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10jun

Não confunda minha bondade com fraqueza

Postado por às em Amizade, Relacionamento
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Marion Cotillard em cena do filme Até a Eternidade, de 2012

[Você pode ler esse texto ao som de FourFiveSeconds da Rihanna]

Eu sempre gostei de ser um cara legal, não ligava muito para a opinião das pessoas sobre sempre estar de bom humor e sempre querer que tudo ficasse bem. Ainda, fui por muito tempo aquele cara que ficava em cima do muro, não tomando partido em brigas ou sempre querendo que tudo ficasse bem. Um tanto politico, não é? Olha que sou taurino (teimoso demais), mas sempre me cobrei em ser uma boa pessoa.

Umas das coisas que eu dizia para mim mesmo é “nunca trate mal as pessoas, você não conhece a história delas”, então eu seguia (ou ainda sigo) assim. Sempre tratando bem todas as pessoas, até aquelas que eu não gostava. Você pode chamar isso de falsidade, mas o nome que dou é educação. Se eu não gosto de você ou não estou em um bom dia, não te tratarei mal. Se estou brigado com você e temos que fazer coisas juntos não confundirei as coisas, e se eu ficar sabendo de um meme engraçado no trabalho, e você estiver ao meu lado, vou dividir a piada como dividiria com todo mundo, faz parte de mim.

O problema de colocar o bem-estar do momento a frente de seus sentimentos é que sempre sairei como o fraco, pois nunca vou brigar com você por coisas fúteis, nunca vou tentar te roubar um amigo ou sabota-lo no trabalho, pois isso não faz parte de mim.

Isso pode ser um problema pra mim, eu poderia deixar de ser um cara bom e ser um cara normal. Ambicioso (isso eu sou), egoísta e cheio de si, só que não consigo. Ainda não. E por isso as pessoas me julgam como fraco. Elas confundem minha bondade com fraqueza.

Mas a parte ruim de tudo isso é que chega aquele ponto em que eu fico perto de enlouquecer ou enlouqueço. É nesse momento que vou te magoar, pois talvez você nem soubesse o que estava fazendo, mas eu não ligo. Pelo contrário, eu falo tudo que vem na minha cabeça. E acabamos assim: um não fazendo mais parte da vida do outro.

E eu continuo não ligando, pois vejo como se a culpa não fosse minha, como se minha bondade fosse a vitima de toda situação (e ela não sabe lidar com isso). Nesse ponto ela some e eu me transformo naquilo que sempre quis ser: eu sou o egoísta e, pode não parecer, mas consigo viver assim.

Talvez nessa parte da minha história eu tenha mudado o jogo e trocado a perspectiva de cada personagem, eu virei você (o egoísta cheio de si) e você está no meu lugar. Mas o estranho é que lido bem com isso esperando até o dia que não possa mais lidar, mas continuo fazendo as mesmas coisas.

Não sei se isso é triste, mas vou continuar sendo o personagem que queria ser. Esse é um papel que desempenho bem.

09jun

O que está acontecendo?

Postado por às em a vida como ela é

Sense8

[Você pode ler esse texto ao som de Whats up do 4 non Bolodes ♫]

Vira e mexe tem algum texto existencial bombando na minha timeline do facebook, aqueles que falam sobre uma “incrível geração blá blá blá” e pegam uma série de comportamentos e coloca tudo no mesmo saco e diz que todos estão tristes, insatisfeitos ou qualquer outra coisa que defina toda uma geração. Esses textos fazem sucesso, milhares de compartilhamentos, muitas opiniões e nada que chegue a alguma conclusão.

Eu li vários destes textos, me identifiquei em algumas partes, mas também me identifiquei nos outros textos que vieram para contrapor o primeiro e ai fica aquele nó na cabeça, o que está acontecendo?

Ai que a maioria do que aparece na minha linha do tempo é sobre como as pessoas estão insatisfeitas com os trabalhos e esses textos vem carregados de “sugestões” para reverter esse problema, mas eu não consigo enxergar nada que seja realmente efetivo e eu me pergunto mais uma vez: “o que está acontecendo?

Eu me encaixo e fico pensando por horas e horas como ser feliz, como amar meu trabalho, como encontrar e viver um grande amor, como ser uma mãe melhor, como ganhar mais dinheiro, como viajar para aquele lugar maravilhoso dos sonhos e acredito que ler estes textos não ajuda em nada.

Quantos de nós sentimos a mesma angústia quando pensamos na nossa idade e onde estamos, para onde vamos e onde gostaríamos de estar? E por que a nostalgia faz parte de tudo isso? Eu não sei explicar por quê, mas as vezes eu ouço músicas antigas e sinto aquela coisa de esperança com saudade, mas não sei explicar why, você vai entender se sentiu uma incrível energia durante a cena da série sense8 da Netflix, onde os 8 começam a cantar essa música, eu me senti cheia de nostalgia, até vontade de chorar e chorei, como se algo ali tivesse martelando na minha cabeça que as coisas no fim vão acabar bem.

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And I sing, hey, yeah, yeah-eah
Hey, yeah, yeah
I said, hey! What’s goin’ on?
And I sing, hey, yeah, yeah-eah
Hey, yeah, yeah, yeah, yeah
I said, hey! What’s going on?

 

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