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01set

Temos que aprender a conjugar o verbo amar

jovens adults

Charlize Theron em cena do filme Jovens Adultos, de 2011

[Você pode ler esse texto ao som de Cannonball, de Damien Rice ♫]

Você já chegou naquele ponto em que faz a escolha certa, mas percebe que o contador do tempo já zerou? Tipo, você decidiu por algo que não está mais disponível? Fez a escolha certa na hora errada?

Esses dias, após uma conversa com uma amiga, eu postei uma frase no Facebook que me fez pensar por muito tempo e que pode se encaixar muito bem no ponto que quero discutir com vocês hoje. A frase foi a seguinte “Temos que aprender a conjugar o verbo amar para não errarmos no tempo“. Depois de postar essa frase eu pensei em todas aquelas oportunidades que foram embora, todas aquelas repostas ditas depois do “PIIIIII” que indicava que o tempo havia acabado.

Eu sempre brinquei que a música do The Killers, Mr. Brightside, era minha. Na verdade ainda brinco e continuo achando isso. Mas ao mesmo tempo em que sou o senhor otimismo eu também sou aquele pessimista, principalmente quando estamos falando de relacionamentos. Sempre penso que continuarei cometendo os mesmos erros. Errando no tempo de amar, de dar as chances e de fazer as coisas acontecerem.

Há alguns anos eu estive presente na vida de uma amiga que era apaixonada por um cara X, que era lindo, mas era uma pessoa ruim. Ao mesmo tempo em que ela estava apaixonada por ele, um cara Y estava apaixonado por ela, que não gostava dele. Ai você me pergunta o que ela fez e o que eu faria, só de pensar na minha escolha eu fico triste, pois eu escolheria o mais difícil, acreditaria na mudança. O que ela fez? Acertou no tempo.

Eu sempre pego exemplos assim para tentar melhorar esse meu sentido para as coisas. Eu não quero mais errar no tempo e depois descobrir o tamanho daquela burrada. Mas existe algo dentro de mim que faz com que o tempo seja o maior inimigo. O fato é que eu quero logo ou quero tarde e isso complica tudo. Mas como posso aprender a calibrar meu lado emocional?

Realmente não faço a mínima ideia de como fazer as coisas no tempo certo e mesmo não aceitando completamente isso, vou tentar levar em consideração que o contador já zerou, não é minha culpa. Na verdade a culpa não é de ninguém, faz parte da vida. Agora eu volto no tempo e confirmo um outro assunto que joguei aqui no blog: a vida é uma canção triste.

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