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01mar

Eu não te amo mais

Postado por às em Amor, Relacionamento

eu não te amo mais

Ontem eu estava ouvindo a música Photograph do ruivinho Ed Sheeran e parei pra pensar no significado daquela letra, automaticamente fiz um paralelo entre nossa relação e agora, após certo distanciamento, posso dizer que eu não te amo mais.

Fuçando nos meus arquivos no google drive eu repassei nossas fotos, vários momentos legais, bonitos e fofinhos, eu apenas senti uma alegria e certa estranheza por não ser mais o que representava antes, acho que como diz a letra em tradução “Nós mantemos este amor numa fotografia” e “criamos memórias para nós mesmos”, não fazendo mais sentido como um casal.

O fato de não te amar mais não significa que não amei e que não te quero bem, eu desejo o melhor e o mais bonito para você, que sua vida siga e que você encontre o amor que talvez não tenha encontrado comigo.

Eu irei sempre lembrar dos momentos e risadas, dos dias que protagonizamos aventuras que serão pra sempre nosso segredo e quero olhar pra aquelas fotos e pensar em quanto você me fez bem e no quanto eu também pude lhe acrescentar.

Mas é fato, precisamos mover, seguir em frente e encontrar uma nova forma de viver o amor, hora de me encontrar comigo, no meu íntimo e ter certeza do que eu sou e o que eu quero, para quem sabe viver algo bom novamente, assim como você.

Eu não te amo mais, aquele amor romântico, mas você estará sempre em minha memória como uma das melhores fases da minha vida, um momento de felicidade e descoberta.

18fev

Quando você voltar

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Ryan Gosling e Rachel McAdams em cena de O Diário de uma Paixão, de 2004

[Você pode ler esse texto ao som de Se Ela Voltar, do Silva]

Você chegou e saiu da minha vida muitas vezes que até perdi a conta. Até ficaram naturais os nossos desentendimentos, a nossa falta de vontade de tentar. Mas depois tudo mudava e lá estávamos nós fazendo planos juntos e tentando continuar com aquela parceria que conhecemos bem. Era fácil ter você por perto, era difícil ficar longe, mas ao mesmo tempo era sadia essa separação, era racional.

Ainda não sei se você partiu, se vai voltar ou só está pensando em como seriam as coisas se não ficássemos juntos, a única coisa que eu sei é que ficarei parado apenas observando esse caminhar das nossas vidas. Não vou te ligar ou pedir que você fique, não farei dramas tentando te reconquistar. Mas continuarei aqui.

Estarei aqui esperando ouvir o barulho do portão, esperando aquela notificação de mensagem no celular, aguardando você tocar a campainha e me dar um sorriso quando eu abrir a porta. E isso não é um jogo, eu não quero jogar com você ou te deixar sozinho para que volte, eu só quero dar meu tempo e me deixar bem. Pois eu preciso pensar em como seria minha vida sem você e imaginar que isso seria bom.

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Você pode pensar que isso faz parte do meu orgulho ou daquele medo de tentar, mas quando o assunto é você eu não tenho nenhum dos dois. Deixo meu orgulho de lado e todo medo vai embora, pois eu tenho certeza do que quero, mas enquanto você não tem essa certeza eu não posso fazer nada… A não ser esperar. E eu estou aqui, esperando.

Talvez um dia eu não queira mais esperar e você não volte, isso pode acontecer. Não sei se seria triste, pois outras coisas aconteceriam e colocariam outros pensamentos em nossa cabeça, outras pessoas em nossas vidas. Mas talvez você volte e mostre que esse sentimento que temos é algo maior do que apenas uma amizade. E olha que somos bons amigos.

Quando você voltar eu darei um sorriso largo e abrirei meus braços pra te encaixar em mim, pra fazer de nós dois um só por aquele momento. Quando você voltar eu vou rir das suas piadas bobas que ninguém acha graça, olharei pra você e direi aquelas palavras. Mas se você não voltar, eu não farei nada.

16fev

A falta de ar

InsideLlewynDavis

Oscar Isaac em cena do filme Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Colour Me In, do Damien Rice ♫]

Nunca fui o tipo de cara que teve sorte ou facilidades na vida, de longe como “carente” que sou desde infância sofria demais com o favoritismo dos meus pais com o meu irmão. Tenho uma tia que se chama Hermínia, nome esse me deixa feliz só de pensar ou ouvir, pois essa tia sempre fez e faz o possível e o impossível para que eu fosse mais feliz, e sempre me salvava tentando me fazer sentir-me especial. Mas, cansado de toda indiferença dos meus pais tentei ser independente e passar o maior tempo longe de todos eles, nessa crise de carência não saciada resolvi jogar a verdade e me assumi durante uma discussão, e mais uma vez não tive acolhimento ou aconchego, sucintamente minha mãe proferiu a frase “não quero esse tipo de gente debaixo do mesmo teto que eu”, recolhido no meu eu e com ego inflamado comecei uma aventura fora de casa. Até a saída final da casa dos meus pais se passou um ano, mas por fim sai.

Fui procurar aconchego e carinho nos braços de um rapaz dois anos mais novo que me chamou pra dividir um apartamento e uma vida, tínhamos um cachorro, uma vida boa e até divertida, pelo menos nos seis primeiros meses, logo fui deixado de lado e ignorando sinais que às vezes nos negamos a ver, que me dizia que eu era opção e não uma escolha. Um dia saí do trabalho mais cedo e fui à casa de um amigo do casal (eu e meu ex), e ao chegar lá encontrei os dois dormindo abraçados. Isso mesmo, o meu ex e o “meu amigo”, nessa hora fiquei em choque sem saber o que fazer, fui tentar acordar e querer uma explicação, mas acabei agredido e com uma cicatriz no braço direito, foi quando perdi as esperanças e resolvi vir pra São Paulo de vez, cidade que era um latente em minha mente desde adolescente e mediante toda a situação resolvi ir embora de Natal o mais breve possível.

Maio de 2008, por volta das 19h eu chegava em São Paulo. Era a personificação da inocência e, com pouco tempo, acabei me iludindo por um jovem paulista e me envolvi em um relacionamento. Como sempre estava ignorando os sinais de ser uma opção e não a escolha.

Um pouco mais de 6 anos de relacionamento, morando junto e vivendo um sonho, percebi que aos poucos aquilo foi se tornou um pesadelo, cansado de tudo eu criei coragem para colocar um ponto final a pedidos abusivos, rejeições e cobranças que beiravam o absurdo, assim em dezembro de 2015 resolvo ir morar só e ver se a distância resolvia um pouco. Imaginei que a saudade poderia “temperar” esse relacionamento, mas como um temporal que do nada vira tormenta, me vi atormentado pelos mesmos fantasmas da falta de confiança, ciúmes e tudo mais que vem junto no pacote, e em janeiro decidimos colocar um ponto final em tudo.

Segui sozinho. Sem rumo e sem destino como sigo até hoje, vivendo um dia de cada vez, tentando não me iludir mais, colocando a experiência em prática sem tentar desanimar e nem cair. Mas, no final do dia quando a escuridão parece me devorar lembro-me de Hermínia e fico com um pouco da luz dela e sempre penso que no fim tudo se resolverá.

*Esse texto é um episódio de um leitor do EdH, que pediu que fosse mantido em sigilo.

15fev

7 sinais de que você é uma opção e não prioridade

Postado por às em Relacionamento

Is-Your-Partner-Still-in-a-Relationship-with-Their-Ex

Esses dias eu estava lendo um artigo do meu amigo Daniel Bovolento onde a história era sobre um relacionamento imaginário, na verdade aquele estágio em que a gente fica stalkeando a pessoa, dando uns likes aqui outros acolá, ou até mesmo visitando TODAS as redes sociais do affair pra ver se tem algum update.

Eu sei que todos nós projetamos, sonhamos com relacionamentos a partir do primeiro oi e interpretamos gestos, emojis, dissecamos as palavras da última conversa e ficamos horas pensando em algum motivo Inteligível para chamar a pessoa no inbox do facebook.

Infelizmente, nem tudo são flores e talvez ele não esteja tão afim assim de você e esteja te tratando como opção, sad but true. Por isso listei aqui 7 sinais de que você é uma opção e espero que você reconheça alguns deles e ou que talvez isso não se aplique no seu caso.

  1. Planos de última hora – infelizmente você está sempre esperando uma resposta dele para definir o seu final de semana ou noite. Você fica em stand by esperando o convite ou confirmação e se não rola nada fica frustrado e corre para fazer alguma outra coisa.
  2. Ele não te convida para grandes eventos – você não é o +1 dele num casamento ou uma festa de formatura.
  3. Demora horas para responder um whatsapp – você está sempre lá disponível/on line e ele demora horas para ver e responder, mesmo você percebendo que ele está on line e não olhou sua menagem.
  4. Ele sai com outras pessoas – ele sai com outras pessoas mas te mantém no radar, sempre alimentando uma esperança de leve.
  5. Ele não presta atenção nas suas coisas – você sabe tudo da vida dele, todos os acontecimentos, mas quando você começa a falar dos seus problemas ele não lembra coisas que você disse dias atrás.
  6. Ele diz que não está preparado para relacionamento sério – mas sempre te convida para “ver um filme em casa”. Clássica resposta de alguém que não está tão afim de você, fuja.
  7. Você sempre procura desculpas para o comportamento – você tenta interpretar e entender esses sinais e no fundo acha que é uma fase, que você pode conquista-lo. Você está sempre aceitando as desculpas dele.

 

Se você se identificou em alguns dos casos acima, amiga(o) foge antes que você sofra mais, ou se jogue de vez, já que estamos nessa vida pra viver, pra cair, sofrer e de vez em quando amar.

relashiont

 

 

12fev

Essas nossas idas e vindas

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Felicity Jones e Anton Yelchin em cena de Loucamente Apaixonados, de 2011.

[Você pode ler esse texto ao som de Half The World Away, da AURORA]

Nós tínhamos uma história, essa relação que existe de tempos em tempos nos fazia sorrir, nos deixava bem, nos preenchida um pouco e tirava aqueles sorrisos bobos em vários momentos do dia, nós estávamos escrevendo algo juntos.

O tempo foi passando e nossas diferenças foram ficando cada vez mais explicitas, mesmo assim queríamos continuar, tentamos e tentamos, pois acreditávamos que tudo isso valeria a pena um dia. Mas nossas vidas foram tomando rumos diferentes e começaram a ser preenchidas com coisas que não imaginávamos, mesmo assim continuamos tentando, daquele jeito meio sem entender o motivo, mas estávamos nós lá, não tão firmes e não tão fortes.

Muitos dias e noites sem nos ver, alguns dias sem trocar palavras de amor, sem trocar mensagens fofas, sem trocar mensagens. Passavam semanas e voltávamos a nos falar, ainda não era estranho, era confortante estar com você e falar sobre amenidades, você falava das suas músicas e eu dos meus filmes, ainda conseguíamos dividir algumas coisas.

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Até que um dia eu acordo e não penso em você. Do outro lado está você abrindo os olhos numa manhã clara pensando na vida, pensando na sua vida sem eu nela. Não que você quisesse ter me esquecido, você simplesmente esqueceu. E a mesma coisa aconteceu desse lado, eu te esqueci. Paramos de pensar um no outro, paramos de escrever aquele “bom dia” despretensioso.

Algum tempo depois, meses ou semanas não sei direito, estávamos novamente sendo o que éramos antes. Jogando conversa fora, falando de música, de filmes ou de livros. E falando de nós. Voltamos a ser o aquele dupla de sempre, pensamos no futuro e fizemos alguns planos, mas ainda vivíamos longe e isso não ajudava em nada.

Mais uma vez começamos a nos distanciar e pior que isso, nos estranhar. Ninguém tomava decisões, ambos viviam suas vidas separadas e lembravam-se do outro de vez em quando. Lembravam um do outro quando precisavam se sentir bem, quando queriam atenção, amor carinho, esperança…

Essa nossa relação não acabou e não vai acabar tão cedo, é mais ou menos um carrossel que só vai parar de girar quando um dos dois quiser descer ou quando os dois tomarem essa decisão juntos. Descer do carrossel e seguir a vida.

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