/ vida

20out

Adeus tristeza, não volte mais!

Postado por às em Relacionamento

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Eu estava fazendo uma auto análise de olho no meu comportamento esta semana, não sei por que cargas d´agua eu resolvi desenterrar duas coisas da minha vida nesta segunda feira: os cds de axé de 95, 97 e os cds da cantora mexicana Thalia, muitos já sabem, fui fã dela na minha adolescência, uma curiosidade pra quem não sabe, uma das minhas filhas chama Thalia, adivinha por que? Risos.

Eu fui e voltei para o trabalho todos esses dias ouvindo esses cds e me senti muito bem, observei que lembro de cada coreografia e também de cada letra dos 5 cds da Thalia que estão no meu carro. Eu não sei se vocês também são assim e observam o próprio comportamento, mas eu fiz isso e concluí que essa não é a primeira vez que faço isso, acho que toda vez que eu preciso me recuperar, me sentir bem esses dois pontos são importantes, não pelas músicas, mas acredito que por que foram momentos da minha vida que eu me senti feliz, em paz, sem muito peso nas costas.

Acho que essa foi a forma que eu encontrei de superar as coisas que eu sempre tranquei nos últimos tempos, que sempre deixei lá dentro. Eu gostaria de poder explicar melhor isso, acho que não consigo, mas o X da questão é que talvez, outras pessoas também recorram a um filme, um livro, uma série que a faça sentir-se assim, livre, leve e talvez seja um tipo de cura sentimental após algum trauma/tristeza/fim.

Conversei com um amigo pra ver se esse conceito existe mesmo ou é coisa da minha cabeça e ufa, eu não estou sozinha, ele me contou que também já ouviu relatos como esse e que até já viveu.

Acredito que isso é uma forma de nostalgia, voltar para o lugar seguro, idealizado, por que não sei se você já observou, mas nós geralmente imaginamos o passado ou maravilhoso demais ou dramático demais, a tendência é sempre idealizar para os extremos. No fundo o que importa pra mim é como trazer essas músicas, essas lembranças estão me ajudando a ficar mais contente, deixar a alegria voltar.

Pra finalizar eu me peguei hoje cedo cantando e pensando num trecho da música da Thalia e deixo aqui pra vocês:

Siempre hay cariño, siempre hay amor
aunque todo te parezca oscuro y sin color
adiós tristeza no vuelvas más
que en la vida no queda tiempo para llorar
adiós tristeza, no vuelvas más
que en la vida no queda tiempo para llorar
adiós tristeza, au revoir, goodbye
que para todo el que busca cariño,
cariño siempre hay

23set

Você deixou um espaço aberto para minhas imaginações

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Craig Roberts e Yasmin Paige em cena do filme Submarine, de 2011.

[Você pode ler esse texto ao som de Hiding Tonight, do Alex Turner ♫]

Esses dias li algo no Twitter que achei muito real e pensei “vou levar isso para o blog em forma de texto”. Era uma frase simples que dizia o seguinte: É isto que amamos os outros, o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Quando li essa frase pensei “quanta verdade em tão poucas palavras” e olhei para trás e entendi quantos vazios existiram aqui e foram preenchidos com minhas fantasias.

Vocês ja passaram por isso? É como se a pessoa passasse pelas nossas vidas apenas para dar um fôlego a mais à nossa imaginação. A gente imagina o futuro, pensa em dezenas de coisas, sonha com o que vai acontecer e isso é tão gostoso. Chega a ser maior que o próprio amor, sabe? É algo mais entre nós mesmos.

Eu tenho uma imaginação bem fértil e gosto de vivenciar as coisas pelo imaginário, por isso acabo usando esse espaço para viver aquilo que não vivi, para tornar reais as experiências que não existiram. É como se o espaço que deixaram em mim fosse mais importante que a própria pessoa. Apesar de ser bonito, quando escrito, é meio triste demais quando vivido. E aqui mora um perigo. Às vezes acabamos sonhando demais e vivendo de menos.

Eu tenho consciência que é bem mais importante viver o presente do que sonhar com o futuro e tento fazer isso, mas às vezes a escolha que faço nem sempre é a certa e por isso acabo usando minha imaginação para levar adiante e acabo preenchendo o espaço que deixaram aqui com minhas expectativas. E o pior de tudo é que gosto disso. Eu amo esse espaço. É como se eu colorisse aquele papel em branco que existe aqui.

Talvez um dia eu não tenha mais espaço e não precise imaginar mais nada. Só que quanto mais vivo e quanto mais o tempo passa, vou me acostumando com esses espaços deixados aqui. Eles não me incomodam, na verdade fazem parte de mim e eu gosto deles. É como escrever poesias e eu gosto desse tipo de poesia triste que crio comigo mesmo usando minhas imaginações e colocando vocês nelas.

Um dia escrevi um texto e publiquei em um blog que não existe mais. Esse texto falava sobre um poeta que queria muito escrever sobre amor, ele procurava o amor por toda parte, pois não queria escrever sobre amor sem conhecer o sentimento. Um dia ele encontrou o amor e não quis mais escrever, ele quis amar. Quando eu li a frase do tweet pensei diretamente nesse texto, vi que existe uma ligação entre essas duas coisas.

Acredito que hoje estou mais triste que o normal e esse texto acabou refletindo isso. Eu entendo que esses espaços que deixam em mim são muito importantes, eles me ensinam muito e me fazem escrever (tenho tanto orgulho de transporta-los em textos aqui), mas um dia espero ser o poeta do texto que escrevi.

Esse texto faz parte do projeto Eu, Você e Eles.

31ago

Como The OC influenciou uma geração

Postado por às em Séries, vida

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[Você DEVE ler esse post ouvindo Califórnia do Phanton Planet ♫]

Acho que The OC foi a primeira série que entrou na minha vida, eu não sei vocês, mas em casa não tinha Warner e graças ao SBT eu comecei a acompanhar essa história, eu não vou fazer aqui um resumo sobre, porque eu tenho certeza de que você já conhece e também fez parte da geração que acordava aos domingos louca pra ver Ryan, Marissa, Seth e Summer na tv.

Acredito que os dramas vividos na série fizeram muitos se reconhecer ou mesmo sonhar com aquela vida, como por exemplo o Ryan, que tinha tudo pra dar errado na vida mas teve uma chance e recebeu ajuda de nada mais nada menos que uma família de ricaços e ainda conheceu um mundo totalmente novo e claro, descobriu um amor diferente, tudo bem que eu quase quis morrer com aquela parte que descobrimos que ele foi casado.

theoc2006
Tem também o Seth que foi referência pra muitos nerds e geeks como queira chamar, ele era tímido, inseguro e teve a oportunidade de enturmar, de sair do mundo dos quadrinhos e viver a vida, experimentar da adolescência.

Agora as meninas, eu achava a Marissa muito bonita, mas eu queria ser a Summer, rica, linda e rica de novo. E os pais maravilhosos que Ryan e Seth tinham? Eu amava o Sandy e achava a mamis fofa, mas ficava com pé atrás. Fiquei chocada quando aconteceu o episódio que traição.

E a Califórnia? Gente, que lugar maravilhoso, acho que também nasceu ali a minha vontade de viajar, de conhecer o mundo.

Acho que boa parte de coisas eu descobri por meio de The OC, coisas como drogas, lesbianismo, criminalidade, eu juro, eu acho que eu era meio boba pra essas coisas, meio Polyana talvez. The OC foi a série adolescente mais bem sucedida e virou referência para outras séries, mas também ficou bem ruim depois da terceira temporada.

Bom, influenciou patricinhas, geeks, gente normal e não há quem não diga que essa foi uma puta série, que marcou sua adolescência, ou uma parte boa da vida, The OC comemorou 10 anos em 2015 e merece ser lembrada em nossos corações.

<3 <3 Nossa! dá até uma emoção ao ouvir Califóoooorniaaaaa <3 <3

THEoc

20ago

Você é eternamente responsável pelos sonhos que cativa

Postado por às em a vida como ela é, Filmes, vida
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Jamie Bell em cena do filme Billy Elliot, de 1999

[Você pode ler esse post ao som da música Somewhere Only We Know, na versão da Lily Allen ♫]

Eu achei, durante muito tempo, que mudaria o mundo. Acreditava que faria coisas absurdamente importantes, que seria significativo para muitas pessoas. Aliás, eu já achei que seria um cineasta que faria filmes tão incríveis que as pessoas chorariam ao sair dos cinemas, e esse foi um dos meus maiores sonhos.

Com o tempo aquela vontade de mudar o mundo e fazer as coisas acontecerem foi indo embora e no lugar dela entrou a vida adulta. Nessa vida a gente se preocupa com dinheiro, com amores, em como a sociedade te vê e, principalmente, em crescer. Com todos esses deveres a gente acaba esquecendo-se das coisas importantes da vida e, acredito eu, isso acontece com muita gente. Aconteceu com você?

A vontade de mudar o mundo saiu tanto dos meus pensamentos que certo dia encontrei alguém, mais ou menos da minha idade que ainda sonhava em fazer as coisas dessa forma. Eu fiquei maravilhado e ao mesmo tempo falei em tom irônico “Você ainda sonha em mudar o mundo?“, a pessoa respondeu que sim e isso mexeu muito comigo. Se ela não se esqueceu das coisas que significam muito por que eu deveria ter esquecido?

Após esse dia eu fui resgatando aquele Jader de anos atrás e pensando no que ele falaria para esse cara de hoje. Ao fazer isso, vi que sou a realização de alguns sonhos do menino que queria ser cineasta, que queria fazer coisas importantes.

O fato é que meus sonhos mudaram e foram adaptando-se a realidade. Eu sempre quis contar histórias, sempre quis fazer parte do mundo de cinema e meus sonhos acabaram se tornando reais. Hoje, eu escrevo histórias não só aqui no blog, faz parte do meu trabalho escrever histórias e cativar as pessoas. Hoje eu faço parte do mundo do cinema ajudando as histórias a serem contadas, vendendo sonhos, aventuras e eu adoro isso.

O mais bizarro de tudo isso é que se o Jader de 15 anos atrás olhasse pra mim agora ele falaria “quero ser você quando crescer” e ao escrever isso e chegar nessa conclusão meus olhos enchem de lágrimas. É como se eu nunca tivesse esquecido meus sonhos, pois eu tenho feito coisas importantes e cativado pessoas, seja a partir dos meus textos, da minha personalidade ou a partir do meu trabalho e eu fico muito feliz por isso.

Esse post foi inspirado num filme que estreia hoje nos cinemas e que eu já tive a oportunidade de assistir, de chorar e de fazer parte do lançamento dele no Brasil.

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A animação “O Pequeno Príncipe“, apresenta a história de uma menina que está sendo preparada para o mundo real, mas acaba descobrindo uma história que mudará para sempre usa vida. Dessa vez a história não é sobre personagem título, é sobre nós. A história nos mostra que não devemos esquecer nunca dos nossos sonhos e daquela criança que éramos anos atrás. Sou suspeito pra falar, mas o filme é lindo. Da o play no vídeo abaixo e deixe um pouco da criança que você foi dominar seu coração.

10ago

Algumas lembranças são diferentes

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Anne Hathaway e Jim Sturgess em cena do filme Um Dia, de 2011

[Você pode ler esse texto ao som de Eu Me Lembro, da Clarice Falcão com o Silva ♫]

Você lembra quando conheceu seu namorado ou namorada? O modo como olhou naquela primeira vez? Você lembra do sorriso que deu e se recebeu aquele riso tímido de volta? Eu me lembro.

Lembro que andava pela avenida mais famosa da cidade até que avistei você, que me olhava mais do que era normal. Mas eu não ligava, devolvia o olhar com toda a força que podia, como se minha timidez tivesse ido embora com vergonha dos seus olhares. Eu me lembro de tudo. Do primeiro “eu te amo”, até o último adeus. Lembro que você falava que não importava para quantos havíamos dito “eu te amo”, você acreditava que esse sentimento poderia existir por um dia ou também por anos. Eu lembro que sempre discordava de você.

Eu me lembro daquela nossa viagem. Da minha loucura em aceitar passar uns dias com você, sendo que mal te conhecia. Estávamos juntos há algumas semanas e, mesmo assim, eu aceitei te seguir em uma de suas viagens. Loucura, não é?

Eu me lembro de uma de nossas brigas, daqueles dias sem se falar que foram interrompidos por um simples “oi” e acabaram por aí. Lembro de tudo.

Lembro-me também do nosso último encontro. Foi anos depois de todas essas lembranças que listei acima e esse encontro automaticamente se juntou a elas, pois nunca esquecerei que você não se lembrou que não viveu nada daquilo que eu havia vivido.

Quando te perguntei do dia que nos conhecemos, você sorriu e resumiu aquilo em algumas poucas palavras e quando falou da nossa viagem, disse “fomos pra onde mesmo?”. Foi estranho saber que você não dividia nenhuma lembrança comigo, era como se eu tivesse experimentado tudo aquilo sozinho, era como se você não estivesse presente. Parece que eu havia sumido de suas memórias.

Depois dessa nossa última conversa parei para pensar sobre o quanto as lembranças são diferentes para diversas pessoas. É como naquela música do Silva com a Clarice Falcão, você se lembra de algo e eu me lembro de outro. Naquele momento que nos conhecemos tivemos experiências completamente diferentes, mas acho que elas funcionam de acordo com nossas vidas. O que você acha?

Agora eu sei que algumas lembranças são diferentes, ou melhor, sei que nós lembramos de maneiras diferentes. No meu caso acredito que gero um romance excessivo em cima daquelas lembranças, principalmente por que são as únicas coisas que ainda tenho de você. E por isso as vivo ao máximo e dou mais brilho para essas histórias. É como se sua folha de lembranças ainda estivesse preto e branco e a minha toda colorida.

Acho que deixo minha lembranças mais bonitas. E você, faz o que com as suas?

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