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26nov

6 reações que todo mundo tem quando cai o 13º

Postado por às em Você rica
mmoney

photo by Untapped

A grande felicidade da classe trabalhadora é chegar no fim do ano e ter o famoso décimo terceiro salário para salvar a pátria de alguns ou para aumentar o aporte de outros. Tem uns que já até adiantaram o recebimento e ficam chupando o dedo nessa época, mas seja qual for o destino desse dinheiro, não há como negar que é uma felicidade recebê-lo, é como se fosse um presente, dá aquela euforia.

Considerando essa e outras pequenas felicidades que dezembro nos proporciona, eu resolvi fazer uma listinha das reações que nós temos quando ele finalmente cai na conta:

Who run the world? Você sente aquele poder, aquela coisa louca com tanto dinheiro na conta e já pensa em comprar aquela blusinha mara, ou aquele batom da MAC

giphy

A felicidade é tanta, que dá até vontade de fazer uma dancinha ridícula no escritório

dancinha

Ai você volta na sua conta, olha e não acredita que tem tanto din din assim

chocked

Depois você começa a fazer as contas e percebe que nem é tanto dinheiro assim

disapointed

Pensa que não vai dar pra comprar aquela coleção nova da Farm com Adidas

no money

No fim você apenas fica feliz por que consegue pagar as contas, ficar no azul e ainda comprar umas delicias para o Natalhappy

21out

Você é mais importante que seu trabalho

Postado por às em Dinheiro, Trabalho

Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

[Você pode ler esse texto ao som de Paris, do Magic Man ♫]

Sempre que me perguntam “quem é o Jader”, respondo aquele blá blá blá que não diz nada sobre mim. Que sou publicitário, tenho 28 anos, trabalho com cinema… Esses dias, parei para pensar sobre esse tipo de resposta e sobre o que realmente sou e pensei que eu poderia responder que tenho 28 anos, sou bastante bobo, adoro beber, me apaixono muito rápido mas costumo demorar para esquecer um amor, não gosto tanto de chocolate quanto poderia e adoro reunir meus amigos para falar bobagem. Esse sou eu, o publicitário que trabalha com cinema está comigo apenas 8 horas por dia (as vezes um pouco mais), de segunda a sexta. Ele deve ser uma pessoa, mas eu sou outra.

O meu eu quando está no trabalho pode ser engraçado e rir de vez em quando, mas ele tem relatórios e resultados para entregar, ele é um cara legal (até demais), mas pensa em números e resultados o tempo todo. Já o meu verdadeiro eu ri e fala bobagens, ri de memes na internet e compartilha vídeos de cachorrinhos goleiros no Facebook, pensa como esse cara é muito mais legal que o outro, não é?

O nosso trabalho é muito importante, ele não apenas faz com que nossas contas sejam pagas, ele faz com a gente se sinta funcional, parte dessa máquina louca que chamamos de sociedade. O nosso trabalho nos leva para Paris, pra Barcelona (e eu adoro viajar), mas até quando você vai acreditar que seu trabalho é a coisa mais importante da sua vida? É nesse ponto que a gente erra. Você vive trabalhando para um dia viver, mas e se esse dia não chegar?

Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

Eu assisti aos filmes da série “De Volta para o Futuro” e não tinha parado para pensar, no auge dos meus 12 anos, como seria o ano de 2015, quando Marty McFly chega ao futuro. Hoje é esse dia. E o que mudou? Nada, ainda estamos trabalhando demais e vivendo de menos. Como disse meu amigo Alysson no tweet abaixo: nós estamos errando.

A verdade é que você é mais importante que seu trabalho, se você não está lá não tem outra pessoa no seu lugar, as vezes nem existe uma pessoa que sabe fazer tudo que você faz, que consegue pensar da mesma forma que você e executar o trabalho tão bem quanto nós mesmos. Sabe? Você tem pensar o quanto esta sacrificando da sua vida para viver o seu trabalho, para ser aquele eu que nem é tão divertido assim, que não pode ser bobo e rir com os amigos.

Eu adoro meu trabalho, gosto muito do que faço, mas sou bem mais importante que ele. Cheguei no ponto da minha carreira que é assim que penso e acredito que todos nós deveríamos pensar assim. Da mesma forma que é importante pra você ter um trabalho, é importante e essencial para seu trabalho ter você lá e se não for importante existe algo de errado.

13out

Cada pessoa é um capítulo

Postado por às em Relacionamento
Cena do filme "A culpa é das Estrelas"

Cena do filme “A culpa é das Estrelas”

Sim, talvez você não entenda agora, mas apesar de não ter religião eu acredito que cada pessoa tem um papel na vida do outro, isso para relacionamentos, amizades ou até mesmo quando falamos de trabalho.

De todas essas relações conseguimos tirar algum proveito e aprender e se desenvolver, posso citar aqui inúmeros casos da minha vida, como por exemplo os anos que trabalhei com um chefe difícil, complicado mesmo, onde passei por muitas provas, muitas humilhações e momentos tantos que eu quis jogar tudo pra cima e dizer “foda-se essa merda toda”, não há quem diga que essa pessoa era fácil de lidar, mas hoje eu consigo ver o quanto essa experiência me fez crescer profissionalmente e me preparou para outros ambientes e desafios, não que eu ache que isso seja uma boa metodologia ou faça apologia a esse tipo de gestão, mas a questão é que consigo ver pontos de evolução em mim, na minha carreira.

Esse caso foi tão frustrante que eu lembro daquele filme Whiplash! Que era um caso bem exemplificado do meu ex-chefe, tanto é que eu me recordo que não gostei do filme, obviamente em parte por conta dessa “metodologia” ~diferenciada~.

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Posso citar também o lado amoroso, que por inúmeras vezes pensei que nunca mais seria capaz de me apaixonar de novo, de me entregar e que as relações estavam fadadas ao fracasso, ao reflexo do que foi meu relacionamento anterior, e eu aprendi que não, que principalmente nada é igual, você não deve pautar o teu relacionamento atual numa relação anterior ou comparar com o namoro da sua amiga. Você deve seguir e viver um plano em branco, sem carregar antigas frustrações.

Eu vejo a mudança em mim e entendo qual foi o papel dele nessa minha evolução, acho que isso é sensacional. Tenho certeza que com o tempo isso ficará mais claro, assim como enxergo hoje o papel do chefe “complicado”. Talvez isso não lhe valha de nada, já que são constatações que você fará apenas com o passar do tempo, mas talvez também valha, se você precisar de um exemplo ou uma palavra.

14set

Eu julguei o coleguinha

Postado por às em Relacionamento

julgar

Ultimamente eu tenho feito o exercício de tentar julgar menos as pessoas, mas eu sei que não é muito fácil e a todo momento isso acontece, aconteceu semana passada e eu parei pra refletir por que isso acontece e principalmente percebi como isso é nocivo.

Eu sou e já fui muito julgada por minha atitude, por meu ~life style~ e por minhas opiniões que as vezes, eu diria na maioria, são controversas e remam ao contrário da maioria, eu percebi como é ruim essa sensação de ter alguém que não sabe da tua história ou até sabe uma boa parte e te julga assim, sem precedentes.

Cada ser é um indivíduo único e cada pessoa tem seu íntimo e coisas que pra ela são importantes ou não e ficar se comparando ou julgando é um exercício tão estúpido quanto tentar convencer um petista a virar a casaca e vice versa, mas isso é só um exemplo.

pimenta-no-c...

Nessa semana me aconteceu o caso no MBA, um dos garotos do grupo sumiu sem dar notícias, eu sou mega preocupada com esses lances de trabalho e sempre quero estar pronta, em dia e não consigo lidar de boa com as pessoas que são da filosofia de “bota meu nome ai”. O Jader e Wesley conhecem bem esse meu lado. Voltando ao caso, eu fiquei super brava e até comentei com a galera de tirar ele do grupo e tal, julguei mesmo, pra caralho, mas ai veio a notícia, o menino tinha tido um enfarto e estava no hospital, minha cara foi no chão né?

O que mais uma vez me levou pro exercício de tentar não julgar, de ser mais complacente e paciente, as coisas podem não ser o que aparentam no momento. O rapaz nem sabia do meu julgamento, mas eu fui lá, mandei uma mensagem pra ele e pedi desculpas, afinal eu estou tentando melhorar, tudo resolvido, mais uma lição aprendida, espero que realmente eu consiga evoluir nesse quesito.

08set

Geração 2, 3 anos

Postado por às em Relacionamento, Trabalho

mulher-desesperada-24803A moda agora são os textos e mais textos sobre felicidade no trabalho, sobre largar tudo e ir viajar, largar tudo e empreender ou fazer parte da maioria e ficar preso no escritório lendo essas matérias e sonhando com a liberdade, mas será que estamos frente a uma crise grupal? Uma crise de identidade em que muitas das pessoas que eu conheço raramente respondem que amam o trabalho, acho que 80% não curte o que faz e largaria tudo para seguir um sonho, não sei.

Eu já escrevi sobre insatisfação no trabalho e sobre crise, mas venho amadurecendo a ideia de que tudo isso é uma fase e ou se aceita ou se toma uma posição de mudança, seja para outro emprego ou seja para o empreendedorismo, mas também muitas vezes me pego pensando, será que ao entrar em um emprego novo, daqui a 2, 3 anos a sensação e cansaço interminável, de frustração não vai voltar? Afinal você já deve ter ouvido de algum colega de trabalho: “todo lugar é a mesma coisa”, não sei.

E nos relacionamentos? Uma fragilidade se instalou, uma dificuldade de se relacionar tão grande, e quando o namoro finalmente acontece, passam-se os 2, 3 anos e começa a bater aquela sensação incômoda, onde o que no início era uma beleza, agora já é irritação, quando você achava bonito ela dormir toda esparramada na cama e hoje você quer matá-la toda vez que ela passa alguns milímetros do espaço delimitado para cada um na cama.

Será que a vida é assim mesmo? De tempos em tempos temos que descartar as relações emocionais e trabalhistas que não nos convém mais? Será que essa sensação não vai passar nunca? Não sei.

Será que existe vida e bons frutos depois dos 2, 3 anos de trabalho ou de namoro? Devemos nós insistir nessas relações? Devemos ser mais pacientes? Não sei.

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