoso dos sonhos e acredito que ler estes textos não ajuda em nada.

Quantos de nós sentimos a mesma angústia quando pensamos na nossa idade e onde estamos, para onde vamos e onde gostaríamos de estar? E por que a nostalgia faz parte de tudo isso? Eu não sei explicar por quê, mas as vezes eu ouço músicas antigas e sinto aquela coisa de esperança com saudade, mas não sei explicar why, você vai entender se sentiu uma incrível energia durante a cena da série sense8 da Netflix, onde os 8 começam a cantar essa música, eu me senti cheia de nostalgia, até vontade de chorar e chorei, como se algo ali tivesse martelando na minha cabeça que as coisas no fim vão acabar bem.

tumblr_npl12kdCeP1tp719lo3_250

And I sing, hey, yeah, yeah-eah
Hey, yeah, yeah
I said, hey! What’s goin’ on?
And I sing, hey, yeah, yeah-eah
Hey, yeah, yeah, yeah, yeah
I said, hey! What’s going on?

 

Plugin creado por AcIDc00L: noticias juegos
Plugin Modo Mantenimiento patrocinado por: seo valencia