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19out

Por que nós desistimos facilmente?

Postado por às em Amor, Relacionamento

Keira Knightley e Andrew Lincoln em cena de Simplesmente Amor, de 2003

[Você pode ler esse texto ao som de Same Mistake, do James Blunt ♫]

É muito claro que a geração dos nossos pais é muito diferente da nossa, enquanto eles eram mais acostumados com o dia-a-dia, a realidade e aceitavam mais o rumo da vida, nós somos inquietos, trocamos de emprego com frequência e amamos muito mais. Estava pensando nisso, no “amar muito mais” que estamos acostumados, em todos os relacionamentos que tive, todas as paixões que me encheram o peito e também nos relacionamentos de amigos e notei que nós desistimos tão rápido.

Isso não é exclusivo de relacionamentos, é em todas as áreas, só que me incomoda muito lidar com isso na parte dos relacionamentos, sabe? Parece que não temos tempo para esperar que as coisas fiquem bem, que não temos paciência ou jogo de cintura. Queremos que tudo aconteça tão rapidamente e no final nada acaba acontecendo. Enquanto queremos ganhar tempo, acabamos perdendo tudo. Eu acho triste.

Já imaginou quantos relacionamentos você deixou passar por desistir fácil? Talvez a pessoa tinha uma característica X que você não gostou e foi embora. Talvez os gostos fossem diferentes e você acabou indo embora. Talvez você não se sentia bem com os amigos dela e decidiu partir. Tem tantos motivos que nos fazem desistir de relacionamentos, motivos que parecem muito sérios no momento da decisão, mas acabam sendo bobos no futuro.

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Andrew Lincoln em cena de Simplesmente Amor, de 2003

Eu já falei aqui no blog sobre ser a ponte de alguém, falei que havia decidido que não faria mais isso, que não seria aquele que leva uma pessoa para o outro lado, para que ela fique bem. Sim, eu não quis ajudar uma pessoa. E depois vi que fui burro, fiz algo baseado em uma experiência anterior que me fez “perder” aquela pessoa. Eu decidi desistir facilmente pois o cara que eu ficava não era assumido e eu já tive problemas com isso e não queria repetir o problema. Só que um dia ele me disse “você poderia ter me ajudado e não ajudou”. Eu não me arrependo de ter desistido, sabe? Mas poderia ter acontecido algo tão legal nessa relação e eu acabei perdendo tudo. E o pior de tudo é que nós não aprendemos.

Esses dias eu postei no Twitter algo que me fez rir muito, algo bobo e meio triste. Eu publiquei que minha vida era uma música ruim do James Blunt, essa mesmo que eu indiquei no post pra vocês lerem. Parece que a todo o momento estamos querendo uma segunda chance, mas sempre cometemos os mesmos erros. A gente desiste do relacionamento, desiste do amor, das histórias que poderíamos viver e acabamos cometendo os mesmos erros de novo.

Sabe quando você pediu aquele tempo para seu namorado (a) e ficaram aqueles dias sem estar namorando, mas voltaram depois? Você não parou de pensar no que ele (ou ela) fez durante esse tempo que ficaram separados, aquilo te corroeu e te deixou paranoico, você chegou e perguntou se “aconteceu algo enquanto não estávamos juntos” e a resposta fez você desistir. Pensa como é burro isso? Você deu espaço (ou pediu espaço) e não gostou do que aconteceu durante esse tempo e isso fez com que você desistisse de tudo. É louco né?

Parece que nós não estamos contentes com o que temos, sempre queremos mais e no final acabamos cometendo os mesmos erros, fazendo as mesmas escolhas e desistindo fácil. Queremos morrer de amores como os autores das músicas que gostamos, dos filmes que assistimos e dos livros que a gente lê, mas desistimos desse amor.

Hoje eu não queria desistir de nada, mas a história vai me levando a tomar essa decisão. Como diz Damien Rice em The Professor “Here’s to another relationship…“.

14out

Você não vai mais me fazer chorar

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Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em imagem do filme Azul é a Cor Mais Quente, de 2013

[Você pode ler esse texto ao som de Love, Love, Love, do Of Monsters and Men ♫]

Estive pensando em tudo que tivemos, em toda nossa história juntos. No tudo e no nada, nessa relação de troca e de orgulho que temos. E às vezes acho que tudo que tivemos foi tão lindo, mas ao mesmo tempo penso que não foi quase nada. Sabe? É como uma história não terminada.

Eu nunca estive tão certo de algo quanto estou agora, tanto que tenho muita certeza na gente, mas a mesma certeza que tenho que poderíamos ter tudo é a mesma certeza que tenho que podemos não ter nada. Imagina o nada daqui pra frente, o vazio e o espaço que ficará entre a gente? É para esse momento que estamos caminhando, é nessa via que estamos andando.

É estranho ver que você age de uma forma diferente nas palavras e nas ações. São duas pessoas ali, a que fala comigo e a que age. Gosto mais da que age, ela é mais real, não está cheia de frases prontas e de risos fáceis. Não está cheia de certezas, é bobo estar cheio de certezas. Quanto mais você mostra que tem razão e está certo, mas eu vejo o quanto está errado e o quanto estamos caindo.

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Eu vejo as coisas que você faz, seu novo modo de agir e eu não entendo. Você não me deixa ir embora e não me quer por perto, enquanto isso estou aqui e não estou. Depois de tudo isso eu percebi que não devo fazer nada por você, é por mim que devo agir daqui pra frente. Se eu sofrer, chorar, ou decidir ser feliz será uma decisão apenas minha, você não tem culpa nisso. Você não tem mais importância nas minhas decisões, nem é o agente da minha derrota. Você será apenas um, enquanto não formos dois.

Sabe aquela coisa que sentimos no estomago que incomoda pra caramba e não nos deixa esquecer daquilo? Estou sentindo isso enquanto escrevo esse texto, mas quantas vezes eu já não senti o mesmo? A diferença é que dessa vez eu coloco tudo pra fora e isso me ajuda a esvaziar, vou ficando leve… Com a leveza eu já aprendi a lidar, só não sei o que fazer quando estou cheio demais.

Eu estive pensando em você e mesmo estando triste não choro mais. Eu pego essa tristeza e penso “ela não deveria estar aqui”, é nesse momento que eu esqueço a dor e vou esquecendo você. No dia que isso acabar, acabou tudo. E não sou eu quem sairá perdendo, pois eu já perdi tanto nesse jogo, que entre nós não tenho mais nada.

Na verdade eu não gosto de chamar isso de jogo, eu não estou jogando. Estou apenas seguindo aquilo que acho que seria certo pra mim, estou sendo fiel a mim e os meus sentimentos. Estranho seria se eu não fosse assim, não é?

Um dia alguém me falou que “não valia a pena chorar”, pensei em como isso era forte e cheguei até levar isso a sério por um tempo, mas outra pessoa me disse “não existe vergonha em chorar, chorar é bom”, depois de ouvir isso mudei completamente minha opinião sobre as lágrimas e hoje não tenho vergonha nenhuma, choro vendo filmes de meninas que cantam na universidade e depois dou risada.

O que eu quero dizer é que mesmo te amando, não consigo chorar por você, acho que todas as lágrimas já foram embora.

*Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

13out

Cada pessoa é um capítulo

Postado por às em Relacionamento
Cena do filme "A culpa é das Estrelas"

Cena do filme “A culpa é das Estrelas”

Sim, talvez você não entenda agora, mas apesar de não ter religião eu acredito que cada pessoa tem um papel na vida do outro, isso para relacionamentos, amizades ou até mesmo quando falamos de trabalho.

De todas essas relações conseguimos tirar algum proveito e aprender e se desenvolver, posso citar aqui inúmeros casos da minha vida, como por exemplo os anos que trabalhei com um chefe difícil, complicado mesmo, onde passei por muitas provas, muitas humilhações e momentos tantos que eu quis jogar tudo pra cima e dizer “foda-se essa merda toda”, não há quem diga que essa pessoa era fácil de lidar, mas hoje eu consigo ver o quanto essa experiência me fez crescer profissionalmente e me preparou para outros ambientes e desafios, não que eu ache que isso seja uma boa metodologia ou faça apologia a esse tipo de gestão, mas a questão é que consigo ver pontos de evolução em mim, na minha carreira.

Esse caso foi tão frustrante que eu lembro daquele filme Whiplash! Que era um caso bem exemplificado do meu ex-chefe, tanto é que eu me recordo que não gostei do filme, obviamente em parte por conta dessa “metodologia” ~diferenciada~.

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Posso citar também o lado amoroso, que por inúmeras vezes pensei que nunca mais seria capaz de me apaixonar de novo, de me entregar e que as relações estavam fadadas ao fracasso, ao reflexo do que foi meu relacionamento anterior, e eu aprendi que não, que principalmente nada é igual, você não deve pautar o teu relacionamento atual numa relação anterior ou comparar com o namoro da sua amiga. Você deve seguir e viver um plano em branco, sem carregar antigas frustrações.

Eu vejo a mudança em mim e entendo qual foi o papel dele nessa minha evolução, acho que isso é sensacional. Tenho certeza que com o tempo isso ficará mais claro, assim como enxergo hoje o papel do chefe “complicado”. Talvez isso não lhe valha de nada, já que são constatações que você fará apenas com o passar do tempo, mas talvez também valha, se você precisar de um exemplo ou uma palavra.

08out

4 dicas para esquecer ele ou ela…

Postado por às em Relacionamento
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Cena do filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Assim como eu disse nesse texto: ninguém é culpado pelo fim, mas esse é um momento difícil de passar não é? Reaprender a ser só, passar por inúmeros lugares em que estivemos juntos e lembrar de cada gesto ou de cada gosto, dói, mas certamente vai passar.

Acho que todo mundo que termina um namoro, um casamento acaba passando por isso e quando não existem mais saídas, esquecer é preciso, mas existem algumas atitudes que tenho que tomar para esquecer, para ajudar nessa difícil tarefa, pensando nisso, eu resolvi escrever esse post, pois eu tenho certeza que muita gente está nessa mesma situação ou tem um crush mal resolvido e fica naquela né?

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  • Pare de Stalkear

Pois é, se você é uma viciada como eu em internet, redes sociais é bem complicado, certamente você faz uma “ronda” no instagram, no facebook, twitter e qualquer outra rede social que ele ou ela tenha. Pare imediatamente, essa é uma “atividade” que vai te fazer lembrar ainda mais e dar aquele aperto no coração.

  • Pare de olhar a última vez que ele ficou on line no whatsapp

Isso entraria no quesito acima, mas ele merece um trecho à parte desse nosso post, diz ai, quantas e quantas vezes você não fez isso? E quando ele aparece “on line” você fica lá, como se estivesse olhando diretamente pra ele… Acho que essa é a mais nova forma de auto flagelo, sério: arquive a conversa! O que os olhos não veem, ajuda o coração a esquecer.

  • Saia, ocupe a mente

Eu sei, todo mundo já deu essa dica e você na verdade só quer ficar na cama remoendo cada lembrança ou olhando as fotos e lembrando o quanto vocês eram felizes, ok passar uma semana assim, depois levanta a cabeça e bora viver, saia com os amigos, vai fazer uma hidratação no cabelo, vai te fazer ter menos tempo para pensar no fim, nos dramas.

  • Não se culpe

Ninguém tem culpa, não foi por que você gosta de Rihanna e ele de Metalica que o fim aconteceu, um relacionamento é feito por duas pessoas, por seus defeitos e qualidades, não existe uma única culpa, a não ser que ele ou você tenha ferido a ética determinada pelo casal.

Por fim, siga o seu rumo, se reinvente, no meu caso eu tento carregar as boas lembranças e lembrar o quanto nós fomos felizes durante e o quanto evoluí, quando eu me tornei uma pessoa melhor, o quanto aquela pessoa me trouxe de bom, obviamente também fazendo o exercício contrário, observando o que você agregou para ele, o legado que você deixou.

07out

Dois filmes, uma história de amor

Postado por às em Amor, Filmes, Relacionamento
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Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014 e Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

[Você pode ler esse post ao som de The Moon Song, nas vozes de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix ♫]

Assisti ao filme Encontros e Desencontros há muito tempo, mas por influência de um ex revi o filme. Na primeira vez que vi, o filme não havia me chamado atenção, acredito que deve ter sido pela minha idade ou pela pouca bagagem, mas da segunda vez fiquei enlouquecido e agradeci, silenciosamente, o ex (que já tinha ido embora) por ter insistido que eu assistisse ao filme novamente. Essa segunda vez foi logo depois de ter visto Her nos cinemas, filme que chegou direito ao meu top 10 e permaneceu lá, bem ao lado de Encontros e Desencontros que fiz questão de arrumar um espaço e colocá-lo entre os meus favoritos.

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Bill Murray em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Há uns dias atrás, estava meio cabisbaixo e entrei no Tinder. Entre os “sim” e os “não” estava um moço bonito que ganhou meu “sim”. Eu não estava com vontade de sair com ninguém, mas ele insistiu e me propôs um jogo de pontuação, com perguntas e respostas. Achei incrivelmente bobo mas muito divertido e topei. Ele deveria fazer 5 perguntas e somar ao final os meus pontos (e eu deveria fazer o mesmo), mas as perguntas foram tão legais que na quinta ele disse “pergunta valendo 1 milhão: vamos pro bar agora?”, eu ri e disse “vamos”. Agora vocês estão pensando o que essa história tem com os dois filmes citados acima? Nada. A história não se parece com os filmes, foi apenas um date. Porém, o moço em questão era fã dos filmes da Sofia Coppola, mas ainda não sabia que ela foi casada com o Spike Jonze e que Encontros e Desencontros foi feito sobre a relação deles e a resposta de Jonze foi o filme Her. Quando falei isso pra ele, logo soltei “enquanto a gente posta indiretas no Twitter, eles fizeram filmes, um trabalho de anos, para tentar dar uma reposta ao outro“. É incrível, isso não é?

Deixei o moço bem pensativo durante o date, ele começou a ligar as duas histórias e disse “porra, que incrível!”. Nós não ficamos, não nos vimos mais, não nos falamos mais. Não era realmente para ter acontecido nada, foi só uma boa companhia ocasional para conversar sobre filmes bebendo cervejas. E nessa conversa eu contei o meu ponto de vista sobre os dois filmes e sobre o relacionamento, difícil de superar, de Sofia Coppola e Spike Jonze. Que vou dividir aqui com vocês.

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Joaquin Phoenix em cena do filme Her (Ela), de 2014.

Encontros e Desencontros é aquele filme triste, que bate na gente, sabe? Você assiste e logo liga aos seus relacionamentos anteriores pensando em como as coisas não podem voltar a ser como eram antes e em como devemos aceitar que não é uma derrota, foi uma vitória, por um tempo foi uma vitória. No filme, somos apresentados aos personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson. Ele é uma estrela de cinema que está em Tóquio para fazer um comercial, ela está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo que a deixa sempre sozinha (#foreveralone). Eles sofrem com a mudança de horário e não conseguem dormir, por isso se encontram por acaso no bar do hotel e em pouco tempo se tornam amigos. Mas a amizade eles é um tanto diferente, é um amor instantâneo, sabe? Algo que a gente precisa viver sem nem saber o motivo. Eu acredito que ali nasceu um amor, mas um tipo diferente de amor, aquele que só sobreviveria em Tóquio, eles poderiam se encontrar em outro lugar? Poderiam, mas viveriam a mesma história? Dificilmente. Seria essa mensagem que Sofia Coppola quis passar no filme para Spike Jonze? Que a relação deles como era antes não poderia existir em outro lugar? Outro momento? Triste isso, não é? Triste e lindo.

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Scarlett Johansson em cena do filme Encontros e Desencontros, de 2004.

Agora vamos andar 10 anos no tempo. Em 2014, o diretor Spike Jonze lançou o filme Ela (Her), com Joaquin Phoenix e Rooney Mara. O filme nos apresenta a história do solitário Theodore, um escritor de cartões que se apaixonada pelo seu novo sistema operacional, que ganha a vida pela voz de Scarlett Johansson. Ele é separado, mas se recusa a assinar os papéis e deixar a ex livre. O filme nos apresenta a história do homem com a tecnologia, mas principalmente a história sobre nossas relações. Enquanto Theodore se encanta por sua namorada, que é um sistema operacional, ele não aceita a separação, foge da realidade. Ele quer viver os tempos que passou com ex, quer repetir aquilo. Tema usado por Sofia Coppola em Encontros e Desencontros. Enquanto Jonze quer voltar atrás e viver novamente aquele sentimento no filme Her, ela sabe que nunca será igual. Eles nunca terão a mesma relação.

Ao final de Her, o personagem de Joaquin Phoenix lê uma carta para sua ex, que funciona como um pedido de desculpas. Nesse momento do filme a voz (incrivelmente bela) de Scarlett Johansson, que deu vida ao programa de computador, já havia partido, Theodore havia sido deixado pela segunda vez e decidiu aceitar a primeira separação, mesmo ainda amando sua antiga esposa.

Dear Catherine,

I’ve been sitting here thinking about all the things I wanted to apologize to you for. All the pain we caused each other. Everything I put on you. Everything I needed you to be or needed you to say. I’m sorry for that. I’ll always love you ’cause we grew up together and you helped make me who I am. I just wanted you to know there will be a piece of you in me always, and I’m grateful for that. Whatever someone you become, and wherever you are in the world, I’m sending you love. You’re my friend to the end.

Love,
Theodore.

É tão lindo pensar que essa carta na verdade era de Spike Jonze para Sofia Coppola, falando sobre o amor que viveram, sobre nunca esquecer do amor que sentiam e sobre amar para sempre, mesmo sabendo que os dias de amores passados nunca voltarão.

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