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18nov

Fiquei sem dinheiro e sem documento na primeira viagem internacional

Postado por às em Amizade, Viagem
buenos aires

foto arquivo pessoal

As histórias de viagens são sempre muito legais, cada perrengue, cada imprevisto que acontece que na hora te deixa a flor da pele, mas depois que passa, fica uma lembrança engraçada e boa de contar nas rodas de amigos. Eu resolvi desenterrar uma dessas histórias, que eu acredito que merece ser contada.

Era 2012 e eu estava me preparando para minha primeira viagem internacional, o destino? Buenos Aires, nosso quintal europeu, risos. Três amigos juntos, vocês podem imaginar o tanto que aprontamos né? Primeira viagem, primeiro país, descobrimos o tal do Pub Craw, relevem que eu era mais nova nessa época… pra quem não sabe o que é: basicamente um grupo de jovens que junta outros jovens por um preço camarada faz um esquenta, depois levam você para 3 bares e finalizam a noite em uma badalada boate local.

Nós já ficamos super animados no esquenta e como era bebida liberada até o horário de partir para o primeiro bar, já saímos calibrados. Chegamos no primeiro local, maior animação, quando falávamos que éramos do Brasil a galera pirava, esse tipo de balada só tem gringo, eles sempre ficam animados quando se fala em Brasil, olha a fama. E a noite foi seguindo bem animada até que chegamos no terceiro bar, obviamente a pegação rolando e eu me engracei com um moço por lá.

argentina

Floralis Generica

Eis que o chamado para o ônibus que partia aconteceu e eu não percebi, então, meus amigos, sim, eles me deixaram sozinha, sozinha em um país estranho e vocês não sabem, todos os documentos e dinheiros ficaram numa bolsa com uma pessoa só, ou seja, eu estava sem dinheiro, sem documento em plena noite de Buenos Aires.

Fiquei desesperada, entrei em uma balada do lado tentando encontrar eles, não acreditando que eles tinham mesmo me deixado só, eu estava tão nervosa. Fui andando pela rua sozinha, aí reconheci uma das pessoas que estava no pub craw e perguntei pra ela com meu espanhol ruim se ela sabia onde era a balada final e talz, ela me disse que era muito longe, que eu não conseguiria chegar lá a pé, risos.

Estava bem desesperada, por que eu não tinha dinheiro, eu não tinha nada, chorei, estava com medo, então eu resolvi chamar um táxi e fingir que eu tinha dinheiro, sorte que eu lembrava mais ou menos o endereço do hotel, na hora que ele chegou eu falei pra ele continuar com o taxímetro ligado que eu iria no meu quarto pegar o dinheiro. Tive que pedir uma nova chave na recepção e a minha sorte é que eles se lembraram de mim.

Fiquei no quarto chorando e até tentei ligar para o Jader, mas esqueci que estávamos só com wifi, mandei mensagem no facebook, estava louca de raiva e tbém preocupada com eles, passou algumas horas e eles chegaram, eu briguei horrores com eles, mas no final deu tudo certo, eles acharam que eu iria com o menino no ônibus e por isso o desencontro, falo assim com calma hoje, mas eu fiquei muito nervosa, muito mesmo.

Hoje eu só consigo rir dessa história e sempre que eu conto eu dou uma cutucada no Jader dizendo que ele me largou por lá.

quilmes

Eu e a Fer tomando uma boa Quilmes

16set

Mulher de 30 e poucos

Postado por às em vida

mulher_30_anos

No ano passado, eu iria completar 30 anos e uns 4 meses antes eu resolvi fazer um projeto pra marcar este aniversário, já que todo mundo sente que quando chega essa época parece que a gente dá uma mudada.

O projeto foi intitulado 30 coisas antes dos 30 onde eu listei 30 coisas que eu nunca tinha feito na minha vida inteira e deveria cumprir até completar os benditos 30, foi uma coisa bem legal que fiz por mim, uma época bem divertida, pois eu me forcei a sair da minha zona de conforto, sair do ~regular~ e o resultado foi super feliz, cheio de amigos compartilhando essas loucuras comigo, se você quiser ver como foi o projeto, tem tudo documentado aqui.

Eis que um ano se passou e eu já estou quase chegando na casa dos 31 (faltam 8 dias!) e bateu forte aqui, acho que eu me transformei bastante nos últimos anos e tenho percebido isso, meus valores e objetivos mudaram um pouco e eu me sinto feliz com isso. Vejo o passado e faço as comparações e vejo que nos últimos 4 anos eu consegui realizar a maioria dos meus ~sonhos~ como viajar para alguns países, comprar uma bolsa legal (rs), ter um emprego maneiro, comprar um carro e dirigir ele, sustentar as minhas filhas e dar um pouquinho a mais de conforto pra elas, coisas que toda mulher aos 30 sonha.

Agora eu me pego várias vezes questionando o sentido da vida, questionando alguns valores que nem sei se talvez são meus, ou me foram incutidos, questionando a felicidade no trabalho, e as vezes me conformando, pensando: “é assim mesmo”, confesso que depois dos 30 minha cabeça deu um belo nozinho e muitas vezes eu embarco nessas viagens.

Eu espero que seja uma fase e que esses questionamentos passem, sejam esclarecidos ou sei lá o que, eu apenas penso que isso deve ser uma fase e que no final eu vou chegar numa conclusão, mas lá no fundo algo me diz que não, que a vida é isso mesmo, sempre se questionar, não sei.

Enquanto isso, me pergunto quantas pessoas também estão se questionando como eu e percebo que é mais normal do que parece.

25ago

4 dicas para economizar na viagem

Postado por às em Viagem

Money-saving-tips

Eu acho que ninguém aqui já está milionário, logo economizar na viagem é sempre um tema muito relevante. Durante minhas andanças eu aprendi algumas táticas para economizar em algumas coisas, já que muitas vezes eu optei por comprar um eletrônico e ai precisei reajustar a verba disponível durante a viagem. Considerando também o atual cenário onde as passagens de avião estão bem baratas, mas o dólar está nas alturas, algumas dicas podem fazer a diferença no final da sua trip.

 

Compre ingressos pela internet

Sempre uma dica valiosa que economiza dinheiro e muitas filas, mas eu nunca segui, me arrependo amargamente pois em dois casos me fez falta, uma vez no Vaticano que tinha uma fila enorme e a solução foi comprar um ticket especial que pulava a fila, mas $$$ né? A outra vez foi em Barcelona, quando visitamos a Sagrada Família e por sorte a fila andou rápido.

Monumentos e Museus gratuitos

Mais um ponto para quem faz a lição de casa e pesquisa tudo, existe uma grande opções de atividades sem custo ou com valores promocionais durante algum dia especifico da semana, por exemplo o Museu do Louvre é gratuito em todos os primeiros domingos do mês, mas apenas na baixa temporada. Muitos passeios ao ar livre também são bons demais como exemplo: andar às margens do Rio Sena tomando um vinho e comendo uma baguete, tem como não ser lindo? e melhor, de graça.

Tickets de transporte

Muitas cidades turísticas oferecem um ticket especifico para utilização durante um dia inteiro ou durante uma semana, até mesmo mês, depende da sua necessidade. Vale fazer as contas e ver se compensa fazê-los de acordo com o seu planejamento. Mas nem sempre pode ser uma boa, quando eu e o Jader estávamos em Barcelona, percebemos que valia muito mais andar de táxi do que de metrô, então essa opção não nos servia.

Coma no Fast Food

Em outros países, não só de McDonald´s e Burguer King são feitos os fast foods, existem opções para vários tipos de comida e o mais legal, o preço é realmente mais em conta. Eu sempre faço a “equação” comer baratinho a cada 3 refeições mais caras e tenho um hobby que é comer no McDonald´s em cada país que vou.

Espero que essas dicas sejam interessantes pra vocês e se tiver qualquer dúvida manda aqui nos comentários!

11ago

Viagem: Ficar em casa ou em hotel?

Postado por às em Viagem

Hoje existem muitas modalidades de viagem e inúmeras possibilidades para atender todos os públicos e também para facilitar a vida do viajante, uma delas é a possiblidade de alugar uma casa por um determinado período, ficou bem popular no Brasil com a chegada do AirBnb, que já era bem forte lá fora, eu já usei esta “ferramenta” e pensei em escrever sobre as duas opções com os prós e contras de cada um.

Ficar em Hotel

hotel

Eu adoro ficar em hotel, mas eu diria que é uma grande aventura, principalmente considerando a cidade que você vai ficar, uma vez que não é fácil conciliar o combo: preço baixo + boa localização + lugar legal. Paris é um grande exemplo disso, se você não tem uma grana pra ficar no centro ou mais próximo, não espere muito de um hotel, tem muito transporte público bom, tem, mas  você vai ver como é cansativo pegar o metrô lotado com a galera que tá voltando do trampo. Mas tirando esses detalhes, reservando um hotel você tem as mordomias como: café da manhã pronto, troca de roupa de cama, arrumação da bagunça do quarto e um porto seguro. Os contras são: geralmente preço mais elevado, localização e bom serviço. Existem muitos poréns, muitas coisas que você vai aprendendo com o tempo, conhecendo bons e péssimos hotéis.

Ficar em casa alugada

casa

Minha primeira experiência com o aluguel de casa foi via Airbnb, o serviço ainda não era muito conhecido no Brasil em 2012, quando eu  e o Jader fizemos nossa primeira viagem para Paris, escolhemos um apartamento perto de Montmatre e obviamente não conhecíamos nada, olhamos que tinha uma estação de metrô perto então beleza, mas ai as coisas não foram tão maravilhosas assim, o apartamento era bem legal, como
nas fotos mesmo, mas tinha um mega cheiro de cury e de cigarro/fumo, além de não funcionar wifi e principalmente ter uma vizinhança assim, digamos, estranha. Eu não curti muito essa minha primeira vez, mas o serviço tem melhorado muito e vários amigos tem viajado seguindo essa opção. Os prós são: individualidade, poder cozinhar, sentir-se um morador local e o custo, que comparando com os hotéis é bem mais em conta.

No final das contas eu continuo preferindo os hotéis, pelo conforto e praticidade, eu gosto de viajar e ficar tranquila, não me preocupar e realmente descansar.

08jul

Viajando sozinho: Barcelona

Postado por às em Dinheiro, Viagem
vickybarcelona

Scarlett Johansson, Rebecca Hall e Patricia Clarkson na La Pedrera (Casa Milà) em Barcelona, no filme Vicky Cristina Barcelona, de 2008

Como vocês devem ter visto, escrevi aqui no blog sobre como organizar sua primeira viagem para a Europa (veja aqui). Logo depois que fiz o post pensei que poderia ser mais específico falando das minhas aventuras, dando dicas sobre as cidades que passei e mostrando pra vocês como pode ser fácil (e divertido) viajar sozinho. Como Barcelona foi um dos meus primeiros destinos (e aquele que mais tempo passei), resolvi começar por ela.

Barcelona é uma cidade pequena, mas é cheia de oportunidades para diversão. Você pode beber em diversos bares por preços amigáveis, passear na praia, visitar os lugares turísticos, ir ao estádio do Barça, ir nas baladas da praia… Enfim, a cidade é pequena, mas é gigante ao mesmo tempo.

Eu cheguei em Barcelona no começo de dezembro, era inverno mas a cidade não é tão fria (Se fosse comparar Barcelona com alguma cidade do Brasil essa cidade seria Rio de Janeiro). Cheguei à noite, cansado demais e fui procurar o apartamento que havia alugado. A cidade era o segundo destino da minha primeira viagem para a Europa, eu estava vindo de trem de Madrid e desembarquei na estação Barcelona Sants, que era do lado do local que eu ficaria. Como era muito perto, decidi pegar um táxi. Em Barcelona às vezes vale muito a pena você pegar um táxi, pois como a cidade é pequena você chega rápido em todos os lugares (menos no estádio do Barcelona, tem trânsito em dia de jogo).

Ao chegar ao apartamento dei muita sorte, pois ia dividir com uma brasileira e dois russos. A brasileira, que hoje é minha amiga, já me chamou pra sair na hora e eu, como não nego fogo, aceitei. Era umas 22h, não me lembro direito, e fomos para o Bairro Gótico procurar algum bar para beber ou comer alguma coisa. Esse foi meu primeiro dia viajando sozinho em Barcelona.

Nos trinta dias que fiquei em Barcelona eu estava estudando espanhol, logo minhas manhãs estavam ocupadas (de segunda a sexta, claro). Então a diversão ficava para o período da tarde. Chegava do curso, deixava os materiais, preparava um almoço (comer em casa é incrivelmente mais barato quando você está viajando) e deixava para fazer a refeição “mais cara” para o jantar. Como eu estava na cidade por um período grande de tempo, não planejava meus passeios todos os dias, às vezes decidia na hora e outras apenas saia andando olhando o mundo. E isso também era divertido. Às vezes você não precisa planejar todos os seus passos, as descobertas aleatórias também são incríveis.

A noite de Barcelona é super agradável, a cidade é jovem e convidativa. Mas se você está sozinho precisa se preparar para arrasar nas escolhas. Como a cidade é turística, tem praia e tem muitos jovens, existem algumas baladas na beira da praia que são incríveis. Antes de você chegar a qualquer balada dessas você estará cheio de vips (tem bastante gente entregando vips por todos os lados), logo não pagará para entrar, mas a bebida é bem cara. Por isso você deve fazer o “jeitinho brasileiro” e bolar um esquenta. Eu fui algumas vezes no Espit Chupitos, é um bar incrível que tem mais de 600 tipos de shots. O legal é que esse bar é bem turístico, é um ótimo lugar para você fazer um esquenta e conhecer alguém para uma balada posterior (saímos de lá acompanhados). Então, go!

Outro ponto positivo de Barcelona (e de viajar sozinho) é a qualidade do transporte público. Tem metrô em todo lugar! Uma vez, voltando de uma balada às 03h da manhã eu vi o metrô aberto e pensei “Whattt?”, naquele final de semana era 24 horas, então eu sai de lá sem me preocupar. Lindo né?

Outra dica muito importante é: faça amizades. Além de você tem outras centenas de pessoas que estão viajando sozinhas, principalmente em hostel. O legal de ficar em hostel é que você só ficará sozinho se quiser, além de ter muitos outros jovens prontos para se divertir, todo final de semana uma ou outra balada tentará te tirar todos os hospedes e levá-los para balada. Pode ser um “pega turista”, mas pode ser legal também. É só você ficar de olhos abertos e ficar aberto para se divertir.

Ao contrário do que pensam, viajar sozinho não é chato. Eu me diverti muito durante meus dias por Barcelona, Paris e Madrid, conheci várias pessoas e passei por lugares incríveis. É uma experiência que eu indico.

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