/ romance

05set

Um dia você vai…

Postado por às em Episódio de Hoje, Relacionamento

casalfeliz

[Você pode ler esse texto ao som de Felicidade, do Marcelo Janeci]

Um dia você vai sentar numa mesa de bar com um cara que não vai te julgar por quantos copos de cerveja você bebeu, quantos shots de algum outro alcoólico estranho você virar. Vocês vão passar horas rindo, falando amenidades e coisas sérias, como se conhecessem há anos.

Vocês vão sentir desejo e reciprocidade. E não haverá necessidade de explicação, todo julgamento será extinto. A atração ultrapassará a “coisa de pele” e se tornará admiração.

As milhões de mensagens e os encontros em qualquer dia da semana, derrubarão o mito do “sumiu e não ligou no dia seguinte”. Vocês vão se ver e andarão de mãos dadas, sem vergonha, sem medo, mas com um sentimento de “estou me fazendo feliz”.

Vocês terão o colo de um ao outro pra chorar, o ombro pra apoiar, e o abraço pra lembrar sempre que vai ficar tudo bem.

Vocês terão milhões de diferenças e outras milhões de semelhanças. Mas ao final do dia, vão tentar fazer disso tudo, aprendizado.

Um dia, você vai pensar que idealizou tanto algo que, na verdade, queria mesmo é que viesse assim, de surpresa, fora da curva, que atropelasse todos os seus “achismos” e teorias sobre relacionamento. Porque na verdade, relacionamento tá longe de ter uma fórmula, tá longe de ser um plano, tá longe de qualquer entendimento. Mas acontece. Um dia.

***Este post foi escrito por Patrícia Mascarenhas que é uma querida amiga e leitora do EdH***

14dez

Ninguém se importa

cadeira

Eu sempre fui muito boba em relação as minhas amizades e relacionamentos, eu sempre me preocupei demais, eu sempre fui a parte que cede, que não quer brigar, mas também vi que alguns casos eu sou a parte que se importa mais, e ver isso as vezes dá uma puta dor no coração.

São pequenas coisas, como por exemplo quando você sempre espera aquela sua amiga do trabalho pra almoçar no horário que ela precisa ou pra tomar café e num outro dia você observa que ela não faz questão de esperar caso você precise mudar de horário.

Também acontece quando um amigo te convida para fazer um programa e você sempre está disponível para curtir com ele, nos termos dele, mas quando o contrário acontece, a disponibilidade não é a mesma.

Não estou falando de grandes amizades, os exemplos acima são pequenas coisas que acontecem no dia-a-dia, relacionamentos que não são tão profundos, mas que são diários, necessários. Mas isso também acontece nos relacionamentos amorosos, quantas e quantas vezes você já fez o papel da pessoa que gosta mais? Convenhamos, sempre existe esse papel e claramente é a pessoa que mais sofre, mas também a que mais vive o amor.

E quando você faz questão de mandar mensagem, de avisar quando chega, de criar planos e pensar em lugares diferentes para ir no final de semana e de estar ali sempre disponível para o namoradinho, mas na verdade, ele nem está tão ligado assim? Ou não faz tanta questão? É difícil ser essa parte, é complicado tentar entender as pessoas, mas acredito que isso é reflexo de uma alta disponibilidade que no fundo é minha culpa, talvez eu devesse ser menos tranquila e pré-disposta, mas eu não sei mudar, quando eu gosto da pessoa, seja amigo, seja um amorzinho, eu quero agradar, eu quero ajudar, as vezes não funciona, mas quem se importa?

niguem

27out

O teu amor pra onde foi?

Postado por às em a vida como ela é
Cena do filme Her, de Spike Jonze

Cena do filme Her, de Spike Jonze

[Você pode ler esse texto ao som de Quem inventou o amor?, da Legião Urbana]

Tudo era mil maravilhas, meu bem pra cá, meu bem pra lá. Saíram alguns eu te amo e tudo parecia tão bem, aparentemente estávamos felizes morando juntos, tudo foi tão rápido, em alguns meses já estávamos bolando planos de casamento e até planejando a nossa festa juntos, a viagem de lua de mel.

Mas ai de repente você vira e diz que tudo acabou, que o amor que você declarou várias vezes não existia mais, pra onde será que ele foi? Será que esse amor ai foi apenas uma ilusão? apenas um profundo gostar de si próprio que saiu do teu corpo e dá um pulo em uma outra pessoa, mas logo volta para seu lugar de origem, o amor próprio?

Eu sei, talvez nós tenhamos sido muito rápidos né? Afinal, pra quem já está na nossa idade, pra que fazer joguinhos? Pra que fingir desinteresse? Eu não sei. Será que mesmo no auge da nossa vida adulta temos ainda que nos submeter a esses jogos de sedução onde um finge que não viu a mensagem no whatsapp e demora no mínimo 30 minutos para responder?

Mas também não consigo entender como o amor se esvai assim tão rapidamente, deixa o que no lugar? Você também não conseguiu se explicar, nem sabe dizer como isso aconteceu, conversamos e o melhor foi você partir, pegar suas coisas e sair da minha casa, da minha vida.

Talvez seja melhor procurar o amor que se foi, mesmo que encontre em outro colo, em outro sorriso que não seja o meu, por que assim como o seu amor não existe mais, o meu também jaz profundamente.

Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
– quero ficar só com você

*Este conto faz parte de uma série de crônicas do a vida como ela é.

08out

4 dicas para esquecer ele ou ela…

Postado por às em Relacionamento
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Cena do filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Assim como eu disse nesse texto: ninguém é culpado pelo fim, mas esse é um momento difícil de passar não é? Reaprender a ser só, passar por inúmeros lugares em que estivemos juntos e lembrar de cada gesto ou de cada gosto, dói, mas certamente vai passar.

Acho que todo mundo que termina um namoro, um casamento acaba passando por isso e quando não existem mais saídas, esquecer é preciso, mas existem algumas atitudes que tenho que tomar para esquecer, para ajudar nessa difícil tarefa, pensando nisso, eu resolvi escrever esse post, pois eu tenho certeza que muita gente está nessa mesma situação ou tem um crush mal resolvido e fica naquela né?

brilho

  • Pare de Stalkear

Pois é, se você é uma viciada como eu em internet, redes sociais é bem complicado, certamente você faz uma “ronda” no instagram, no facebook, twitter e qualquer outra rede social que ele ou ela tenha. Pare imediatamente, essa é uma “atividade” que vai te fazer lembrar ainda mais e dar aquele aperto no coração.

  • Pare de olhar a última vez que ele ficou on line no whatsapp

Isso entraria no quesito acima, mas ele merece um trecho à parte desse nosso post, diz ai, quantas e quantas vezes você não fez isso? E quando ele aparece “on line” você fica lá, como se estivesse olhando diretamente pra ele… Acho que essa é a mais nova forma de auto flagelo, sério: arquive a conversa! O que os olhos não veem, ajuda o coração a esquecer.

  • Saia, ocupe a mente

Eu sei, todo mundo já deu essa dica e você na verdade só quer ficar na cama remoendo cada lembrança ou olhando as fotos e lembrando o quanto vocês eram felizes, ok passar uma semana assim, depois levanta a cabeça e bora viver, saia com os amigos, vai fazer uma hidratação no cabelo, vai te fazer ter menos tempo para pensar no fim, nos dramas.

  • Não se culpe

Ninguém tem culpa, não foi por que você gosta de Rihanna e ele de Metalica que o fim aconteceu, um relacionamento é feito por duas pessoas, por seus defeitos e qualidades, não existe uma única culpa, a não ser que ele ou você tenha ferido a ética determinada pelo casal.

Por fim, siga o seu rumo, se reinvente, no meu caso eu tento carregar as boas lembranças e lembrar o quanto nós fomos felizes durante e o quanto evoluí, quando eu me tornei uma pessoa melhor, o quanto aquela pessoa me trouxe de bom, obviamente também fazendo o exercício contrário, observando o que você agregou para ele, o legado que você deixou.

03set

As coisas que eu odeio em você

Postado por às em Eu Você e Eles
Julia Stiles e Heath Ledger em cena do filme 10 Coisas Que eu Odeio em Voce, de 1999

Julia Stiles e Heath Ledger em cena do filme 10 Coisas Que eu Odeio em Voce, de 1999

[Você pode ler esse texto ao som de The Blower’s Daughter, do Damien Rice]

Eu não ligo para aquele seu chapéu feio, ou aquela forma que você fala enquanto quer impressionar. Eu não me importo com seu jeito bobo e não fico bravo naquelas vezes que você some apenas para eu ficar com saudades. Eu não reclamo quando você ronca alto e me acorda durante a noite toda e muito menos quando escuta música quando estou dormindo.

Eu não fico nenhum pouco bravo quando você esquece de colocar o sal na comida, ou quando você vai pro fogão e estraga tudo. Eu só dou risada e te ajudo a arrumar a bagunça. Não me importo quando te chamo pra jantar e você prefere pedir pizza.

Eu não me importo nada com seus defeitos, eles não me incomodam. Na verdade essas características te moldaram e transformaram na pessoa que eu gosto. Nessa pessoa normal, acredito devo agradecer por todas elas. Imagina se você fosse perfeito e eu não tivesse do que reclamar?

Uma vez assisti um filme em que a mocinha dizia para o mocinho “você pode continuar com seus defeitos, por favor continue com eles. Se você for perfeito eu não tenho motivo para ir na terapia”, eu dei uma risada de felicidade e pensei que a vida é exatamente assim, a gente gosta desses pequenos problemas e pequenos defeitos.

Eu poderia listar as coisas que odeio em você e aquelas coisas que me irritam, mas enquanto faço isso eu lembro de cada parte desse seu jeito e dou sorrisos. Você é tão perfeito nessa sua imperfeição, que as coisas que odeio em você se tornam tão pequenas. Nesse momento eu paro para pensar e chego a conclusão que essa lista não existe.

Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

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