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27ago

A ignorância é uma benção

Postado por às em vida

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Quantas vezes você já ouvir dizer “A ignorância é uma benção”? eu muitas vezes, e até entender o que isso significa na real levou um tempo, pode parecer aquela coisa de white people problems mas quando você não conhece alguma coisa, ela não existe, obviamente, mas você já parou pra pensar o quanto a internet, as redes sociais nos tiraram da ignorância em algumas coisas que na verdade não são tão necessárias, mas que tem impacto depois dessa “ignorância” ser quebrada?

Às vezes eu me incomodo com isso pois é um caminho sem volta, você descobre um produto maravilhoso, ou uma cidade estupenda e na verdade se martiriza pois não pode ter ou ir e ter a mesma experiência, no caso de produtos é um pouco mais fácil, mas por exemplo as menininhas que acompanham essas blogueiras de moda, quanto não são influenciadas, quanto não sofrem? Para algumas pessoas pode trazer um impacto positivo como motivação e talz, mas acho que na outra parte pode gerar muita frustração.

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Eu brinco que um dia eu experimentei um vinho tão maravilhoso (e caro!) que as vezes me arrependo, por que agora eu vou sempre compará-lo com todos os vinhos que tomar e penso: quando eu vou beber aquele Barolo novamente?

Comigo sempre foi uma coisa motivadora, de me espelhar em algumas pessoas que fazem coisas incríveis e querer fazer também, por exemplo quando eu trabalhava com telemarketing muitos anos atrás e uma moça que trabalhava comigo começou a fazer faculdade e falar como era, eu me inspirei e corri atrás pra fazer a minha, inclusive fui a primeira pessoa de toda a minha família a se formar em um curso superior, acho que no fundo todos nós somos motivadores de uma cadeia, eu me inspiro em x pessoa assim como outras pessoas podem se inspirar em uma coisa que fiz positiva ou negativa.

Acredito que a ignorância é sim uma benção, mas saber lidar com o que vem depois também.

19ago

Eu conheço um Fernando

Postado por às em a vida como ela é, televisão

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Ontem enquanto estávamos todos no twitter comentando o Masterchef Brasil, eu vi uma galera muito grande desejando a saída do Fernando, um dos participantes mais odiados dessa edição, ele tem um comportamento arrogante, cabeça dura e quando lidera uma equipe é daqueles que tenta mostrar que é melhor no grito.

Quantos Fernandos não existem no mercado de trabalho? Quantos chefes usam de técnicas e jeitos de mostrar poder na diminuição das outras pessoas? Eu tenho bastante tempo na estrada e posso dizer que já vi muitos desses passar e pior, passam ilesos.

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Fernando na vida real é um gestor de projetos e o que me faz pensar nas pessoas que trabalham com ele e como é essa relação, rolaram boatos de que ele é mesmo como apareceu na tv, eu já perdi as contas de quantas vezes ele foi estúpido com a Jiang, e até mesmo ontem foi ~irritadinho~ jogando um prato praticamente na cara do Fogaça.

Esse perfil infelizmente é o de muitos gestores no Brasil e como o título diz, eu conheço um e assim como o Fernando, e acho que o que me revolta foi ver como por exemplo ontem, esse tipo tem sorte, eles passam, eles se vendem e continuam na parada.

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E você conhece ou já cruzou com algum Fernando na sua vida profissional?

12ago

Escolhemos nosso futuro e não pensamos em nosso presente

Postado por às em a vida como ela é, Relacionamento
Lola Créton e Sebastian Uzendowsky em cena do filme "Adeus, Primeiro Amor", de 2011.

Lola Créton e Sebastian Uzendowsky em cena do filme “Adeus, Primeiro Amor”, de 2011.

Escolhemos nosso futuro e não pensamos em nosso presente sempre converso com meus amigos sobre expectativa versus realidade e esses papos chegam a diversos pontos, inclusive nas escolhas que moldam nossas vidas. Ontem mesmo estava falando sobre isso no trabalho e me deparei com um pergunta (que até joguei no Twitter). Será que nos estamos fazendo o certo de maneira errada?

Nos foi ensinado que devíamos estudar, depois estudar mais e conseguir um bom emprego para depois pensar em casar. Ganhe dinheiro, viaje, conheça lugares, ganhe dinheiro, seja independente, ganhe mais dinheiro… Basicamente é isso que as pessoas falam e isso que tentamos fazer. Mas quando chega a parte boa? Quando vamos colher os frutos disso tudo? Claro que aquela viajem uma vez por ano faz parte desse fruto, mas isso é o mínimo que poderíamos dar para nós mesmos. Hoje eu me pergunto: cadê a parte boa de tudo isso?

Eu não estou falando que a vida é uma merda (mas já disse mais ou menos isso nesse post aqui), o que eu quero dividir com vocês é que eu e muitos outros fizemos escolhas. Devemos primeiro trabalhar e se esforçar para depois viver. Primeiro vem o dinheiro, depois você pode ter sua vida e ter uma família, um carro, ou aquele período sabático. Mas por quanto tempo você vai trabalhar para ter dinheiro e ter as coisas que você já quer ter? Quanto tempo vamos usar de nossas vidas tentando chegar a um lugar que não sabemos onde é?

Será que um dia vamos cansar e simplesmente viver? Eu fiz algumas escolhas certas, mas será que no meio do percurso elas deram errado? Fico pensando nisso e não chego em nenhuma conclusão.

Quando vejo que meus amigos do colégio já estão casados com filhos fico pensando se eu dei uma pausa para a vida ou se foram eles que aceleraram. Pode soar um pouco errada essa colocação mas será que os meus amigos que casaram jovens fizeram o errado de maneira certa enquanto eu fiz o certo de maneira errada? As vezes prefiro pensar que é apenas o tempo. Mas fico encucado com isso.

As nossas escolhas nos colocam em certos lugares que nem imaginamos. É como se o nosso eu adulto tivesse dito adeus para aquele eu criança, sabe? Como se tivéssemos dado adeus ao nosso primeiro amor.

Às vezes essas mudanças decorrentes das nossas escolhas podem ser muito boas, mas em outras podem deixar um gosto estranho na boca. Escrevo isso enquanto tento de decidir qual o gosto impera por aqui. E você, o que me diz de toda essa besteira que escrevi acima?

05ago

Por que não temos mais donos de casa?

Postado por às em Feminismo
Celso dono de casa

Celso exemplo na página do IG

Aqui estou eu mais uma vez escrevendo um post sobre feminismo, eu não me declaro feminista, dessas que ficam passando o olho em tudo, mas eu defendo a ~categoria~ no que eu posso, meu namorado diz que eu só torço pras mulheres em todo reality show que assisto, que eu sempre defendo o ponto de vista feminino, mas eu não encaro isso como feminismo, acho que é uma coisa natural.

Eu trabalho num ambiente 90% masculino e posso dizer que o machismo está arraigado nos comportamento de meus colegas, mesmo que eles achem que não, mulher está numa categoria abaixo, aqui no Brasil não existe nenhuma mulher na diretoria, entre outras coisas que não me cabe citar aqui.

Mas o que me motiva a escrever esse texto é o fato de que em uma conversa entre minhas colegas de trabalho durante o almoço veio à tona o lance de que a mulher chega em casa e ainda tem que fazer trabalho doméstico, blá blá blá, e ai lá fui eu esbravejar as minhas indignações, pois eu não consigo entender um relação onde as duas pessoas trabalham, as duas pagam e dividem as contas por igual e apenas a mulher vai chegar em casa e trabalhar ainda mais.

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Ai uma colega comentou que seria muito difícil eu encontrar um homem que também tenha esse pensamento, por dentro eu gritei: “ficarei solteira pra sempre!”, mas o que eu observei foi que estávamos em 4 mulheres e só eu expressei minha revolta, a colega que colocou o ponto também concordou, mas aparentemente ela está “acostumada” com esta posição e tem um companheiro que ajuda em alguns pontos, as outras duas apenas acompanharam o diálogo.

Todo mundo me conhece e sabe que eu tenho esse posicionamento e defendo com garras e dentes, afinal, somos iguais, por que um lado tem a carga maior? Por que em pleno 2015 ainda vemos este tipo de ideia ser considerado como ideal? Por que ainda são praticamente zero os donos de casa? Por que os comerciais de produtos de limpeza ainda são feitos apenas com mulheres?A gente ainda tem muito que lutar.

28jul

A crise e o limbo existencial

Postado por às em a vida como ela é, Relacionamento

Sabe quando teu olhar se perde em algum ponto x em qualquer lugar e você não consegue piscar ou movimentar seu olho por que é uma sensação gostosa e bizarra ao mesmo tempo? Eu muitas vezes me pego nessa situação, em momentos da vida amorosa, carreira e até quando estou dirigindo.

Acho que no fundo todos sabemos dos nossos motivos para cada problema que enfrentamos diariamente, o exercício que eu faço para sair de limbo é a comparação, quando estou descontente com meu trabalho muitas vezes paro e analiso o atual cenário de crise econômica e penso quantas pessoas estão sem emprego ou sub empregadas, tento focar nos pontos positivos, não é fácil, mas ficar lendo textos de quem largou tudo pro alto e foi tirar um ano sabático não vai mudar nada.

Então eu olho ao redor e posso dizer que 80% das pessoas estão nesse carrossel: cansado do trabalho atual – cansado do relacionamento e não tem força para dar um basta, seguir um rumo diferente, como faz para ter coragem? Como largar o teu algoz que ao mesmo tempo é teu amor? Como se livrar das garras desse amor gostoso? risos.

Estão todos com os olhos parados no horizonte esperando algo mudar, ou não. Eu posso dizer que me encaixo em muitos casos e faço parte da equipe que não consegue desapegar, que não consegue jogar tudo pro alto e começar do zero, tanto no trabalho quanto no amor, eu gostaria de ter essa habilidade de tocar o “F” e começar tudo again and again mas não, eu insisto até o desgaste e ai quando o fim chega é pior, pois não há resquício nenhum de boas lembranças, eu não sei pra vocês, mas esse limbo é o começo do fim.

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