/ passado

19dez

As memórias que nós somos

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[Você pode ler esse texto escutando Million Reasons, da Lady Gaga]

Nos últimos dias eu fiquei pensando sobre experiências anteriores e como elas afetam nossa vida e nosso futuro. Todo mundo já teve medo de entrar numa relação pois estava, sem querer, imaginando que seria igual a última, não é verdade? E essa coisa de trazer lembranças do passado não é só de relacionamentos anteriores, acontece com o relacionamento atual, com amizade, com o trabalho e etc., pois são as memórias e as experiências que acabam nos formando.

Eu já tive medo em vários relacionamentos. No começo deles, na metade deles e no final de deles. Às vezes você passou por uma experiência muito ruim, acredita que já conseguiu deixar de lado, mas age como se aquilo ainda fosse sua realidade mesmo que “já tenha ficado para trás“.

brilhoeterno

Sempre tentei deixar com que um relacionamento do passado não afetasse um relacionamento futuro, pois as pessoas não são as mesmas e devemos colocar em nossas mentes que as experiências do passado sempre nos ensinarão a ser melhores. Mas e se as memórias do passado e do futuro sejam sobre a mesma pessoa, a gente consegue deixar o “passado para trás” e viver como se essas memórias não existissem?

Eu não sei vocês, mas eu não consegui. A cada meia palavra dita, cada mancada ou vacilo, a cada falta de atenção tudo aquilo voltava e consequentemente me deixava mal. O pouco tempo que eu tive não deixou com que o passado ficasse para trás, eu precisava de mais tempo para que as coisas ficassem boas e que o passado não importasse mais.

Da mesma forma que não controlamos o tempo, também não controlamos nossos sentimentos, acabamos deixando que as coisas fiquem fora do controle e quando vamos notar, tudo acabou desmoronando. Pois nossas memórias são o que nós somos e em pouco tempo ninguém consegue apagar muita coisa. Mas a gente tenta, né?

31jul

As bagagens que carregamos

Postado por às em Amor, Eu Você e Eles, Relacionamento
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Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt em imagem de (500) Dias com Ela, filme de 2009

[Você pode ler esse texto ao som da música Waste of Time, da MØ ♫]

Durante nossa vida adulta conhecemos várias pessoas, algumas passam por nós pois precisam de alguma ajuda, outras passam para nos ajudar. E quando você olha para trás e analisa todos seus relacionamentos encontrará aqueles que te ajudaram, aqueles que você ajudou e também aquela parcela que não esteve em nenhum dos dois lados.

Não sei vocês, mas eu tenho bagagens de todos meus relacionamentos anteriores e as carrego comigo. Algumas são muito boas e me ajudam, outras são ruins, mas também ajudam. Elas servem para isso, fazer com que nossas escolhas sejam mais assertivas, pois se já passamos por determinada situação já sabemos lidar com ela. Assim as bagagens servem para que a cada dia possamos errar menos e se errarmos, elas nos ajudarão a sofrer menos e virar a página.

Eu já fiz escolhas baseadas em meus relacionamentos anteriores e até já defini algumas coisas que não quero viver novamente. Sim, eu fiz escolhas a partir das minhas experiências amorosas e levo-as muito a sério, só que às vezes um pouco sério de demais.

O que eu quero dividir com vocês hoje é que eu defini “meus termos” e me policio sempre, não quero deixar que uma pessoa que não se enquadre nesses termos entre na minha vida e me traga de volta as mesmas bagagens ruins que já carreguei. É algo que combinei comigo mesmo e tenho seguido. Pode ser burrice comparar algo do passado com algo do presente? Pode. Mas são coisas que eu não gostaria de lidar.

Eu não sei o quanto erro fazendo isso, o quanto do passado tem voltado para atrapalhar o meu presente, mas acredito que quanto mais velho ficamos (e experientes) mais conseguimos lidar com as coisas e ganhamos mais poder de decisão sobre as nossas escolhas. Porém, apesar de achar que não podemos ficar tristes por escolhas que nós mesmos fizemos, eu ainda fico.

Fiz uma escolha baseada num relacionamento anterior e nada me fará muda-la, sabe? Porém essa escolha fez com que uma pessoa fosse embora da minha vida de um jeito ruim, eu me neguei a ajuda-la. Disse “não” sobre ser a ponte que ela precisava para um problema que eu já tinha vivido em um relacionamento anterior e hoje penso que eu poderia ter tentado.

Eu não queria viver os problemas que já vivi e eu fiz uma escolha: não seria mais a ponte. Nesse caso eu fui exatamente quem eu queria ser e quem eu prometi que seria. Eu cumpri minha promessa e agora estou triste por não ter ajudado uma pessoa que precisava de mim. Estranho a vida né?

Acredito que continuarei cumprindo minha promessa e não sendo mais a ponte, até o dia que não precisarei mais.

A Taína já falou desse assunto aqui no blog também, sobre os medos do passado.

Esse texto faz parte do projeto “Eu, Você e Eles”.

03jun

Sobre os medos do passado

Postado por às em Relacionamento

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Quando se vive a mesma situação ou coisa parecida de um relacionamento antigo no novo, a sirene toca na cabeça e faz pensar nos resultados do passado e projetar no atual.  Acho que todo ser humano é assim, sempre que algo parecido acontece vem as associações e acho que é aí que mora o perigo. Ninguém é igual a ninguém, nenhuma ação tem o mesmo resultado que outra, mas como entender isso diante de um momento de fragilidade?

Tem as pessoas que racionalizam, tem aquelas que apenas move on, mas todas sofrem com os pequenos gestos que nos deixaram marcas ruins do passado. Qualquer relacionamento seja aquele que terminou tudo bem, ou com um querendo matar o outro, não adianta, a bad vibe vem. Como é ruim sentir essa sensação novamente em algo novo, onde você espera apenas viver o lado doce, mas é como eu sempre digo “a vida não é fácil”. Eu num primeiro momento parto para a ignorância na minha cabeça e penso “foda-se essa merda toda”, mas vem 5 minutos depois e só o que sobra é a raivinha featuring mágoa, como lidar?

Você pode parar de mandar whatsapp/chat com a pessoa, mesmo que na verdade por dentro, você só queira resolver tudo e voltar para o modo fofinho, pode passar o dia com esse sentimento ruim te corroendo, ou pode escolher esquecer e ficar bem (acho muito difícil essa segunda opção), acho que se você já passou por uma situação parecida, vai sempre escolher se proteger, mesmo que isso seja mais dolorido.

O meu jeito de lidar é ser clara e objetiva, na verdade nem sempre… umas indiretas sempre ajudam… falar que tal atitude magoa ou que não é sadia é o melhor a fazer, mesmo quando você não quer entregar que é na verdade culpa do bichinho chamado ciúmes, tudo culpa dele. Acho que sobreviver as frustrações de um relacionamento que te deixou marcas é um exercício diário, mas que cada um precisa lutar para não atrapalhar o que você vive hoje.

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