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13mar

Brasil foca em espumantes na ProWein Alemanha para consolidar imagem em nível mundial

Postado por às em Trabalho, Vinho

Pelo segundo ano consecutivo, estande coletivo terá também o lounge Sparkling Brasil, com degustações de 21 rótulos de espumantes
Foto: André Bezzera

O Wines of Brasil comemora sua 15ª participação na maior feira de vinhos do mundo apresentando novo posicionamento setorial, voltado para os espumantes. A partir do próximo domingo (17) até o dia 19 de março, 10 vinícolas brasileiras participarão da ProWein, em Düsseldorf, na Alemanha. Localizadas no estande coletivo do projeto, no hall 9 – G28, elas levam para o evento a assinatura do conceito da campanha ‘A Sparkling New World’ (Espumantes do Novo Mundo, em tradução livre), apostando na promoção exclusiva das borbulhas verde-amarelas, carro-chefe do setor no mercado internacional.

Além da projeção e consolidação de imagem – principal foco da participação brasileira nesta 25ª edição do evento –, espera-se que nos três dias de ProWein as 10 empresas alcancem cerca de US$ 1 milhão em negócios nos 12 meses seguintes da realização da feira. A presença das vinícolas é viabilizada pelo Wines of Brasil – desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O estande conta ainda com o apoio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul (Sedetur/RS).

“Nossa participação busca consolidar o Brasil como referência vitivinícola na categoria de espumantes. A feira é um fórum de tendências em nível mundial e não poderíamos deixar de participar”, diz Diego Bertolini, gerente de Promoção do Ibravin.

As vinícolas Aurora, Bueno Wines, Casa Perini, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato, Salton e Zanlorenzi estarão representando o Brasil na Alemanha.

O gestor acrescenta que além das características autênticas dos espumantes brasileiros, a aposta no produto é valorizada pelo reconhecimento da crítica mundial especializada e também pelas premiações internacionais, que já somam mais de 1,5 mil medalhas nos últimos 10 anos, sendo que mais de 200 foram conquistadas em 2018. 

Dobradinha consecutiva    
Alinhado com o objetivo setorial, o Wines of Brasil estará pelo segundo ano com o lounge Sparkling Brasil, dentro do estande coletivo do projeto. Nos três dias de evento, haverá degustações conduzidas de 21 rótulos de espumantes, das 10 empresas participantes da feira.  

Também será a segunda vez consecutiva que os produtores brasileiros estarão representados no ProWein Forum. A convite dos organizadores da feira, às 16h do dia 17, o sommelier Maurício Roloff ministrará a masterclass “Signature sparkling wines from Brazil” (Assinatura dos espumantes do Brasil, em português), com a degustação de espumantes e apresentação da diversidade da produção nacional.

Missão técnica
Após a participação na ProWein, um grupo de 12 pessoas, de cinco vinícolas brasileiras, realizará uma missão técnica na Itália, na região Franciacorta. De 20 a 23 deste mês, integrantes do Wines of Brasil e das empresas Aurora, Casa Perini, Casa Valduga, Pizzato e Salton farão visitas em vinícolas e empreendimentos turísticos. O objetivo é aprimorar os métodos de elaboração dos espumantes pelo método champenoise e ampliar o conhecimento do mercado local.

“Nossas últimas missões técnicas estão sendo bem segmentadas para os espumantes. Em 2017, fomos para a região de Cava, na Espanha, no ano passado para a região de Prosecco, em Conegliano e Treviso, na Itália. Neste ano estamos voltando para a Itália para estudar novamente cases e estratégias da categoria”, explica o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

SERVIÇO
ProWein Düsseldorf 2019

Quando:
17 a 19 de março (domingo a terça-feira), das 9h às 18h
Onde: Stockumer Kirchstr. 61, Messe Düsseldorf GmbH, 40474, em Düsseldorf (Alemanha)
Ingresso: € 60 para os três dias de feira
Público-alvo: trade especializado. São esperadas 70.000 pessoas
Vinícolas participantes: Aurora, Bueno Wines, Casa Perini, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato, Salton e Zanlorenzi 

Sobre o Wines of Brasil
Criado em 2002, o Wines of Brasil é uma iniciativa de promoção comercial dos vinhos e espumantes brasileiros no mercado externo, desenvolvido entre o Ibravin e a Apex-Brasil. O projeto conta atualmente com a participação de 45 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram à iniciativa conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e ao trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br

 

17ago

3 lições que o Masterchef e sua semifinal podem ensinar sobre carreira

Postado por às em Gastronomia, televisão, Trabalho

masterchefecarreira2016

Ontem foi transmitida a semifinal da terceira edição do já consagrado Masterchef Brasil. A atração é muito popular, principalmente nas redes sociais, onde mobiliza milhares de pessoas.paola carosella

De um lado Leonardo Young, empresário paulista, com raízes orientais, tem uma família tradicional e no auge dos seus 30 anos já é sócio de um restaurante. Do outro Bruna Chaves, professora, mineira e especialista em confeitaria.

Raquel Novais, 32 anos, disputou a segunda vaga na final, também empresária, queridinha das redes sociais por sua extrema elegância e educação, mas perdeu a vaga, por qual motivo ainda tento entender.

Diante do programa, pensei em listar aqui 3 lições que eu e você podemos tomar e aplicar no nosso dia-a-dia no mundo corporativo:

Trabalhar sob pressão

Os concorrentes foram testados inúmeras vezes no limite da emoção, onde ter inteligência emocional foi fator chave. Nesse ponto, podemos destacar que Raquel esteve nas provas de eliminação e manteve-se muitas vezes mais calma que os demais, já Léo, perdeu a concentração e por muito pouco mesmo não foi eliminado. Tenho certeza de que você passa ou passou por situações de pressão na vida real, em ambientes adversos, profissionais com temperamentos explosivos, conseguir entregar bons resultados, lidar com pensamentos diferentes e saber transitar neste cenário, certamente lhe trará resultados diferentes.

Saber ouvir críticas

O tempo todo o trabalho dos participantes foi avaliado, criticado e cada um recebeu com feedback positivo ou negativo. Saber lidar com essas críticas e transformá-las em resultados positivos separa os bons profissionais dos que tem destaque. Você está sob julgamento o tempo todo, saber lidar com um resultado bom ou ruim é fundamental para crescer ou estagnar sua carreira

 Ser estratégico

Utilizar todos os recursos e extrair o melhor das pessoas é uma questão-chave em qualquer empresa, quem vence é você, mas sem conseguir trabalhar bem em equipe, você até consegue atingir seus objetivos, mas o caminho será mais longo. No reality, os profissionais estão competindo por um único título, o de Masterchef Brasil, mas no meio do caminho existem muitas provas, algumas em equipe, onde ele precisa saber lidar com múltiplas personalidades, assim como no seu escritório/agência. Conhecer os pontos fortes de cada membro da equipe, saber lidar com o temperamento e comportamento de cada profissional com quem tem que trabalhar é uma grande sacada.

Com o programa de ontem, podemos concluir que nem sempre o mais preparado vence, que mesmo com um histórico quase perfeito, um erro pode significar perder uma grande chance e que senso de oportunidade é uma característica diferenciadora.

Masterchef-Brasil-3x22

21out

Você é mais importante que seu trabalho

Postado por às em Dinheiro, Trabalho

Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

[Você pode ler esse texto ao som de Paris, do Magic Man ♫]

Sempre que me perguntam “quem é o Jader”, respondo aquele blá blá blá que não diz nada sobre mim. Que sou publicitário, tenho 28 anos, trabalho com cinema… Esses dias, parei para pensar sobre esse tipo de resposta e sobre o que realmente sou e pensei que eu poderia responder que tenho 28 anos, sou bastante bobo, adoro beber, me apaixono muito rápido mas costumo demorar para esquecer um amor, não gosto tanto de chocolate quanto poderia e adoro reunir meus amigos para falar bobagem. Esse sou eu, o publicitário que trabalha com cinema está comigo apenas 8 horas por dia (as vezes um pouco mais), de segunda a sexta. Ele deve ser uma pessoa, mas eu sou outra.

O meu eu quando está no trabalho pode ser engraçado e rir de vez em quando, mas ele tem relatórios e resultados para entregar, ele é um cara legal (até demais), mas pensa em números e resultados o tempo todo. Já o meu verdadeiro eu ri e fala bobagens, ri de memes na internet e compartilha vídeos de cachorrinhos goleiros no Facebook, pensa como esse cara é muito mais legal que o outro, não é?

O nosso trabalho é muito importante, ele não apenas faz com que nossas contas sejam pagas, ele faz com a gente se sinta funcional, parte dessa máquina louca que chamamos de sociedade. O nosso trabalho nos leva para Paris, pra Barcelona (e eu adoro viajar), mas até quando você vai acreditar que seu trabalho é a coisa mais importante da sua vida? É nesse ponto que a gente erra. Você vive trabalhando para um dia viver, mas e se esse dia não chegar?

Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme O Diabo Veste Prada, de 2006

Eu assisti aos filmes da série “De Volta para o Futuro” e não tinha parado para pensar, no auge dos meus 12 anos, como seria o ano de 2015, quando Marty McFly chega ao futuro. Hoje é esse dia. E o que mudou? Nada, ainda estamos trabalhando demais e vivendo de menos. Como disse meu amigo Alysson no tweet abaixo: nós estamos errando.

A verdade é que você é mais importante que seu trabalho, se você não está lá não tem outra pessoa no seu lugar, as vezes nem existe uma pessoa que sabe fazer tudo que você faz, que consegue pensar da mesma forma que você e executar o trabalho tão bem quanto nós mesmos. Sabe? Você tem pensar o quanto esta sacrificando da sua vida para viver o seu trabalho, para ser aquele eu que nem é tão divertido assim, que não pode ser bobo e rir com os amigos.

Eu adoro meu trabalho, gosto muito do que faço, mas sou bem mais importante que ele. Cheguei no ponto da minha carreira que é assim que penso e acredito que todos nós deveríamos pensar assim. Da mesma forma que é importante pra você ter um trabalho, é importante e essencial para seu trabalho ter você lá e se não for importante existe algo de errado.

08set

Geração 2, 3 anos

Postado por às em Relacionamento, Trabalho

mulher-desesperada-24803A moda agora são os textos e mais textos sobre felicidade no trabalho, sobre largar tudo e ir viajar, largar tudo e empreender ou fazer parte da maioria e ficar preso no escritório lendo essas matérias e sonhando com a liberdade, mas será que estamos frente a uma crise grupal? Uma crise de identidade em que muitas das pessoas que eu conheço raramente respondem que amam o trabalho, acho que 80% não curte o que faz e largaria tudo para seguir um sonho, não sei.

Eu já escrevi sobre insatisfação no trabalho e sobre crise, mas venho amadurecendo a ideia de que tudo isso é uma fase e ou se aceita ou se toma uma posição de mudança, seja para outro emprego ou seja para o empreendedorismo, mas também muitas vezes me pego pensando, será que ao entrar em um emprego novo, daqui a 2, 3 anos a sensação e cansaço interminável, de frustração não vai voltar? Afinal você já deve ter ouvido de algum colega de trabalho: “todo lugar é a mesma coisa”, não sei.

E nos relacionamentos? Uma fragilidade se instalou, uma dificuldade de se relacionar tão grande, e quando o namoro finalmente acontece, passam-se os 2, 3 anos e começa a bater aquela sensação incômoda, onde o que no início era uma beleza, agora já é irritação, quando você achava bonito ela dormir toda esparramada na cama e hoje você quer matá-la toda vez que ela passa alguns milímetros do espaço delimitado para cada um na cama.

Será que a vida é assim mesmo? De tempos em tempos temos que descartar as relações emocionais e trabalhistas que não nos convém mais? Será que essa sensação não vai passar nunca? Não sei.

Será que existe vida e bons frutos depois dos 2, 3 anos de trabalho ou de namoro? Devemos nós insistir nessas relações? Devemos ser mais pacientes? Não sei.

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